A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
Mostrando postagens com marcador Wilson Fittipaldi Jr. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Wilson Fittipaldi Jr. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Seis Horas de Curitiba por Ari Moro

Lá se vão quatro anos desde que a Graziela Rocha me apresentou o Ari e ele me presenteou com alguns exemplares de seu jornal e autorizou a reprodução das matérias. Caros Ari e Graziela é sempre uma honra e um privilégio te-los aqui, um forte abraço e obrigado! 

Post de Quinta-Feira, 13 de agosto de 2009
Assim Ari Moro contou as Seis Horas de Curitiba,


A carretera 27 de Altair Barranco/José Grocoski.
"Se eu tivesse que escolher, preferiria quebrar o carro, mas, sentir o gosto de estar liderando uma prova, do que levá-lo até o final da competição, sem quebrar, mas, terminar a corrida sem ter ponteado um instante sequer." Esta, uma declaração de Altair Barranco, talvez o mais popular, o mais comentado de todos os pilotos de carreteira do Paraná, apesar de ter iniciado sua carreira numa época em que as competições automobilísticas começavam a experimentar uma nova fase, com a entrada em cena dos carros de fabricação nacional e o declínio do uso dos "carros adaptados", as famosas carreteiras.

Carretera Gordini Equipe Willys.
Carretera Gordini e um Ford.
A freada do fim da reta , briga entre Simca e DKW.
Carretera 12 de Bruno Castilho, chassi F 100, motor Mercury Interceptor e cambio Corvette.

AS SEIS HORAS DE CURITIBA


Em 1963, o jornal Gazeta do Povo promoveu a primeira das três emocionantes provas automobilísticas de rua, denominadas Seis Horas de Curitiba, reunindo pilotos locais e de outros Estados, sobretudo de São Paulo, de onde vieram nomes famosos como Bird Clemente e Wilson Fittipaldi, pilotando os Gordini e as Berlinetas Interlagos da equipe Willys. Daqui, além de Barranco, correram pilotos de peso como Bruno Castilho, Adir Moss, Osvaldo Curi (uma das carreteiras mais bonitas já feitas), Johir Parolim:
Cidalgo Chinasso, Orlando Hauer, Conrado Bonn Filho (Dinho), entre outros, além do famoso Angelo Cunha, da cidade paranaense de Laranjeiras do Sul (dono da primeira carreteira a usar aros tipo tala-larga na traseira).
A largada, no final da tarde, foi na avenida Presidente Kennedy, sentido bairro-centro, seguindo depois pela rua Mal. Floriano Peixoto, virando na avenida Presidente Getúlio Vargas, descendo a rua Brigadeiro Franco - na praça do Clube Atlético Paranaense, contornando esta praça e dali em frente por outras ruas até chegar na avenida Presidente Kennedy novamente;
Conta Barranco que, pouco antes da largada, teve um desentendimento com Adir Moss. O caso sofreu a interferência do dirigente de entidade automobilística Anfrísio Siqueira, o qual chamou os dois pilotos e disse-Ihes que só largariam se um apertasse a mão do outro e fizessem as pazes. E assim aconteceu.
Já na terceira volta Barranco liderava a corrida. Na esquina da Kennedy com a Mal. Floriano existiam umas tartarugas no meio da rua. Na primeira volta, Barranco passou por fora; na segunda, passou por dentro; e, na terceira, bateu com as rodas nas tartarugas, tendo que trocar uma delas depois. "Mesmo assim - relata - quando cheguei no final da reta da Mal. Floriano, na terceira volta, olhei para trás e não vi ninguém, nem o Gordini equipado com o motor R-8 francês dos paulistas. "
Mais tarde, Barranco entregou o volante ao piloto José Grocoski, seu companheiro de equipe. Grocoski, por sua vez, também na Mal. Floriano, pegou o meio fio e entortou uma roda da carreteira. O conserto do estrago custou à dupla um atraso de cinco voltas em relação "ao primeiro colocado. Na seqüência, Altair pegou o volante de novo e, ainda na esquina da Mal. Floriano com a Presidente Getúlio Vargas, perdeu uma roda traseira, cujo aro foi cortado por dentro, ficando só o seu miolo. "Várias pessoas correram até meu carro e ergueram-no - conta ele - enquanto eu trocava a roda. Mas, eu só dispunha de roda tamanho menor, que era usada na frente, correndo o risco de quebrar o diferencial. Assim, tive que dirigir a carreteira até o meu box, na Kennedy, a fim de trocar a roda novamente, por uma maior. "
Apesar de todos esses percalços, Barranco conseguiu tocar seu carro até o final da competição e colocá-lo em quarto lugar. A sua carreteira na oportunidade era um Ford cupê 1940 - nº 27, com motor Mercury e equipamento importado, três carburadores, dando-lhe 300 cavalos.

