A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Monza por Walter

Monza 1972 o Rato é Rei!
Caminhando para vitória e o titulo...

Vendo essas fotos lindas, viajei nos pensamentos.
Se eu fosse a Monza, ia ficar horas, talvez dias ali.
Primeiro, na reta de chegada, lembrando de 1972, Emerson Fittipaldi campeão do Mundo! O carro do Stewart quebrado no fim dos boxes, a torcida imensa invadindo tudo, bela lembrança.
Depois seguiria "pela contramão" para a Parabólica, com Cristian Fittipaldi voando de Minardi e Derek Warwick se arrastando de cabeça para baixo. Contornaria a Parabolica por dentro, para entender a curva.

Christian voando...

Lembraria das frenagens de protótipos, da F1, das corridas malucas de F3.
Pararia ali onde morreu o Jochen Rindt. Sentaria para pensar nisso. Pra que ele morreu? Que coisa besta.

1970 quando Rindt bateu não usava asa traseira.
F3 Monza 1969 - Ronnie Peterson x Giovanni Salvati.

F2 GP Loteria di Monza 1970, Salvati, Garry Birrel e Tino Brambilla.

Voltaria até a Variante e imaginaria como era ANTES: uma curva aberta e muito rápida! Lembraria de novo do Emerson em 1972, estreando a Variante pra ser campeão.
Subiria pra Lesmo ansioso para conhecer Essa curva dupla, tão rápida, onde o Watson partiu sua McLaren em dois e saiu do carro andando.

1971 - Ghetin vence seguido de Ronnie e...

Também sentaria ali e ficaria passando "filmes" na cabeça desde o GP de 1971, que o Gethin ganhou e a cada volta os caras passavam numa ordem diferente, até o Piquet, de Brabham BMW ou de Williams. Imaginem as Ferrari 512 e Porsche 917 vindo na primeira volta dos 1000km de Monza de 1971! Primeiro o ronco ecoando entre as árvores e depois os caras a mil... demais!

1.000 KM de Monza 1971...

Seguiria na contramao ate aquela chicane boba (nao sei o nome) e nao perderia tempo ali.
Voltaria ate a "primeira curva" prá olhar a reta da largada. Uma curva muito rápida, pouco relevante, porque nao rende ultrapassagens, mas é fundamental para encher o motor na reta seguinte.

O acidente de Ronnie, ao seu lado ajoelhado o grande Arturo Merzario, caminhando Brambilla...

Pararia depois na primeira chicane. Tétrica essa. Ali morreu Peterson (embora a culpa seja do hospital, onde morreu por embolia). Ali Brambilla levou uma "pneusada" na cabeça.
Ali, o imbecil completo do Schlesser tirou a vitoria do Senna em 1988.
Logo depois tem aquela posição para fotografar a reta de chegada com o grande placar luminoso.
Mas, mais importante, tem a curva que leva à grande curva inclinada. Andaria por ela, ia ficar horas ali. Lamentaria que ninguém corra mais ali.

A "Inclinada" com o Quintuple seguido por Moss, ambos de Mercedes Benz W196 Streanliner.  

Andaria pelos boxes, mais para conhecer. E sentaria na linha de chegada. Horas talvez dias...
Monza é tão bonito e tão importante para o automóvel do mundo que merece um passeio de uma semana.
Obrigado ao Rui por dividir as fotos e fatos do Bonani conosco.

Walter


Walter, seu comentário valorizou muito o nosso post. Obrigado pela aula.

Milton

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Um post do Milton sobre sua visita à Monza, um comentário do Walter e lá fui eu fazer um novo post...aqui no Histórias muitos textos e fotos de Monza que aproveitei, muito obrigado meus amigos.

Um abraço à todos, o próximo post será o nosso de nº2.500 e isto é história para o Caranguejo...até lá.

Rui Amaral Jr

PS:                                                          O voo do Rato!

1970 Emerson decola ao tocar a Ferrari 312B de Giunti.

terça-feira, 6 de junho de 2017

O Templo por Milton Bonani


A vinte quilômetros de Milão, a bela cidade de Monza - que por si só já vale uma visita - abriga aquele que é considerado por muitos o Templo do automobilismo. Dentro de um dos maiores e belos parques da Europa, o autódromo de Monza pode ser visitado de segunda a domingo das 10:00 às 18:00 horas durante todo o ano.

