A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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terça-feira, 9 de outubro de 2012

MÉXICO 1964 A DECISÃO DO MUNDIAL DE FORMULA UM

O Caranguejo e eu escrevemos este post em 2 de Fevereiro de 2010, hoje vendo uma foto postada no blg do Joca, resolvi mostrar novamente. 
Um abraço Joca, Paulo e Barba, e como sempre à você meu amigo Caranguejo.

 Jim Clark Lotus33Climax em sua vitória na Holanda.
Dan Gurney e a Brabham BT7
A batalha no belo retrato de Turner.
Big John, Hill com a BRM P261 e Black Jack com a Brabham BT11.

Naquele ano a Cidade do México veria a decisão do Mundial de Formula I, o Campeonato havia sido disputadíssimo. Jim Clark com o Lotus-Climax 33 ganhara os GP da Bélgica,Holanda e Inglaterra, John Surtees  Alemanha e  Italia, Lorenzo Bandini na Austria, Hill em Mônaco e nos EUA e Dan Gurney o GP da França e por fim esse GP do México.
Na época o sistema de pontuação era 9 pontos para o primeiro a partir dai 6/4/3/2/1 até o sexto colocado. Apenas seis resultados valeriam para o campeonato, assim os pilotos descartavam os seus piores resultados, assim a F I chegou ao México com Surtees tendo 39 pontos, Hill 34 e Clark 30. Em caso de vitória de Clark ele seria campeão não importando a colocação dos outros pilotos.
Na classificação o que se viu foi o Clark de sempre, abriu "apenas" um segundo de Dan Gurney- Brabham BT7 - vindo a seguir Bandini com uma Ferrari estranhamente azul e branca, fruto de uma rixa de Enzo Ferrari com a entidade Italiana que regia o automobilismo, Surtees, Spencer e Hill em sétimo. A Ferrari trouxe um terceiro carro para o ídolo local e depois mundial Pedro Ródriguez.
Na largada Clark a seu estilo dispara, Gurney em segundo a seguir Bandini, Spence, Richie Guinter de BRM. Surtes e Hill perderam várias posições e brigavam após o nono colocado. Numa recuperação surpreendente Hill na décima segunda volta toma o terceiro lugar de Bandini, só que não consegue partir para cima dos Lotus-Climax de Clark e a Brabham de Gurney. Bandini segue colado a Hill, quando Surtees chega e por ordens da equipe o ultrapassa mas não consegue chegar em Hill, vendo a situação a equipe manda Bandini tomar o lugar de Surtees para tentar tomar o lugar de Hill. Na frente Clark soberano caminha para seu Bi-Campeonato seguido de Gurney.  

Bandini tenta tomar a posição de Hill, manobra desastrada ou proposital? 

Numa manobra no minimo descabida Bandini tenta ultrapassar Hill e os dois se enroscam tendo Hill levado a pior e Bandini assumindo o terceiro lugar para logo a seguir deixar Surtees que vinha em quarto ultrapassa-lo.

No enrosco Hill se dá mal e Bandini segue em terceiro lugar.
Big John e a Ferrari 158 da NART

Não creio sinceramente que Bandini tenha feito de propósito, naquela altura da corrida Clark era Campeão do Mundo, depois de algumas voltas faltando apenas uma ou duas para o trémino Clark mais uma vez é vitima do destino e seu motor Climax começa a perder rendimento e outra vez o deixa a pé. Vence Gurney com Surtees, Bandini, Spence, Clark e Rodriguez.
Fazendo assim a Ferrari, Big John seu Campeão do Mundo de Formula I.
Surtees 40 pontos, Hill 39, Clark 32, Bandini 23, Richie Guinter 23 e Gurney 19.
Não creio de coração que Bandini tenha dado uma de Prost ou Schummi, naquela altura da corrida Clark era campeão, e Bandini que vinha sendo preparado por Enzo para trazer um campeonato para Itália depois do glorioso bi de Alberto Ascari em 1952/53, não se proporia a tal. Deixou Surtees passar no final num claro jogo de equipe, mas não acredito repito que tenha jogado seu carro contra o de Hill.
  
Obrigado ao meu amigo Caranguejo pelas fotos e toda colaboração.