link para mais de 30 posts



quinta-feira, 19 de julho de 2012

Formula 3 na Argentina 1966

Com as fotos do post anterior, minha intenção era mostrar o piloto inglês Chris Irwin. Sem duvida alguma um grande nome, mas que por vários nunca alcançou o ápice da carreira. Aqui vou relembrar a Temporada Argentina de F3 do ano de 1966, quando Luiz Antonio Greco levou  sua equipe para  disputar a temporada, tendo como piloto Wlison Fittipaldi Jr. O carro rebatizado de Gávea era um Alpine A270 Renault R8/Mignoret, cedido pelo francês Jean Redelé chefe da Alpine o braço de competições da Renault.
Nesta temporada Irwin andou muito, mas o campeão foi o inglês Charles Crichton-Stuart que corria pela equipe de Stirling Moss.

#17 - Chris Irwin - Reg Parnell Racing - BRM P83, #5 - Jim Clark - Team Lotus - Lotus 49;
#16 - Jo Bonnier - Joackim Bonnier Racing Team - Cooper T81;
#22 - Jean-Pierre Beltoise - Matra Sports - Matra MS7,#17 - Chris Irwin - Reg Parnell Racing - BRM P83

TEMPORADA ARGENTINA F3 1966

O campeão Charles Crichton-Stuart, Brabham BT10 Ford
Wilsinho, Greco e observando Emerson
O Gávea em ação

Jonathan Willians, Brabham BT10-Ford lidera 
Silvio Moser, Brabham BT10 Ford/Cosworth
 Acima Chris Irwin lidera uma corrida de F3 em Siverstone

XV Temporada Argentina,  1ª corrida.


Autódrom Municipal Alte. Brown, Buenos Aires, Argentina 

Pole Position;  Chris Irwin, 1'41.2" volta mais rápida: Chris Irwin, 1'40.8"

FINAL

 1 30 Chris Irwin, GB The Chequered Flag Brabham BT16 - Ford/Cosworth 59'57.6" 

 2 20 Charles Crichton-Stuart, GB Stirling Moss Auto Racing Team Brabham BT10 - Ford/Cosworth 1:00'29.1" 

3 6 Nasif Estefano, RA Escuderia Argentina Automondo Brabham - Ford 1:00'35.4" 

4 18 Jonathan Williams, GB Charles Lucas (Engineering) Brabham BT10 - Ford 1:00'45.5"

5 26 Eric Offenstadt, F Stephen Conlan Motor Racing Lola T60 - Ford/Cosworth 1:01'32.2" 

6 2 Jorge Cupeiro, RA Escuderia Argentina Automondo Brabham BT15 - Ford 1:01'35.7" 

 Wilsinho terminou em 15º .

                                      --------------------------------------------------------------------- 

Gran Premio Internacional Ciudad de Rosario ACINDAR S.A. 1966

XV Temporada Argentina, 2ª corrida.

Parque Independencia, Rosario, Argentina 



Janeiro 30. 3 x 10 voltas x 2779 m = 27.8 kms + Final 30 voltas = 83.37 kms.
Pole Position;  volta mais rápida: Silvio Moser, 1'27.7"


FINAL


 1 36 Silvio Moser, CH Martinelli + Sonvico Racing Team Brabham BT16 - Ford/Cosworth 48'35.4"

 2 6 Nasif Estefano, RA Escuderia Argentina Automondo Brabham - Ford 48'53.4" 

 3 48 Mauro Bianchi, B Société des Automobiles Alpine Alpine A270 - Renault R8/Mignotet 49'15.0"

 4 24 Picko Troberg, S Picko Troberg Brabham BT15 - Ford/Cosworth 49'30.0 

 5 22 John Cardwell, GB Goodwin Racing Brabham BT15 - Ford/Cosworth 49'49.3"

 6 8 Juan Manuel Bordeu, RA Escuderia Argentina Automondo Brabham - Ford 49'50.0" 

 Wilsinho terminou em 9º. 
  