Na entrada, a foto de São Cristóvão o padroeiro dos motoristas.

Tanto no parque, como no autódromo a entrada é gratuita, mas para conhecer realmente o que há de melhor, a empresa Infopoint oferece 2 opções de passeio pelo circuito: um, onde se conhece as principais dependências, como a tribuna principal, sala de imprensa e o famoso pódio. Outro, onde se anda pela pista em uma volta completa sendo a parada para conhecer as famosas sopraelevate obrigatória.

Vencedor da prova em 1954, Fangio e a bela W196, na estátua que foi cedida pela Mercedes.

Construída em 1922 no tempo recorde de 104 dias, a pista tinha como objetivo principal servir para testes de velocidade máxima dos carros e de testes de pneus, mas já no próprio ano de construção foi realizada a primeira competição automobilística. Nesta época, apenas o vencedor era homenageado e, para tanto, o público invadia a pista e o carregava nos braços. Nasce aí a tradição que permanece até hoje de permitir que o público invada a pista.

Até hoje a “Pista Pirelli” conserva os tijolos originais que eram molhados para testes de aderência.

A pista de Monza possui muitas características interessantes. Seu pódio é único no mundo pois é construído sobre a pista.



Sua linha de largada é em local diferente da linha de chegada e seu traçado era muito peculiar pois possuía duas curvas de alta velocidade com 85º de inclinação. São chamadas de sopraelevate e foram utilizadas pela Fórmula 1 a partir de 1955 e apesar de nunca ter havido nenhuma morte nelas, foram consideradas perigosas e abandonadas pela Fórmula 1 em 1961.




Continuaram a ser utilizadas por outras categorias até 1970 sendo então definitivamente abandonadas. Apesar disso, estão bem conservadas e sua primeira parte é utilizada em rally e comemorações de carros históricos.


Já foram ameaçadas de demolição, mas atualmente existe um projeto de transformá-las em monumentos históricos coisa pela qual todo fã do esporte torce.


Suas chicanes são extremamente fechadas e dizem que a prima variante como é conhecida a curva a direita no final da reta dos boxes foi modificada em 2000 para que ficasse mais lenta a pedido do grande campeão Schumacher.

São as histórias que o famoso autódromo viveu.


Milton Bonani

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Mille Miglia 1957

Na mesa da casa do Ricardo o chassi...

Semanas atrás lá estava eu na casa de meu amigo Ricardo Bock num daqueles nossos papos de várias horas quando ele vem me mostrar a réplica da Ferrari que venceu com Piero Taruffi as Mille Miglia de 1957, a derradeira.
Ricardo com toda sua competência de engenheiro/professor faz réplicas maravilhosas, numa escala que acredito 1/18, com suas mãos ele faz peça por peça numa perfeição admirável, a carroceria está pronta, o motor também e é de deixar qualquer um que gosta de carros de olhos arregalados! Falta o chassi e aí que entra a dúvida.
Todos sabemos que naquela época as configurações dos carros esporte mudavam muito e então resolvi perguntar aos amigos do Face se alguém tinha alguma ideia de onde procurar e estou pedindo à Ferrari o desenho do original.
Aí entra outro amigo, o Miltão Bonani, nosso piloto/fotógrafo/escritor e envia algumas fotos e um link para esclarecer alguma coisa já que o Ricardo tem dois desenhos de chassi.

Piero Taruff cruza a linda de chegada seguido por von Trips ambos de Ferrari 315S.
Alfonso "Fon" de Portago na Ferrari 335S com seu acompanhante Edmont Nelson, ambos pereceram num acidente na quinta hora depois da largada.
link para o excelente texto do Caranguejo.



Ferrari 315S – 335S 1957: l’ultima Mille Miglia

Da Alvise-Marco Seno -  11 marzo 2012 - link

"Giovanni Canestrini, escrevendo a história desta Mille Miglia ( junto com Maggi, Mazzotti e Castagneto) afirma que todas as Ferrarri da equipe eram 315S ( com os pilotos:  Piero Taruffi, Wolfang Von Trips, Collins-Clemantaski, De Portago-Nelson). Já o Conde Giovanni Lurani grande piloto e jornalista afirma que Taruffi, Collins e De Portago pilotavam as 335S, uma evolução do motor da 315S com 4.023cc, 390hp à 7.800rpm e velocidade máxima de 300 km/h, sendo que Von Trips pilotava uma 315S..."continuem lendo  no site.



