A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Fangio, Chico...


Nas dezenas de fotos que recebi da Yara Vitalba do acervo de seu pai Ottorino, muitas preciosidades como esta quando Fangio à convite de seu amigo Chico Landi se prepara para entrar na Simca-Abarth de Jayme Silva da equipe Simca comandada por "seu" Chico...

 Fangio o Quintuple na Lancia-Ferrari de seu quarto titulo.
"Seu" Chico e a Ferrari 375 em Silverstone.
Jayme e Ciro Cayres em Interlagos.
 Jayme e Ubaldo Cezar Lolli.
 Jayme vencendo no Rio.
A maravilhosa criação da Abarth pelas mãos fantásticas de meu amigo Ricardo Bifulco.

Em homenagem aos meus amigos Walter que acertou parcialmente e Heitor Luciano Nogueira Filho que acertou até a calibragem dos pneus da Abarth aí vai uma foto em que seu avô Luiz Carlos Lara Campos está com "seu" Chico, Celso Lara Barberis, Eloy Gogliano e seu tio Junior.


Rui Amaral Jr 










quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

FANGIO EM SÉBRING/1957

Fangio e Behra
El Chueco toca a Maserati.

Ano de 1957, Juan Manuel Fangio, El Chueco, prepara-se para mais uma temporada, motivado como sempre e competitivo como poucos. Longe da Equipe Ferrari, que defendera na temporada passada, ele havia voltado à sua velha conhecida, a Officine Alfieri Maserati, onde atuara de 1952 a 1954. Sua programação para as pistas em 57 seria mais uma vez voltada para a participação em provas da Fórmula 1 e dos Sport-cars, agora com a marca do Tridente. Na categoria-rainha, utilizaria o mitológico 250F, carro que conhecia como poucos e nos Sports, dividir-se-ia entre os modelos 450S e 300S. Na etapa de abertura da F1, ganha o Chueco sem maiores problemas, sinalizando que está a fim de mais um campeonato. Mas logo em seguida, nos 1.000 Km de Buenos Aires, em dupla com Stirling Moss e no comando da Maserati 450S faz a pole position, mas abandona com o diferencial quebrado. Incrível como a sorte de Fangio “virava” quando corria com Moss...Após duas vitórias sem contestações, no Grand Prix de Buenos Aires (Fórmula Libre) e no Grande Premio de Cuba (Sports), parte o Chueco para um compromisso bastante importante, as 12 Horas de Sébring, onde voltaria à Maserati 450S e contaria com o inquieto Jean”Jeannot”Behra para ajuda-lo na condução. Um ano atrás, o piloto argentino fora o vencedor da prova no aeródromo, juntamente com Eugenio Castellotti e a Ferrari 860 Monza.

A largada

Poderia ele agora repetir seu desempenho, com a 450S e o sanguíneo Jeannot? E lutando contra times como a própria Ferrari e a Jaguar? A prova começou com liderança da dupla da Ferrari Peter Collins/Maurice Trintignant, com o britânico ao volante. Behra, cai para quarto, mas imprime um ritmo forte para recuperar-se. Ele supera o outro Maserati oficial, de Moss/Harry Schell. Collins puxa o pelotão até a vigésima passagem, mas Behra o ultrapassa e continua forçando e melhora seu tempo de volta várias vezes. Ao entregar a barata ao Fangio, eles estão na dianteira e distante dos outros. O Chueco mantém a vantagem enquanto as Ferrari padecem com problemas nos freios e a dupla Moss/Schell se esforça para resistir aos avanços de Mike Hawthorn/Ivor Bueb e seu Jaguar. Irão terminar nessa ordem, com a dupla franco-argentina como a única a completar as 197 voltas e a Ferrari de Masten Gregory, o Flash de Kansas City e Lou Brero Sr. defendendo a honra de Maranello, à quatro voltas dos vencedores. Ao final daquele ano, o da quinta estrela do Fangio, ele ainda voltaria ao Brasil para duas apresentações, em Interlagos e na Barra da Tijuca, mas com o modelo 300S. Adivinhem o que aconteceu?

CARANGUEJO

Equipe Porsche e os 550RS

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NT: Comentário de Milton Bonani.

