A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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sexta-feira, 28 de março de 2014

Ciccio na Maserati

 Ciccio e Gigi de Maserati A6GCS no GP de Torino 1947, na vitória de Raymond Sommer com a Ferrari 159C Gigi foi sexto e Ciccio 7º.

Outro dia conversando com o Caranguejo dizia querer encontrar algumas fotos do grande Alberto "Ciccio"Ascari na Maserati, pois não é que elas estavam comigo já à algum tempo! 
E logo na primeira foto que mostro à vocês ele está à frente de seu mentor e amigo Luigi "Gigi" Villoresi, que substituiu seu pai Alberto Ascari morto no acidente no GP de Montlhéry 1924 quando Ciccio era apenas um guri.   


1949 no GP da Inglaterra em Silverstone com a Maserati 4CLT48 segundo lugar na vitória de Gigi Villoresi seu companheiro de equipe.
 GP da Suíça 1948 Ciccio na Maserati 4CLT48 e Charles Pozzi Talbot-Lago T26SS.
 Gigi e Ciccio
O grande Gigi Villoresi

Caranguejo e Rui


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

FANGIO EM SÉBRING/1957

Fangio e Behra
El Chueco toca a Maserati.

Ano de 1957, Juan Manuel Fangio, El Chueco, prepara-se para mais uma temporada, motivado como sempre e competitivo como poucos. Longe da Equipe Ferrari, que defendera na temporada passada, ele havia voltado à sua velha conhecida, a Officine Alfieri Maserati, onde atuara de 1952 a 1954. Sua programação para as pistas em 57 seria mais uma vez voltada para a participação em provas da Fórmula 1 e dos Sport-cars, agora com a marca do Tridente. Na categoria-rainha, utilizaria o mitológico 250F, carro que conhecia como poucos e nos Sports, dividir-se-ia entre os modelos 450S e 300S. Na etapa de abertura da F1, ganha o Chueco sem maiores problemas, sinalizando que está a fim de mais um campeonato. Mas logo em seguida, nos 1.000 Km de Buenos Aires, em dupla com Stirling Moss e no comando da Maserati 450S faz a pole position, mas abandona com o diferencial quebrado. Incrível como a sorte de Fangio “virava” quando corria com Moss...Após duas vitórias sem contestações, no Grand Prix de Buenos Aires (Fórmula Libre) e no Grande Premio de Cuba (Sports), parte o Chueco para um compromisso bastante importante, as 12 Horas de Sébring, onde voltaria à Maserati 450S e contaria com o inquieto Jean”Jeannot”Behra para ajuda-lo na condução. Um ano atrás, o piloto argentino fora o vencedor da prova no aeródromo, juntamente com Eugenio Castellotti e a Ferrari 860 Monza.

A largada

Poderia ele agora repetir seu desempenho, com a 450S e o sanguíneo Jeannot? E lutando contra times como a própria Ferrari e a Jaguar? A prova começou com liderança da dupla da Ferrari Peter Collins/Maurice Trintignant, com o britânico ao volante. Behra, cai para quarto, mas imprime um ritmo forte para recuperar-se. Ele supera o outro Maserati oficial, de Moss/Harry Schell. Collins puxa o pelotão até a vigésima passagem, mas Behra o ultrapassa e continua forçando e melhora seu tempo de volta várias vezes. Ao entregar a barata ao Fangio, eles estão na dianteira e distante dos outros. O Chueco mantém a vantagem enquanto as Ferrari padecem com problemas nos freios e a dupla Moss/Schell se esforça para resistir aos avanços de Mike Hawthorn/Ivor Bueb e seu Jaguar. Irão terminar nessa ordem, com a dupla franco-argentina como a única a completar as 197 voltas e a Ferrari de Masten Gregory, o Flash de Kansas City e Lou Brero Sr. defendendo a honra de Maranello, à quatro voltas dos vencedores. Ao final daquele ano, o da quinta estrela do Fangio, ele ainda voltaria ao Brasil para duas apresentações, em Interlagos e na Barra da Tijuca, mas com o modelo 300S. Adivinhem o que aconteceu?