NART - North American Racing Tean de Luigi Chinetti, a representante da Ferrari nos EUA.




sexta-feira, 29 de abril de 2011

Grahan Hill

Será que perdemos alguma coisa ou o automobilismo  praticado nos anos 60 era mais bonito e disputado. Nessas fotos de 1965 Grahan Hill já campeão do mundo de Formula Um corre em várias categorias. Em todas luta pela ponta, acredito que para um piloto seja o máximo poder disputar várias categorias. Estava selecionando  algumas fotos de meu arquivo para escrever sobre ele e resolvi mostrar.

Hill e a MacLaren Elva. 
Largada em Malory Park, Hill #16, David Hobbs com Lola T70 Ford e Frank Gardner com Lotus 30.
Formula 2, Hill a frente de Clark em Outon Park.
Formula 3, John Surtees_Lola 60 Cosworth, Grahan Hill_ Brabham Cosworth_ e John Combs Lotus BRM.  




terça-feira, 29 de março de 2011

LOTUS CORTINA


Jimmy.

Vez por outra fuçando em meus arquivos antigos acho alguma foto de Jimmy Clark pilotando um Ford Lotus Cortina, já mostrei vídeos mas nunca escrevi sobre o carro. Então vamos lá.
Em 1963 a Ford contratou Colin Chapman e a Lotus para desenvolver seu recente lançamento. O Lotus-Cortina era a idéia da Ford da Inglaterra cujo chefe de Relações Públicas da época, Walter Hayes passou a tomar parte na fundação da Ford Advanced Vehicle Operation (Favo), que posteriormente foi responsável por iniciativas como o GT40 e do Escort RS. 
Na época a Lotus estavam desenvolvendo um motor twin-cam com base no bloco do motor Ford de 1499cc para a sua Elan, Chapman estava muito empenhado no processo. O que levou Hayes a apresentar a proposta a Chapman para montagem de 1000 Cortinas para correrem no Grupo 2 da FIA pois nessa categoria poderiam ser feitas modificações substanciais nos motores, câmbios, direção e suspensão , nascia assim o projeto do Lotus Tipo-28, logo após Lotus-Cortina.
Alem das pistas esse carro seria vendido ao publico como um esportivo de alto desempenho.

Lotus-Cortina MK I 1963

MOTOR



Baseado no bloco do motor de cinco mancais do Cortina, usou muitas peças da Ford, mas com certeza não se parece muito com os motores standard do Cortina. A preparação foi projetado para a Lotus por Harry Mundy. Os projetos iniciais foram baseados em bloco Ford 1340cc de três mancais, utilizados na Anglia Classic 109E, de 1499cc, com o girabrequim aumentado para 82,55 milímetros com isso a cilindrada aumentava para 1558cc, para se adequar ao limite da classe 1600cc. Foram modificados ainda bielas, pistões e ainda usado o cabeçote Lotus de duplo comando de válvulas em alumínio.
Este cabeçote de duplo comando com duas válvulas por cilindro, desenho das câmaras hemisféricos com os lóbulos do comando agindo diretamente sobre as válvulas, possibilitou a Lotus mudar o esquema original onde coletor de admissão e escape estavam do mesmo lado para um esquema de coletor de admissão de um lado e escape do outro, podendo assim colocar as válvulas em um angulo onde a aspiração e escape fossem altamente favoráveis. 



Com dois carburadores Weber 40DCOE horizontais esse motor também foi equipado com um limitador de giros a 6.500rpm. Os números de desempenho oficiais Lotus foram 105bhp a 5500rpm, com torque maimum de £ 108 pés a 4000rpm. Alguns números do carro, velocidade máxima de 170 kph, 0-100 kph em apenas 10 segundos, ótimos para época. 
Uma curiosidade; para manter o mesmo esquema de acionamento de bomba de água e óleo o comando original foi mantido no bloco apenas para essas funções.
Nos carros de pista os motores chegaram aos 170 HP.

CAMBIO

O Lotus-Cortina nasceu com a caixa de velocidades desenvolvida para o Lotus Elan, com os ralis em mente. Esta caixa de câmbio tinha as relações muito curtas e próximas, suas relações; 4ª 1.000, 3ª 1.23 2ª 1.64 e 4ª  2.51, diferencial 2.807:1.
Posteriormente para os carros de uso nas ruas e estradas foi oferecido dois diferenciais mais longos de 3.96 e 3.32 assim como algumas outras relações de marchas de outros carros da Ford.