Rui, como eu sou louco por Maserati, principalmente a 300S, comprei a uns anos atrás o livro do Walter Bäumer que dizem ser o papa das 300S. Fui verificar nele os dados dessa corrida de Sebring e encontrei informações interessantes. Veja: Como o prêmio dessa corrida era bem grande e a Maserati tinha muito interesse no mercado americano, enviou para essa corrida 4 carros: 2 -300S 1 - 450S e 1 - 250, mais de 5 toneladas (!!!) em peças de reposição, 8 pilotos, 8 mecânicos e mais 10 pessoas para compor a equipe. Confesso que pela foto fiquei em dúvida se o carro do Fangio era mesmo uma 450S, mas o livro confirma que ele e o Behra correram mesmo na 8 cilindros.

Milton Bonani

 Já que os amigos comentam e ajudam muito, a foto tirada pelo Paulo Levi em Elkhart Lake.

Aos dois um abração!

 

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Gilles


Pesquisando na Quatro Rodas encontrei esta perola, cujo texto me neguei a ler todo...vejam bem “errou pela última vez” e “e ele não soube desviar”.
Confesso que já em 1982 não lia mais nossas duas revistas de automobilismo, a QR e AE, à exceção de quando meu amigo Expedito voltava a alguma delas. De lá para cá são essas perolas que acompanham grande parte da cobertura desse esporte que tanto amamos. 
Obviamente quando acompanho alguma corrida pelos nossos canais abertos respeito muito os bons comentários do Barrichello, Edgard e outros pilotos que sabem muito bem sobre o que falam, até o Burti, que acho um pouco chato, quando assisto pela emissora oficial respeito, afinal eles têm uma “boa” idéia do que é pilotar e ir buscar um tempo! 
Sensacionalismo, vontade de mostrar que sabe muito mais do que na verdade sabe, hoje mais do nunca são constantes em nossas reportagens automobilísticas, então devemos com muita parcimônia absorvermos o que lemos e ouvimos!

 



Villeneuve; todo piloto que anda sempre no limite erra, até Jimmy, Chueco e Tazio, e para andar na frente é quase sempre imprescindível estar no tal limite! E numa volta de classificação, andando no fio da navalha, é impossível mudar a trajetória sem que nada aconteça, só quem nunca observou direito ou nunca teve que fazer o mesmo pode dizer que “ele não soube desviar”. 


À Gilles, que levou a arte de pilotar ao extremo, ao seu mais belo sentido. 

Rui Amaral Jr



link


NT: 32 anos depois é complicado escrever sobre um reportagem, me desculpe o autor que não conheço pessoalmente, mas os fatos são esses.


Corremos para celebrar a vida, a morte... 


domingo, 1 de dezembro de 2013

D50 a Lancia que virou Ferrari...



Numa foto enviada por meu amigo Chico Pellegrino a Squadra Lancia em Mônaco 1955, #32 Luis Chiron, #28 Liuigi "Gigi" Villoresi, #27 ? e #26 Alberto "Ciccio" Ascari.  

Oficialmente a Lancia não se envolvia em competições mas no começo da década de 1950 Gianni Lancia, filho do fundador da marca Vicenzo Lancia, resolve voltar às origens já que Vincenzo antes de começar a construir foi piloto de competição décadas antes.

Ciccio Ascari vence as Mille Miglia com a D24



E o começo da década foi repleto de vitórias para Lancia, venceu a Targa Florio por três anos consecutivos, 1952 e 53 com a bela Aurelia D20, em 52 pilotada por Felice Bonetto quando fez 1º, 2º e 3º lugares, 53 com Umberto Maglioli. 54 a lancia resolve correr na categoria Esporte e com a D24 vence a Targa Florio com Piero Taruffi, e com o astro contratado Alberto “Ciccio” Ascari vence as Mille Miglia.

Gianni Lancia e Ciccio Ascari

Por volta de 1952/53 Gianni entrega ao conceituado e vitorioso engenheiro Vittorio Jano a tarefa de projetar e construir o Formula Um da marca, e Jano criou uma bela e eficiente maquina de vencer!
Seu motor V8 fazia parte do chassi tubular, algo usado amplamente apenas na década seguinte, dianteiro na posição longitudinal estava à 12º do eixo imaginário do centro do carro, o cambio transversal com diferencial acoplado estava colocado atrás, essa combinação possibilitou à Jano fazer um carro com baixo centro de gravidade passando o eixo cardã ao lado do piloto, não no centro como era habitual nos carros de então. Nas laterais acoplou dois apêndices aerodinâmicos, no começo para os tanques de combustível com cerca de 90l cada, e que depois entre outras coisas serviam para os reservatórios de óleo e tanques  de combustível extras podendo de cada lado transportar 30l de combustível.