CARANGUEJO

Equipe Porsche e os 550RS

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NT: Comentário de Milton Bonani.

Rui, como eu sou louco por Maserati, principalmente a 300S, comprei a uns anos atrás o livro do Walter Bäumer que dizem ser o papa das 300S. Fui verificar nele os dados dessa corrida de Sebring e encontrei informações interessantes. Veja: Como o prêmio dessa corrida era bem grande e a Maserati tinha muito interesse no mercado americano, enviou para essa corrida 4 carros: 2 -300S 1 - 450S e 1 - 250, mais de 5 toneladas (!!!) em peças de reposição, 8 pilotos, 8 mecânicos e mais 10 pessoas para compor a equipe. Confesso que pela foto fiquei em dúvida se o carro do Fangio era mesmo uma 450S, mas o livro confirma que ele e o Behra correram mesmo na 8 cilindros.

Milton Bonani

 Já que os amigos comentam e ajudam muito, a foto tirada pelo Paulo Levi em Elkhart Lake.

Aos dois um abração!

 

domingo, 3 de março de 2013

MASERATI

MASERATI

Luigi "Gigi" Villoresi 
Gigi na 4 CLT 1948
4 CLT 1947
 4.500 S2 1957
 300 S 1956
 450S 1957

 450 S3 1957
 450 S 1957
300S Spyder 1956
  Richard Seaman, Maserati V8, Nurburgring 1936
 Tazio Nuvolari e Rraymond Sommer Maserati 4CL  - Marseilles 1946
 Froilan Gonzalez, Maserati A6GCM, GP da Inglaterra 1953 
  Juan Manuel Fangio, Maserati A6GCM, GP da Inglaterra 1953 
 Maserati 450 S Spyder, Jean Behra e André Simon, Le Mans 1957 
GP da França 1958 #34 Juan Manuel Fangio, Maserati 250F, #8 Stirling Moss, Vanwall 57

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Os irmãos Maserati

O Tridente de Netuno, desenhado pelo irmão Mario.

Pouco antes da I Guerra, Alfieri Maserati iniciou a fabricação de velas de ignição, pouco antes seus irmãos já começavam a construir carros e motores. 
Terminada a Guerra começaram com a transformação de carros de passeio e corrida, principalmente da Isotta Fraschini. 
Enquanto isso Emilio e Ernesto construíam nas pistas uma sólida carreira de vitórias com os carros por eles transformados.
Enquanto isso Alfieri planejava construir um carro com a marca Maserati. E o primeiro foi o Tipo 26. Sua primeira aparição nas pistas foi no ano de 1926, na Targa Florio. Com um motor de 1.500cc com compressor, e em sua estréia venceu na categoria.   

A Isotta-Fraschini do ator Rodolfo Valentino, encarroçada pelos irmãos Emilio e Ernesto Maserati.
Emilio e Ernesto Maserati, o começo.

E vieram as vitórias nas pistas, aqui Emilio e Ernesto comemoram .

A Maserati Tipo 26, com Alfieri ao volante.
Com a Maserati Tipo 26, Alfieri vence na classe até 1.500cc a Targa Florio de 1926.


Achile Varzi
Desde o começo a Maserati fazia frente à grande equipe da época, a Alfa Romeo, comandada por Enzo Ferrari, e numa desavença entre os grandes pilotos da Alfa, trouxe para pilotar para equipe Maserati um dos grandes nomes da época Achile Varzi.
Com Varzi venceram muito, a Copa Acerbo, o GP de Monza, GP da Espanha e outras grandes corridas. Com a Maserati,  Varzi se tornou Campão Italiano, vencendo a quase imbatível Alfa Romeo/Ferrari.