 SUSPENSÃO, FREIOS E DIREÇÃO

  


O primeiro-Cortinas Lotus tinha o eixo traseiro com feixe de molas e sem tensores o que provocou algumas quebras de diferencial pois com a torção o óleo vazava. Em 1964 o esquema foi mudado com a troca do feixe de molas por molas helicoidais e adicionado um tensor partindo do chassi que dava mais segurança ao conjunto.
A suspensão dianteira era MacPherson com barra estabilizador e apenas foi mudada em carga de amortecedores e molas e em seu aliamento; cambagem, caster, e angulo de convergência ou divergência. 
Os freios dianteiros eram Girling de 9 polegadas e os traseiros a tambor, as rodas eram de 5.5 pol.  

CARRO

O Cortina, Lotus-Mk.I montados pela Lotus em sua fábrica Cheshunt no norte de Londres. Os primeiros eram sedãs de duas portas, com  capota, portas e tampa da mala em alumínio para diminuição do  peso. Sto. Antonio e arcos tubulares foram adicionados para enrijecimento de seu chassi.



Corridas

Dois Ford Falcon de 4.700cc de Roy Pierpoint e Jack Oliver à frente de Sir John Whitmore com o Lotus Cortina, 1966.

Para homologar o carro para o Grupo 2, 1000 teriam que ser construídos  em 1963, e o carro foi devidamente homologado em setembro de 1963, depois que 228 foram construídos. Coisas da FIA à parte no mesmo mês, na primeira excursão do carro, em Oulton Park Gold Cup, o carro terminou em 3 º e 4 atrás de dois Ford Galaxies, mas venceu os Jaguar 3,8 litros que tinham dominado as corridas da categoria por um longo tempo. Logo o Ford Lotus Cortina estavam rodando em toda Grã-Bretanha, Europa e nos EUA. Com o Team Lotus correndo na Grã-Bretanha para a Ford, e Alan Mann Racing correndo na Europa, também em nome da Ford. Os pequenos Lotus-Cortinas venceram quase tudo, exceto os 7 litros V8 dos Galaxies e, posteriormente os  Mustangs.
Em 1964, um Lotus-Cortina na liderança em uma curva com a sua roda dianteira no ar tornou-se uma visão familiar, como os carros foram montados com suspensão traseira macia e a dianteira rígida isso era normal. Jim Clark venceu o British Saloon Car Championship com facilidade, nos EUA Jackie Stewart e Mike Beckwith venceram as 12 horas   Malboro, e Alan Mann Racing também tiveram um bom desempenho no Europeu de Touring Car Championship, incluindo uma vitória 1-2 nas  Seis Horas International Touring Car Race em Brands Hatch. 

Sir John Whitmore

1965 viu o Lotus-Cortina ganhar tudo, com a nova suspensão traseira o carro ficou imbatível. Sir John Whitmore dominou e venceu o Europeu de Touring Car Championship, Jack Sears ganhou a sua classe no British Saloon Car Championship (um Mustang ganhou na geral), Jackie Ickx venceu o belga Saloon Car Championship, e um Lotus-Cortina venceu a Nova Zelândia Gold Star Saloon Car Championship. Outras vitórias foram Nuburgring na corrida de seis horas, o Campeonato Nacional da Suecia e a  Snetterton 500 na Inglaterra.



A partir de 1965 com o MK-II e a nova regulamentação para o Grupo 5 da FIA foi possível a utilização do motor Cosworth FVA com 210 hp, mas aí já existiam carros mais modernos de concepção e os Lotus Cortina chegavam a seu desenvolvimento maximo.
Para mim o que ficou para sempre é a imagem de Jimmy vindo com ele no limite máximo nas várias pistas onde deu um show pilotando ele.

BSCC Crystal Palace 1964




1967 Oulton Park Gold Cup Saloons




Neste segundo vídeo em Oulton Park o # 105 de Grahan Hill vem liderando Jim Clark até sair da pista. 

domingo, 28 de novembro de 2010

FORMULA 2 - TARUMÃ 1971

1971 recebemos a Formula 2 para uma temporada Sulamericana com corridas e Interlagos, Tarumã e na Argentina. Para quem não teve a oportunidade de conhecer a categoria era simplesmente uma maravilha, estive em todas corridas em Interlagos e conheci e estive com grandes pilotos, que na época corriam de Formula I e também na F 2. Não existia como hoje essa grande frescura que acompanha os pilotos da F 1, com assessores de imprensa, personal trainner, psicologos, massagistas  e outras bobagens mais, via-se por exemplo um piloto do naipe de Grahan Hill já Bi Campeão do Mundo de Formula Um competindo com revelações vindas até da Formula 3.
Recebi dos arquivos do amigo Nelson Marques da Rocha a publicação que mostra a passagem da F 2 no Tarumã e estou anexando o link em que Emerson conta para a revista Quatro Rodas sua atuação na temporada.


