A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Porsche 908 1.000 KM de Nurburgring 1968 Jo Siffert e Vic Elford

O 908 de Seppy Siffert e Vic Elford voa para vitória!

1968 a Porsche lança o fabuloso 908, apesar do começo dificil neste mesmo ano vence os 1.000 KM de Nurburgring com a dupla Jo Siffert/Vic Elford, na foto voando para vitória.
Em 68 a FIA anuncia o novo regulamento para carros do grupo 6 Protótipos que usaria motores de no máximo 3.000cc.
Assim nascia o 908 com chassi tubular motor de 3 litros boxer com duas válvulas por cilindro que apesar da concepção conservadora garantia 350hp para um peso liquido de 650 kg.A versão de 68 era fechada o 908 LH ou como prefiro chamar "coda lunga".
À partir de 1969 a Porsche lança o 908/2 conversivél e com cerca de 100 kg à menos, um carro colecionador de vitórias nas mãos de grandes pilotos pelo mundo afora. No Brasil Mestre Luiz Pereira Bueno tocou um com sua  maestria habitual primeiro pela Equipe Z depois transformada em Hoolywwod.
Lembro de Luiz me contando sobre o carro e como com todos Porsches de clientes a fábrica fazia uma revisão do motor à cada 50 horas de uso, ocasião em que Luiz e Tite Catapanni aproveitaram e correram na Austria uma corrida do mundial.

A maravilhosa "coda lunga"! Com este carro Hans Herrmann/Gérard Larrousse em 1969 quase venceram as 24 Horas de Le Mans chegando apenas 100 e poucos metros atrás do Ford GT40 de Jacky Ickx/Jackie Oliver.

Caro Walter, eis o 908/2 com que Jochen Rindt correu os 1.000 KM de Buenos Aires em 1970 com Alex Soler Roig.

Mestre Luiz
Tive a honra de assistir a primeira corrida de Luiz com o 908/2 da Equipe Z em Interlagos, quando largando da última fila chegou na curva "Um" na ponta, meu irmão Paulo me contava que seu amigo Walter sócio de Luiz e Anísio Campos na Equipe Z quase teve um ataque cardíaco na ocasião! 

  500 KM de Interlagos 1972, Luiz com o 908/2 já da Equipe Hoolywood vem à frente de Reinold Joest com o 908/3 um carro bem mais avançado...essa também tive a honra de ver de perto! 

O parceiro de Luiz na corrida de Zeltweg Tite Catapani à frente de Ronnie Peterson na Ferrari 312P, quando o Porsche foi fazer a revisão na fábrica. Um dia ainda conto sobre esta corrida!

Rui Amaral Jr


quinta-feira, 26 de julho de 2012

1.000 KM de Buenos Aires 1971

Pole do 917K #32 de Pedro Rodriguez/Jo Siffert e a seu lado a Ferrari 312PB de Ignácio Giunti/Arturo Merzario.

Em janeiro, nos 1.000 Km de Buenos Aires, etapa do Mundial de Marcas, morre o italiano Ignazio Giunti, ao bater sua Ferrari 312 na Matra Simca do francês Jean Pierre Beltoise, num dos mais bizarros acidentes de que se tem conhecimento. O capacete de Ignazio, aliás originalíssimo, era enfeitado com o desenho de uma águia asteca. O incêndio terrível ceifou a vida de Giunti, mas a prova prosseguiu e o suíço Jo Siffert e o inglês Derek Bell vencem, seguidos do mexicano Pedro Rodriguez e de outro britânico, Jackie Oliver.

Caranguejo




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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

XIUHTECUHTLI, O DEUS DO FOGO ASTECA

Ignazio Giunti

Xiuhtecuhtli, é na mitologia asteca, povo formador do México, o deus do fogo. É um deus ferreiro, ligado também ao ferro e ao metal.



Jo e Pedro

E o que isso tem a ver com automobilismo? Tudo. Nada. Depende de quem estiver lendo. Vejamos.
O ano de 1971, foi um ano tão cheio de acidentes quanto qualquer outro naquela década, onde as baixas de pilotos eram computadas entre três ou quatro, ao final da temporada.
Na temporada de que lhes falo, destaco três batidas onde encontramos o fogo, metal e o México. Elementos que remetem a divindade citada lá em cima.

1.000 KM de Buenos Aires 1971,o Porsche vencedor de Jo Siffert passa pela Ferrari de Ignazio Giunti.
Giunti e a Ferrari em Buenos Aires. 

Em janeiro, nos 1.000 Km de Buenos Aires, etapa do Mundial de Marcas, morre o italiano Ignazio Giunti, ao bater sua Ferrari 312 na Matra Simca do francês Jean Pierre Beltoise, num dos mais bizarros acidentes de que se tem conhecimento. O capacete de Ignazio, aliás originalíssimo, era enfeitado com o desenho de uma águia asteca. O incêndio terrível ceifou a vida de Giunti, mas a prova prosseguiu e o suíço Jo Siffert e o inglês Derek Bell vencem, seguidos do mexicano Pedro Rodriguez e de outro britânico, Jackie Oliver.

Pedro na BRM em sua última corrida na Formula Um.
Acima e abaixo Pedro, na Ferrari 512M  pouco antes do acidente.

Em julho em Nuremberg na Alemanha, numa prova da Interseries , justamente Pedro Rodriguez, orgulho dos mexicanos, tem destino semelhante ao de Giunti, também em uma batida seguida de fogo ao tentar ultrapassar com sua Ferrari 512M o retardatário Kurt Hild. Três meses mais tarde, em Brands Hatch, numa prova de Fórmula 1 extra-campeonato que está utilizando a data reservada ao GP do México (cancelado devido à morte de Pedro) , Jo Siffert perde o controle de seu BRM P160 , bate numa elevação, capota e incendeia. Mais tarde seria apurado que a suspensão do carro de Siffert fora afetada num toque com Ronnie Peterson. O componente não parecera ter ficado avariado, até ser tarde demais. Três pilotos diferentes. Destruídos pelo fogo. Em acidentes com participação direta ou não de um outro companheiro. Três categorias distintas. O México, país presente em pelo menos um detalhe que compõe cada um desses dramas.

Jo
Jo e a BRM P160.

Uma triste coincidência. Azar. Outra hipótese.
Eu não sei a resposta.
Como já disse, depende do leitor.

CARANGUEJO

*Dedicado ao TOHMÉ, o Rei das Miniaturas e que me deu essa idéia quando postou o célebre Porsche 917K, que Emerson Fittipaldi e Carlos Reutemann utilizaram nos 1.000 Km de B.A.

ALGUMAS OUTRAS FOTOS

Emerson voa sobre Giunti em Monza 1970.
Siffert, Porsche 908/3 reclama de Giunti, Ferrari  512M.
Pedro ,BRM P133, seguido por Jean Pierre Beltoise na Matra Cosworth MS10 em Jarama/68.
Jo na BOAC 500 em  Brands Hatch.
Jo de Lotus, Formula Um.
Jo, Porsche 908/3 vence a Targa Florio, 1970.
Pedro
Ignazio