                                    -------------------------------------------------------------------------- 
  
Gran Premio Internacional Yacimentos Petroliferos Fiscales 1966
XV Temporada Argentina, 3ª corrida;

Autodromo General San Martin, Circuito No. 2, Mendoza, Argentina 



Fevereiro 6. 2 x 25 voltas x 2645 m = 66.125 km + Final 50 voltas = 132.25 kms Pole Position;  Jonathan Williams, 1'08.7"

Volta mais rápida: Chris Irwin, 1'08.5"

  Final


 1 20 Charles Crichton-Stuart, GB Stirling Moss Auto Racing Team Brabham BT10 - Ford/Cosworth 58'13.6"

 2 30 Chris Irwin, GB The Chequered Flag Brabham BT16 - Ford/Cosworth 58'15.1"

 3 6 Nasif Estefano, RA Escuderia Argentina Automondo Brabham - Ford 58'54.9"

 4 26 Eric Offenstadt, F Stephen Conlan Motor Racing Lola T60 - Ford/Cosworth 58'58.9" 

 5 22 John Cardwell, GB Goodwin Racing Brabham BT15 - Ford/Cosworth 59'01.1" 

 6 42 Carlo Facetti, I Scuderia Sant'Ambroeus Brabham BT10 - Ford 59'13.5"

Wilsinho terminou em 20º , Clay Regazzoni em 22º e Piers Courage em 25º. 
  
                              ------------------------------------------------------------------------------- 
  
Gran Premio Internacional Yacimentos Petroliferos Fiscales 1966 
XV Temporada Argentina, 4ª corrida.

Autodromo General San Martin, Circuito No. 2, Mendoza, Argentina 

Fevereiro 6. 2 x 25 voltas x 2645 m = 66.125 km + Final 50 voltas = 132.25 kms Pole Position; Jonathan Williams, 1'08.7"


Volta mais rápida: Chris Irwin, 1'08.5"

  Final


 1 20 Charles Crichton-Stuart, GB Stirling Moss Auto Racing Team Brabham BT10 - Ford/Cosworth 58'13.6"

 2 30 Chris Irwin, GB The Chequered Flag Brabham BT16 - Ford/Cosworth 58'15.1" 

 3 6 Nasif Estefano, RA Escuderia Argentina Automondo Brabham - Ford 58'54.9" 

 4 26 Eric Offenstadt, F Stephen Conlan Motor Racing Lola T60 - Ford/Cosworth 58'58.9"

5 22 John Cardwell, GB Goodwin Racing Brabham BT15 - Ford/Cosworth 59'01.1"

 6 42 Carlo Facetti, I Scuderia Sant'Ambroeus Brabham BT10 - Ford 59'13.5"

  Wilsinho terminou em 20º e Clay em 16º. 

_________________________________________________

Agradeço ao Caranguejo, ao André do blog Por Dentro dos Boxes  e ao Joca do Blog do Mestre Joca que neste link conta a história de Chris Irwin. 


NT:  Irwin é um enigma até hoje. Pouco se sabe dele, seu paradeiro atual é desconhecido, aparece quando quer e ficou com sequelas do acidente.
O trecho da pista em que se acidentou é o famoso Flugplatz, trecho preferido por dez entre dez fotógrafos que fazem cobertura em Nurburgring , pois é o trecho onde os carros "decolam".

Para finalizar, o Grande Fangio, mentor das temporadas argentinas de F3, dá conselhos à seu filho Cacho.


Na edição de Março de 1966 a reportagem sobre a temporada 


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Algumas fotos de Grandes Pilotos

Procurando fotos em meus arquivos, encontrei o Calendário da METAL LEVE de 2004, e entre as magníficas imagens preparei três. Grandes Pilotos que estão e estarão sempre presentes cada vez que falarmos de automobilismo.

 Luizinho Pereira Bueno, com o Mark I da Equipe Willys no Autódromo do Rio de Janeiro, prova Almirante Tamandaré 1967
 Marinho Cezar de Camargo Filho, com a Carretera DKW, vencedor do IV Circuito da Barra - Salvador BA - 1963.
Wilson Fittipaldi Jr e Vitório Andreatta, vencedores dos 500 Milhas de Porto Alegre no Circuito Cavalhadas-Vila Nova em 1963, com o Willys Interlagos.

Fotos: Francisco Feoli, Luiz Pereira Bueno e Auto Union DKW Club do Brasil.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Algumas fotos de Grandes Pilotos

Procurando fotos em meus arquivos encontrei o Calendário da METAL LEVE de 2004, e entre as magníficas imagens preparei três. Grandes Pilotos que estão e estarão sempre presentes cada vez que falarmos de automobilismo.