Grahan Hill com Aldo Costa no Tarumã. Aldo um grande piloto abaixo nos 500 KM de Porto Alegre de 1962 quando em dupla com Haroldo Dreux chegou no quarto lugar com o VW-Porsche.


Na edição de Dezembro de 1971 o depoimento de Emerson Fittipaldi.





sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Giovanni Salvatti - A trágica corrida de Formula 2 no Tarumã - 1971


             
Ronnie Peterson March 722.

Grahan Hill

 Ao final de 1971 parte da  elite do automobilismo mundial veio ao Brasil para o I Torneio Internacional de Formula 2, eu tinha começado a correr aquele ano e para mim andar pelos boxes em Interlagos e cruzar com aqueles pilotos que tanto admirava era algo indescritível.
Lembro perfeitamente de vir caminhando pelo Box e em minha direção vir Grahan Hill, sempre com um sorriso e aquelas pernas tortas do acidente em Jarama, fora outros nomes que sem a carreira do bicampeão do mundo vinham fazendo seus nomes na Formula Um e Dois. Já conhecia quase todos da Formula 3 onde muitos estavam a busca de um lugar no topo do automobilismo e  para temporada brasileira no final do ano vieram grandes nomes.
Alguns já na Formula Um como Ronnie Peterson, Carlos Reutman, Reine Wissel, Tin Schenken fora nossos ídolos Emerson, Pace, Luiz Pereira Bueno e Wilson.
Foi um espetáculo e tanto ver os Formula 2 virar em Interlagos em 2.43s a volta e não perdi um treino ou corrida, sempre chegava cedo e saia no finalzinho da tarde, quando os carros paravam de andar ficava em algum Box acompanhando o trabalho dos mecânicos, foi sem duvida inesquecível. 

Giovanni Salvatti

Não fui a Tarumã e foi lá que no belo espetáculo aconteceu a tragédia com Giovanni Salvatti. Na Europa ele foi campeão Italiano de Formula 3 e buscava seu lugar ao Sol depois de muitas dificuldades em seu difícil inicio de carreira, já que vinha de uma família humilde e para correr fez muitos sacrifícios. No Brasil tinha se apresentado muito bem no Torneio de Formula 3 e vinha andando muito bem na Formula 2,  na primeira corrida do Torneio chegou em 5º na classificação final tendo sido 6º na primeira bateria e 5º na segunda. Na segunda corrida foi 13º na final tendo chegado em 11º na primeira bateria e 16º na segunda.


O Guard Rail colocado de forma errada, deixou com que o bico do carro entrasse por baixo.

E a lamina pegasse na cabeça de Giovanni.



Em Tarumã chegou na primeira bateria em 13º lugar e na segunda quando vinha brigando com Wilson Fittipaldi pelo 4º lugar e tentou uma ultrapassagem após a reta dos boxes na curva 1, lá a uns 200 km/h foi reto e a lamina do guard rail colocada de forma incorreta acabou com a carreira e a vida do promissor piloto Italiano.
Vivíamos o começo da cruzada de segurança nas pistas, a era pré pneus slick, era o começo das proteções que chamamos de guard rail e infelizmente em Tarumã eles estavam colocados do forma incorreta.
Foi certamente uma tragédia, lembro de ter ficado muito abalado, pois tinha estado com aqueles pilotos durante as corridas de São Paulo e agora aquele que tinha visto aqui na Formula 3 e 2 estava morto. 

  Leia mais no Arquivo Digital Quatro Rodas, Dezembro de 1971.






sábado, 28 de agosto de 2010

SPA-FRANCORCHAMPS 1966

Spa 1966, Rindt de Cooper-Maserati lidera com Surtees de Ferrari logo a seguir.
 
O carro de Jo Bonnier pendurado, dizem que o super pesado motor Maserati V12 segurou o carro para que não despencasse.