Notem no texto que traduzi que a confusão está formada e só a resposta da Ferrari vai trazer alguma luz ao chassi que o Ricardo quer construir, e falando dele cerca de 40 anos atrás eu via na casa dele uma Lancia/Ferrari D50 que então ele começava à construir em madeira balsa, vejo sempre este carro em sua estante e fico lembrando, ele nem era aluno da FEI e hoje ele é o professor consagrado com ex alunos nas principais engenharias automotivas do mundo.
Qualquer dia levo o Miltão lá para papear tomar um café e ver as máquinas, meus dois amigos Ferraristas, um italiano o outro alemão!
Aquele carro de madeira balsa é uma Lancia D50 não adianta os dois dizerem ser uma Ferrari!

Baita abração para os dois!


Rui Amaral Jr 



   

    


sexta-feira, 17 de junho de 2016

MODENA – AS VOLTAS. por MiIton Bonani

Modena o circuito.

Com cerca de dois quilômetros, o circuito de Modena é considerado pelos especialistas seguro e muito técnico. Suas curvas fechadas, retas curtas e desníveis tornam a experiência muito emocionante.  
Ele vem sendo utilizado para eventos, cursos de pilotagem e principalmente para matar a vontade dos pilotos amadores ávidos por conhecer o que é andar em uma pista de corrida. 

Essa experiência é única!

FERRARI 458 SPECIALE, a mão é do Milton!!!

Como resumo da aventura fica a conclusão óbvia: pilotar um carro em uma pista de corrida não é fácil. Por ser um circuito travado e muito técnico é difícil completar uma volta limpa. Horas e horas, voltas e mais voltas seriam necessárias para se começar a pensar em baixar os tempos.

Agora, é decorar o traçado e já ir se preparando para a próxima.

Quem sabe..


Mestre Ararê retrata Miltão Voador!!!!

Milton Bonani

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A verdade verdadeira é que tenho recebido inúmeras reclamações de Kimi e da equipe Ferrari sobre as voltas voadoras do Miltão à bordo da 458 Speciale derrubando todos os recordes de Modena até os do Tião, vamos aguardar!

Rui Amaral Jr 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

FERRARI 458 SPECIALE


Com passeios para todos os bolsos - de 15 minutos a 2 horas – os passeios de Ferrari em Maranello e Modena são inesquecíveis.

Os carros vão da Califórnia conversível que é o modelo de entrada da marca até a 458 Speciale que possui o mais forte motor aspirado já construído pela Ferrari.

Com uma relação de peso/potência de 2 para 1 (605HP/1200 quilos) a Speciale é um sonho para os fãs de automobilismo. O carro vai de 0 a 100 Km/h em 2.9 segundos e atinge 350 Km/h de velocidade final com um ronco para matar as saudades da fórmula 1 dos bons tempos.  O câmbio de 7 marchas dual-clutch, os apêndices aerodinâmicos móveis, os discos de freio de carbono gigantescos e os pneus Michelin semi slick fazem o modelo trocar as marchas mais rápido, contornar melhor as curvas e parar em distâncias menores que a 458 normal.



A Speciale é bruta se acelerada com vontade, mas pode ser guiada normalmente na cidade por conta da elasticidade do seu motor – a imprensa especializada comenta ser um carro fácil de ser guiado.  

Já na pista, seu controle de tração que vem sendo considerado a cereja do bolo do modelo, faz ela grudar na pista.


Um carro espetacular!


Milton Bonani

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Pois é...é o Miltão fazendo suspense! Sei que ele deu algumas voltas voadoras na pista da  Ferrari, fiquei sabendo por reclamações que recebi da Ferrari e de Kimi, pois ele pulverizou os tempos do piloto oficial, aguardo o texto e fotos dessas voltas!

Abração Miltão, obrigado"

Rui Amaral Jr  


segunda-feira, 30 de maio de 2016

"MARANELLO - O RETORNO" Conta Milton.

Milton 


Há um ditado popular que diz que não se deve voltar a um lugar onde se tenha sido muito feliz. Não convencidos disso, resolvemos voltar à Itália e, naturalmente, a Maranello.

Nossa conclusão? Ditado desmentido!