Luizinho Pereira Bueno com o Mark I da Equipe Willys no Autódromo do Rio de Janeiro prova Almirante Tamandaré 1967


Marinho Cezar de Camargo Filho com a Carretera DKW vencedor do IV Circuito da Barra - Salvador BA - 1963.


Wilson Fittipaldi Jr e Vitório Andreatta vencedores dos 500 Milhas de Porto Alegre no Circuito Cavalhadas-Vila Nova em 1963 com o Willys Interlagos. 


Fotos: Francisco Feoli, Luiz Pereira Bueno e Auto Union DKW Club do Brasil. 


sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Giovanni Salvatti - A trágica corrida de Formula 2 no Tarumã - 1971


             
Ronnie Peterson March 722.

Grahan Hill

 Ao final de 1971 parte da  elite do automobilismo mundial veio ao Brasil para o I Torneio Internacional de Formula 2, eu tinha começado a correr aquele ano e para mim andar pelos boxes em Interlagos e cruzar com aqueles pilotos que tanto admirava era algo indescritível.
Lembro perfeitamente de vir caminhando pelo Box e em minha direção vir Grahan Hill, sempre com um sorriso e aquelas pernas tortas do acidente em Jarama, fora outros nomes que sem a carreira do bicampeão do mundo vinham fazendo seus nomes na Formula Um e Dois. Já conhecia quase todos da Formula 3 onde muitos estavam a busca de um lugar no topo do automobilismo e  para temporada brasileira no final do ano vieram grandes nomes.
Alguns já na Formula Um como Ronnie Peterson, Carlos Reutman, Reine Wissel, Tin Schenken fora nossos ídolos Emerson, Pace, Luiz Pereira Bueno e Wilson.
Foi um espetáculo e tanto ver os Formula 2 virar em Interlagos em 2.43s a volta e não perdi um treino ou corrida, sempre chegava cedo e saia no finalzinho da tarde, quando os carros paravam de andar ficava em algum Box acompanhando o trabalho dos mecânicos, foi sem duvida inesquecível. 

Giovanni Salvatti

Não fui a Tarumã e foi lá que no belo espetáculo aconteceu a tragédia com Giovanni Salvatti. Na Europa ele foi campeão Italiano de Formula 3 e buscava seu lugar ao Sol depois de muitas dificuldades em seu difícil inicio de carreira, já que vinha de uma família humilde e para correr fez muitos sacrifícios. No Brasil tinha se apresentado muito bem no Torneio de Formula 3 e vinha andando muito bem na Formula 2,  na primeira corrida do Torneio chegou em 5º na classificação final tendo sido 6º na primeira bateria e 5º na segunda. Na segunda corrida foi 13º na final tendo chegado em 11º na primeira bateria e 16º na segunda.


O Guard Rail colocado de forma errada, deixou com que o bico do carro entrasse por baixo.

E a lamina pegasse na cabeça de Giovanni.



Em Tarumã chegou na primeira bateria em 13º lugar e na segunda quando vinha brigando com Wilson Fittipaldi pelo 4º lugar e tentou uma ultrapassagem após a reta dos boxes na curva 1, lá a uns 200 km/h foi reto e a lamina do guard rail colocada de forma incorreta acabou com a carreira e a vida do promissor piloto Italiano.
Vivíamos o começo da cruzada de segurança nas pistas, a era pré pneus slick, era o começo das proteções que chamamos de guard rail e infelizmente em Tarumã eles estavam colocados do forma incorreta.
Foi certamente uma tragédia, lembro de ter ficado muito abalado, pois tinha estado com aqueles pilotos durante as corridas de São Paulo e agora aquele que tinha visto aqui na Formula 3 e 2 estava morto. 

  Leia mais no Arquivo Digital Quatro Rodas, Dezembro de 1971.






quinta-feira, 9 de setembro de 2010

UM POUCO DOS AMIGOS.

Hoje ia escrever sobre a decisão da FIA em não punir severamente a Ferrari no episodio Alonso/Massa, até telefonei a meu amigo Fernando Fagundes pedindo para incluir um comentário seu no texto, mas em vez de perder tempo com fatos que não serão mudados resolvi mostrar os amigos em belas fotos que recebi do Mike e mostrar um pouco de nosso automobilismo que está dando certo. Sei que alguns amigos meus criticam os carros bolha, mas as corridas da Copa Montana tem sido um grande sucesso com os pilotos brigando muito e mostrando na pista uma grande raça. Agradeço as fotos e o depoimento do Marcelo Tomasoni ao Paulo Valiengo.