Tazio Nuvolari e a Maserati 6CM. 
 Giuseppe Campari

Trouxeram também outros grandes pilotos, como Giuseppe Compari e até Tazio Nuvolari  pilotaram para equipe.
Ao mesmo tempo Alfieri projetava carros cada vez mais ágeis e rápidos, tendo alcançado sucesso em todos tipos de corridas, como a já tradicional Mille Miglia.  Em 1931 venceram pela primeira vez, na classe Esporte.
1932 trouxe muitas vitórias, Campari venceu o GP da França, com Luigi Fagioli venceu o GP de Roma.


1932. morre Alfieri, aos 44 anos, com problemas  renais, e com ele o grande nome da Maserati.
Após a morte de Alfieri, os três irmãos continuam com a fabrica. Na foto Bindo, Ernesto e Ettore.
A Maserati continua vencendo.



 Principe Bira


Enquanto as vitórias apareciam, a Maserati viveu uma tragédia, aos 44 anos morreu Alfieri com problemas renais.
Por volta do meio da década de trinta, aparecem os carros alemães da categoria GP e Formula, com pesados investimentos do governo alemão. Então as equipes de fabrica como a Alfa, Maserati e outras, já não conseguiam competir em pé de igualdade, com o  poderio alemão.
Por volta de 1938, a Maserati estava à beira da falência, então os irmãos restantes, foram até um poderoso empresário de Modena, e venderam a empresa ao magnata Orsi, mas continuaram nela em um contrato de dez anos.
Em 39 e 40 ainda venceram em Indianapolis, mas nada seria como antes.
Após o fim da II Guerra, o contrato dos irmãos Maserati terminou, e ele seguiram para novos empreendimentos, criando a OSCA.
Nesta fase, as equipes italianas, Alfa e Maserati voltaram a dominar a categoria GP, tendo a Maserati lançado meu modelo A6GCS, com motor de 1.500cc com compressor.
Com este carro Alberto Ascari venceu na estréia o GP de Modena.
Com a chegada da Ferrari, as duas empresas italianas dominaram o cenário das competições.   
1954 a Maserati lança se modelo 250F uma dos mais belos carros de corridas de todos os tempos.
Com ela Fangio vence seu quinto titulo mundial no ano de 1957. Inúmeras foram as vitórias desse carro com vários pilotos, como Stirling Moss. 

 Wilbur Shaw vence as 500 Milhas de Indianapolis 1939/40


  

 Luigi Fagiolli

A Maserati vence o  GP de Roma nos anos de 1930 com Achille Varzi e 1931 com Luigi Fagioli.

Após o final da II Guerra a Maserati e a família Orsi se lançam numa batalha contra Ferrari e Alfa Romeo na categoria Grand Prix, depois em 1950 transformada na moderna Formula Um. No ano de 1954 trás para a equipe o campeão do mundo de 1952 Juan Manuel Fangio que correndo com o modelo A6GCM conquista três segundos lugares e vence o GP da Itália em Monza conquistando o vice campeonato. 


 250F
 Ken Kavanagh

 Fangio
Gigi Villorezi



1957 Fangio retorna à Maserati e com o incrível modelo 250F conquista seu quinto campeonato mundial. 
Seria a última grande conquista da marca, que após 57, sem a capacidade financeira para competir de igual para igual com as outras equipes, se voltou aos carros esporte, construindo no começo de 1960 o Modelo 61 ou a Maserati Birdcage, que nas mãos de grandes pilotos conquistou grandes vitórias.

 A Birdgace com Stirling Moss.


Com Dan Gurney.
Com Carroll Shelby.
http://ruiamaraljr.blogspot.com/2011/02/maserati-birdgage-ii.html    


Celso Lara Barberis vence os 500 KM de Interlagos 1961, a bordo da Maserati #27, Maurício Lemos também pilota uma.
http://ruiamaraljr.blogspot.com/2012/01/500-km-de-interlagos-1961.html





 Após 1968 a Maserati passa por vários donos, a Citroen, Alejandro DeTomaso para finalmente chegar às mãos da arqui rival Ferrari. 


Obrigado Cris.