GP de Nápoli, corrida extra oficial, primeira vitória com Ascari.
Juan Manuel Fangio com a Ferrari D50.
De Portago

Para pilotar o extraordinário D50 Gianni trouxe ninguém menos que o bi campeão mundial Alberto “Ciccio” Ascari, mas... “A QUE FOI SEM NUNCA TER SIDO” e "O HOMEM DO CASCO AZUL"
Quebrada a Lancia entrega seus maravilhosos D50 à Ferrari e este carro com a denominação Ferrari D50 foi campeão mundial em 1956 nas mãos de Juan Manuel Fangio e a sucessora Ferrari 801 correu até a estréia da Ferrari Dino 246, claramente inspirada na D50 e que foi campeã do mundo em 1958 com Mike Hawthorn. 


MOTOR:  projetado pelo engenheiro Ettore Zaccone Mina, V8 a 90º de liga leve de alumínio, 2.485.99cc com diâmetro de 76mm x 68.5mm de curso, quatro comandos de válvulas nos cabeçotes, quatro válvulas por cilindro, duas velas por cilindro. A principio Zaccone previa o sistema de injeção direta igual ao das Mercedes Bens W196 mas Jano insiste em um sistema tradicional e adotam a alimentação por quatro carburadores duplo corpo Solex 40 PIJ. Na primeira versão do carro os tanques laterais
levavam 80/90 litros cada. Com cerca de 240 HP no começo chegando aos 265 nas últimas corridas.

CAMBIO, DIFERENCIAL: na traseira com cambio, diferencial e ficção em uma única peça acoplado à ponte De Dion.

SUSPENSÃO: dianteira dois braços triangulares, traseira De Dion. 

CHASSI: Tubular com o motor como parte da estrutura.

Comprimento 3850 mm
Largura 1448 mm
Altura 962 mm
Entre eixos 2280 mm



Ferrari D50, nota-se algumas modificações como a barra estabilizadora na suspensão dianteira. 



Peso 640 kg

Sete vitórias na Formula Um e o campeonato mundial de  construtores e pilotos de 1956 como Ferrari D50 nas mãos de Fangio. 

Ferrari Dino 246 com Peter Collins, uma evolução da D50 campeã do mundo em 1958 com Mike Hawthorn.

Belo vídeo com o incrível Fangio






Aos meus amigos João Carlos Bevilacqua e Ricardo Bock.

Rui Amaral Jr

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Spa 1953


Fróilan toma a ponta seguido de Fangio...

Não fazia muito que voltara o Fangio às pistas, depois de seu bizarro acidente em Monza no ano anterior. O Chueco estava em busca de um bom resultado, especialmente para provar a si mesmo que ainda era "um dos Gigantes".
Na Bélgica, a Maserati apareceu mais portenha do que um tango: seus pilotos eram Juan Manuel Fangio, Froilan Gonzalez e Onofre Marimon. Os Maseratis A6GCM era velozes mas 52-53 foi o período de dominação de Alberto Ascari e da Ferrari 500. "Ciccio" conseguira uma série de vitórias do GP da Bélgica/52 ao GP da Bélgica/53, onde simplesmente não tivera adversários. 
Pole, o Chueco foi surpreendido por Froilan, demonstrando a velocidade dos Maseratis, que no entanto padeciam de confiabilidade. Na volta 12, abandona o Pepe, com o pedal do acelerador quebrado e duas voltas depois é a vez de Fangio, por falha do motor. Ascari passa tranqüilo para a ponta.

O Quintuple e a Maserati A6GCM

A Maserati determina que o belga Johnny Claes (uma curiosa mistura de trompetista de jazz e piloto de corrida) ceda seu carro a Fangio para que ele possa voltar à briga. Marimon passou a defender a honra da Officine Alfieri Maserati, mantendo-se em terceiro, atrás de Mike Hawthorn e sua Ferrari 500. "Pinocchio" Marimon porém, tem que diminuir o ritmo, para não acabar como seus mentores e perde a posição para Luigi Villoresi. Entrementes, fazia o Fangio uma corrida prodigiosa, avançando do 15º lugar para a quarta posição, que um vazamento de combustível no carro de Hawthorn  transformou em terceiro lugar. A corrida alucinada do Fangio contudo, acaba em uma saída de pista na última volta, quando a Maserati se detém num barranco e joga o piloto do cockpit (sorry, nada de cinto de segurança). A batida é forte e o carro por pouco não completa o giro, caindo sobre o piloto. Mas o Maserati termina pousando sobre o eixo traseiro novamente.
Era o tipo de acidente que já cobrara a vida de muitos pilotos antes, com a palavra, Il Maestro:"Suerte. La suerte fue muy importante en mi vida. Y yo tuve mucha..."
A sinceridade (e modéstia) própria dos grandes.
Ciccio Ascari concluiu seu passeio pela região das Ardenas em primeiro, acompanhado por Gigi Viloresi e Onofre Marimon. 
Restava ao Chueco seguir amadurecendo a vitória que representaria a retomada de sua carreira...