Nosso amigo Teleco e o incrível VW D3 #90 da AUTOZOOM.
Wilson Fittipaldo no Rio, Stock Car 1982,  lá no fundo nosso amigo de tantas e tanto tempo Manduca, fazendo pose! 
O Mike em um belo sobresterço tocando seu Stock com garra.
Dado Andrade, Mike, Ingo Hoffman e Marcos Troncon.

Copa Chevrolet Montana

O belo carro do Marcelo.


Tomasoni pretendia andar entre os 10 primeiros em Interlagos, principalmente por ser paulistano e até esta última corrida, não tinha conseguido boas colocações na sua pista predileta. Todo piloto quer mostrar serviço na sua própria cidade, e as coisas, por um motivo ou por outro, acabavam não dando certo aqui em Interlagos.
Para esta etapa de Interlagos, Tomasoni intensificou os treinamentos físicos na academia SPFITCLUB, treinou toda semana com o shift kart que é extremamente rápido e que exige muito do piloto, e conversou muito com Carlão Alves, seu chefe de equipe, e traçaram uma nova estratégia para esta corrida.

Tomasoni contou como foi o desenrolar da prova em Interlagos:

"O carro estava muito bom o que facilitou bastante o meu trabalho. Em nenhum momento durante a corrida eu tive qualquer tipo de problema. Pelo contrário, os outros carros foram ficando instáveis e o meu ficava cada vez melhor de pilotar. Toda a minha equipe está de parabéns.
Para mim foi muito gratificante poder ultrapassar pilotos experientes e profissionais como o Rafael Daniel, Lucas Finger e Douglas Soares, principalmente aqui em Interlagos, que é um circuito seletivo e que todos eles conhecem muito bem.
Acho que encontrei o caminho e estou muito animado para a próxima corrida em Campo Grande, mas amanhã às sete, já estou indo para o escritório da Capital (CM Capital Markets), trabalhar",  Marcelo Tomasoni.

"Para uma equipe que está acostumada a andar na frente, o pódio do Galid (Galid Osman) e o sexto lugar do Tomasoni, obviamente nos deixaram muito satisfeitos.

"Foi a melhor colocação de Tomasoni na nossa equipe, e é preciso lembrar que esta é apenas a sua segunda temporada completa, numa categoria extremamente competitiva como a Copa Chevrolet Montana. Quando ele chegou na nossa equipe, era totalmente inexperiente, e hoje ele anda naturalmente entre os 10 primeiros. Foi uma enorme evolução. Carlos Alves.

Mais no blog do Paulo Valiengo :  http://paulovaliengocomunicacao.blogspot.com/2010/09/r-marcelo-tomasoni-cumpre-sua-meta-e.html





Resultado da corrida.

1) 6 Diogo Pachenki (Nascar Motorsport), 23 voltas, 40:38.772

2) 28 Galid Osman (Carlos Alves Comp.), 40:50.172

3) 9 Eduardo Leite (Hot Car Racing), 40:58.295

4) 26 Wellington Justino (Hot Car Racing), 40:58.662

5) 18 Rodrigo Navarro (M4t Motorsport), 40:59.505

6) 98 Marcelo Tomasoni (Carlos Alves Comp.), 41:02.232

7) 43 Cássio Homem de Mello (Petrópolis Motor.), 41:02.849

8) 22 Rafael Daniel (Scuderia 111), 41:05.607

9) 90 Thiago Riberi (W2 Racing), 41:12.928

10) 8 Douglas Soares (Gramacho Costa Comp.), 41:14.837

11) 11 Pedro Boesel (Petrópolis Motor.), 41:18.816

12) 21 Lucas Finger (A.M.G. Motorsports), 41:21.851

13) 14 Hybernon Cisne (Motortech Comp.), 41:27.266

14) 3 Denis Navarro (RC3 Bassani Racing), 41:29.662

15) 23 Marco Cozzi (Racequip Motor.), 41:31.859

16) 38 Thiago Penido (M4t Motorsport), 41:52.829

17) 32 Fernando Fortes (Racequip Motor.), 42:12.400

18) 75 Henrique Assunção (CKR Racing), 42:13.525

19) 46 Edson do Valle (J. Star Racing), 42:18.984 3

20) 88 Leandro Romera (RS Racing), 40:46.061 1 Lp.

21) 49 Marcelo Cesquim (Mottin Racing), 41:12.305 1 Lp.

22) 56 João Pretto (Mottin Racing), 41:38.472 1 Lp.