Lá encontramos o Museu lindíssimo todo em branco contrastando com o vermelho das máquinas e com as paredes decoradas com fotos e desenhos espetaculares.






Como os carros são trocados regularmente, sempre ficamos com aquela vontade de voltar. 

Os destaques desta vez foram para o carro do eterno Gilles Vileneuve ídolo dos tifosi, 





a 246 F1 de 1958 carro com o qual o gentleman Mike Hawntorn foi campeão.



Cheio de manias, seu capacete com viseira especial e a direção de 4 raios que ele fazia questão por segurança estão expostos no painel dos campeões.




E para completar, a maravilhosa 290 MM de 1956



um carro com preço estimado em 29 milhões de euros. 

Um passeio inesquecível que sempre vale a pena repetir. 

Na saída, as Ferraris prontas para se fazer um passeio de 15 minutos pela cidade de Maranello ou até mesmo uma viagem de cerca de 20 quilômetros até o travado circuito de Modena e dar até 10 voltas numa  Ferrari 458 Speciale com motor de 600HP - o mais forte motor aspirado já construído pela Ferrari. 

Mas isso já é assunto para um outro post. 


Milton Bonani

Opssss! Que é isto? Parece o Miltão numa 458 Speciale saindo para...


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Paulão, Miltão, Bird, Celso, Camilo...

...hoje pela manhã me deparo em meu perfil do Face com o recorte de jornal mostrando a corrida de Piracicaba enviado por meu amigo Paulo Delavigne, logo lembrei da foto que o Bird Clemente me enviou do Celso pilotando o Porsche 550 RS, ainda na reportagem o Camilo Christófaro pilota um carro patrocinado pela Bongotti empresa de radiadores do pai e irmãos de meu amigo Milton Bonani.
Então é assim que vamos escrevendo as historias que mostramos aqui, contando com os amigos e resgatando um pouco de nosso automobilismo de todos os tempos!
Ao Paulão, Miltão e Bird meu forte abraço e o obrigado pela amizade e carinho.
Ao Celso, Camilão e todos pilotos citados no jornal, heróis de minha juventude, alguns que tive a  imensa honra de conhecer, outros que tenho o privilegio da amizade!




Rui Amaral Jr

     
 Celso e o 550 RS em Piracicaba.
Paulão
Miltão
A Lenda... 
Camilo vê seu companheiro  Eduardo Celidonio receber a bandeirada da vitória nas Mil Milhas Brasileiras de 1966. 



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

BONGOTTI

Radiadores Bongotti era a empresa da família, seu pai e tios, de meu amigo/piloto/fotografo/escritor Milton Bonani, as fotos são em Interlagos quando a ponte que passava à frente dos antigos boxes levava o patrocínio da empresa. 


Prova do Torneio Triangular Sul-americano disputado em 10/01/1960. Os carros identificados são:

Primeira fila
21 - Chevrolet Carretera - Ivo Rizzardi
78 - Chevrolet Carretera - Antônio Versa
34 - DKW Vemag - Christian Heins
10 - DKW Vemag - Marinho César Camargo

Segunda fila
33 - DKW Vemag - Eugênio Martins
13 - Fiat - Emílio Zambello
68 - Citroen 11 Legere - Walter Pucci
? - Skoda -?


Romeu Nardini; Rui, na primeira foto, o carro na ultima fila é um Simca Aronde. Falta saber quem pilotava. 



 Foi uma prova que foi preliminar do Torneio Triangular Sul-americano que recebeu o nome de "Prova Prefeito Ademar de Barros" e foi realizada em 30/11/1958.

Os participantes são:
82 - José Gimenez Lopes - Ferrari 250 TR (4ºlugar)
36 - Jean Louis Lacerda - Ferrari 750 Monza (2ºlugar)
46 - Celso Lara Barberis - Ferrari 250 TR (5º/Abandonou)
12 - Álvaro Varanda - Ferrari 250S (3ºlugar)

Na segunda fila
9 - Christian Heins - Porsche 550RS (1ºlugar)

Vencedor Porsche 550 RS de Christian Heins 

Escuderia Lobo do grande Camilo Christófaro, #7 Ferrari/Corvette de Carlinhos Aguiar, #18 Maserati/Corvette do Camilão e a Maserati vermelha de Arlindo Aguiar, que corriam na categoria Mecânica Continental.