Caranguejo


1952 o acidente em Monza 




quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Spa

 

Sessenta anos atrás na mesma Spa Juan Manuel Fangio largava na pole com sua Maserati A6GCM-53 cravando 4.32.00, exatos dois segundos à frente do segundo Alberto "Ciccio" Ascari com a Ferrari 500 com Froilan Goanzalez na outra Maserati em terceiro com o mesmo tempo de Ciccio. 
Fangio e Gonzalez partiram forte na liderança com Ciccio logo à seguir, mas a liderança durou pouco tendo Gonzalez quebrado na décima primeira volta logo após fazer a que seria a melhor volta da corrida com 4.33.00 e Fangio na decima terceira volta deixando o caminho livre para vitória de Ciccio Ascari com Gigi Villoresi em segundo com outra Ferrari e em terceiro chegando Onofre Marimon com a Maserati A6GCM-53.   

Fangio e Gonzalez disparam na ponta seguidos por Ciccio Ascari 
 Ciccio e a Ferrari 500



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Pedralbes 1951

O primeiro titulo de Fangio
 Fangio e a Alfa Romeo 159M
Largada, pole de Ciccio Ascari e a Ferrari 375, ao seu lado em outra Ferrari 375 o #6 Froilan Gonzalez, ao lado dele Nino Farina na Alfa 159M e um pouco atrás Fangio.
Ciccio Ascari e a Ferrari 375
Felice Bonetto, 5º lugar com a Alfa 159

Antes de tudo quero deixar à todos um maravilhoso 2013, estive ausente alguns dias e quero agradecer às pessoas que mesmo sem novos posts continuaram a nos prestigiar, abraços à todos!
Barcelona 1951 no circuito de Pedralbes, Juan Manuel Fangio, após vencer sua quinta corrida na Formula Um, Mônaco, Spa e Reims em 1950, quando foi vice campeão, agora com a segunda vitória na temporada de 1951, finalmente vencia o Mundial de Pilotos da Formula Um, e assim começava sua caminhada aos cinco títulos que conquistou.

Rui Amaral Jr



Antes da grande decisão de 1951, Fangio e Ciccio Ascari fizeram uma aposta, pois a pendenga, estava claro (sem nenhum desrespeito ao grande Gonzalez), seria resolvida entre os dois.
Combinam que o vencedor, bancaria a festa onde iriam celebrar e o perdedor escolheria os convidados e o local.
Trato feito, dias depois, Fangio patrocina a festa, em um restaurante de Milão, para os quarenta convidados de Alberto Ascari. O Chueco contratou uma orquestra espanhola, que entreteu os convidados, personagens de um tempo em que esse tipo de atitude e camaradagem era corriqueira.

Caranguejo


Assistindo ao vídeo no blog Forgoten F1, lembrei de algumas fotos da corrida. 

RESULTADO

1º   #22   Juan Manuel Fangio Alfa Romeo 159M
2º    #6    Froilan Gonzalez         Ferrari 375
3º   #20    Nino Farina                 Alfa Romeo 159M
4º   #2    Alberto Ascari                 Ferrari 375
5º   #24   Felice Bonetto                 Alfa Romeo 159


CAMPEONATO 

Juan Manuel Fangio   31
Alberto Ascari      25
Froilan Gonzalez      24
Nino Farina              19
Luigi Villoresi              15
Piero Taruffi              10




terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Simplesmente Juan

Para meus amigos Belair, Caranguejo, Juanh e Vasco 


e muitos outros, muitos!

QUINTUPLE

























Sem comentários e nenhuma identificação, apenas um pouco das fotos que tenho arquivadas do incrivél Fangio. Algumas recebidas dos milhares de e-mails trocados com o Caranguejo, outras digitalizadas de meus arquivos.
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