23) 2 João Paulo Mauro (Nascar Motorsport), 39:03.171 2 Lp.

24) 31 Ítalo Silveira RS Racing Montana 21 00:39:22.132 2 Lp.

25) 1 Cadú Pasetti (Gramacho Costa Comp.), 36:42.849 6 Lp. 4

26) 16 Carlos Kray CKR Racing), 31:18.451 7 Lp. 1 Lp. 1:47.235 8

27) 60 Sérgio Ramalho Bazzo Racing Montana 13 00:23:39.519 10 Lp.

28) 63 Marlon Watamabe (Max Power Racing), 22:23.510 12 Lp.

29) 48 Gustavo Sondermann (Star Race), 19:11.257 13 Lp.

30) 73 Sérgio Jimenez (Scuderia 111), 08:51.012 18 Lp

31) 7 Kau Machado (Max Power Racing), 39:06.453 19 Lp.












sexta-feira, 19 de março de 2010

Jesus Ybarzo Martinez - Prótipo Interlagos 1966

Recordar é viver...

Juan Manoel Fangio veio conhecer a fábrica da Willys Overland do Brasil em Interlagos. Lembrando que a fibra de vidro era uma novidade... na época os carros eram de chapas de alumínio - Fangio gostou e aprovou o teste, como podemos conferir nesta foto, onde colocou-se um capô de Willys sobre dois suportes de tábuas nas extremidades e pulando sobre o capô, Francisco Lameirão mostra a resistência deste novo material - a fibra de vidro.

Emil Schmidt,

Jesus Ybarzo Martinez, Juan Manoel Fangio, Luiz Antônio Greco,

Francisco Lameirão, José Carlos Pace e Expedito Marazzi.


Luiz Antônio Greco, Jesus Ybarzo Martinez, Juan Manoel Fangio, Emil Schmidt

Luiz Greco quando foi a fábrica da Willys-França e acompanhou por meses o processo da linha de montagem para implantarem na Willys Overland do Brasil S.A.

Os 'feras' da Willys Overland do Brasil - Departamento Carro Esporte

Luiz Pereira Bueno, Wilson Fittipaldi Jr, Luiz Antônio Greco (Chefe da equipe),

Carol Figueiredo, Francisco Lameirão, José Carlos Pace, Bird Clemente


Agradeço ao amigo sr. Jesus Ybarzo Martinez as fotos cedidas.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

TEMPORADA ARGENTINA DE FORMULA 3 - 1966 - II



















Revista AutoEsporte - Março de 1966. FC Editora.

 Agradeço a meu amigo Orlando Belmonte Jr a digitalização e envio da reportagem, sei que deu muito trabalho. Resolvi mostrar a matéria completa pois se trata da entrada do automobilismo Brasileiro nas grandes competições internacionais, com o grande Luiz Antonio Greco e Wilsinho levando um carro feito por Toni Bianco a enfrentar o automobilismo de ponta mundial.
 Agradeço tambem a meus amigos Romeu e Fernando os depoimentos na postagem anterior e vou anexa-los abaixo. São importantes na medida que os dois são profundos conhecedores de nosso automobilismo e o Fernando na época era estagiario na FORD.


F250GTO disse...

Lembrando que esse nosso Fomula 3, que foi pilotado pelo Wilson na Argentina, tambem tinha o nome de Willys Gavea.


Orlando Belmonte Jr. disse...
Rui , é isso mesmo ,essa materia é da Revista AUTO ESPORTE numero 17de Março de 1966, tenho essa revista inteira ..


Hiperfanauto disse...
Este Formula 3 foi lançado com o nome de Willys Gavea no ano de 1965 estreando com vitoria nos 500 Km de Interlagos. Segundo os cronistas especializados da época, foi o primeiro carro de corrida totalmente projetado e construído no Brasil com o patrocínio da Willys e as mãos do T.Bianco (para mim continua sendo o Formula Jr.da Tubularte, de 1961 com motor PORSCHE 1500 do Landi e Gimenez). Este carro tinha tudo para deslanchar na Europa nas mãos do W. Fittipaldi, mas também segundo "fontes" (eu ainda não era estagiário lá ) o esquema foi melado por um tal de Jean Redelé da Renault Francesa que era quem fornecia a mecanica.


F250GTO disse...
O Redèlé foi tambem um dos responsaveis pelo acordo Renault/Willys para o lançamento do Alpine A 108 por aqui, que foi batizado de Willys Interlagos, pelo grande Mauro Salles.

Romeu