Hoje a Formula Um é sem duvida alguma segura. Isso se deve principalmente a um acidente com um jovem e promissor piloto no GP da Bélgica e Spa-Francorchanps a 44 anos atrás.
O baixinho e totalmente vesgo Jackie Stewart havia sido contratado pela BRM no ano anterior para correr com Grahan Hill, campeão do mundo em 1962. Era um promessa e já havia vencido sua primeira corrida valida para o campeonato no ano anterior em Monza no GP da Itália com seu companheiro de equipe Hill em segundo. E nesse ano já tinha vencido o GP Mônaco com Lorenzo Bandinni em segundo e seus companheiros de BRM, Hill e Bob Bondurant em 3º e 4º.
Na corrida de 1966 em Spa uma chuva repentina iria pegar os pilotos desprevenidos logo após a largada. Em Les Combes no topo da subida bem depois da Eau Rouge uma chuva torrencial e Jo Bonnier, Jo Sifert, Denny Hulme e Mike Spence rodaram, Stewart passou ileso, para logo em seguida enfrentar um rio que descia na Masta Kink. Onze carros rodaram e bateram, incluindo Jackie Stewart. Ele gravemente ferido com um ombro e costelas quebrados e embebido em gasolina ficou preso em seu carro. Seus companheiros Graham Hill e Bob Bondurant vendo a situação em que se encontrava imediatamente tentaram tira-lo no que demoraram vinte e cinco minutos. Levaram-no para uma fazenda nas proximidades e duas freiras que lá viviam ajudaram a cuidar dele até que chegasse ajuda adequada.
“Não me preocupava com a questão de segurança até aquele dia , pensava como todos outros a esse respeito. Era sempre o outro que ia morrer. Mas preso a um carro e ensopado de combustível por vinte e cinco minutos tive muito tempo para pensar sobre a questão”.
 
Resultado da corrida.
 
1º    John Surtees - Ferrari
2º    Jochen Rindt - Cooper-Maserati
3º    Lorenzo Bandini - Ferrari
4º    Jack Brabham - Brabham-Repco
5º    Richie Ginther - Cooper-Maserati
6º    Guy Ligier - Cooper-Maserati

PS:Após essa corrida Stewart pediu a seus mecânicos que soldassem uma chave fixa na porca do volante de seu carro, caso precisasse novamente sair às pressas.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

MÉXICO 1964 A DECISÃO DO MUNDIAL DE FORMULA UM

Jim Clark Lotus33Climax em sua vitória na Holanda.

Naquele ano a Cidade do México veria a decisão do Mundial de Formula I, o Campeonato havia sido disputadíssimo. Jim Clark com o Lotus-Climax 33 ganhara os GP da Bélgica,Holanda e Inglaterra, John Surtees  Alemanha e  Italia, Lorenzo Bandini na Austria, Hill em Mônaco e nos EUA e Dan Gurney o GP da França e por fim esse GP do México.
Na época o sistema de pontuação era 9 pontos para o primeiro a partir dai 6/4/3/2/1 até o sexto colocado. Apenas seis resultados valeriam para o campeonato, assim os pilotos descartavam os seus piores resultados, assim a F I chegou ao México com Surtees tendo 39 pontos, Hill 34 e Clark 30. Em caso de vitória de Clark ele seria campeão não importando a colocação dos outros pilotos.
Na classificação o que se viu foi o Clark de sempre, abriu "apenas" um segundo de Dan Gurney- Lotus33Climax- vindo a seguir Bandini com uma Ferrari estranhamente azul e branca, fruto de uma rixa de Enzo Ferrari com a entidade Italiana que regia o automobilismo, Surtees, Spencer e Hill em sétimo. A Ferrari trouxe um terceiro carro para o ídolo local e depois mundial Pedro Ródriguez.
Na largada Clark a seu estilo dispara, Gurney em segundo a seguir Bandini, Spence, Richie Guinter de BRM. Surtes e Hill perderam várias posições e brigava após o nono colocado. Numa recuperação surpreendente Hill na décima segunda volta toma o terceiro lugar de Bandini, só que não consegue partir para cima dos Lotus-Climax de Clark e Gurney. Bandini segue colado a Hill quando Surtees chega e por ordens da equipe o ultrapassa mas não consegue chegar em Hill, vendo a situação a equipe manda Bandini tomar o lugar de Surtees para tentar tomar o lugar de Hill. Na frente Clark soberano caminha para seu Bi-Campeonato seguido de Gurney. 

Bandini tenta tomar a posição de Hill, manobra desastrada ou proposital?

Numa manobra no minímo descabida Bandini tenta ultrapassar Hill e os dois se enroscam tendo Hill levado a pior e Bandini assumindo o terceiro lugar para logo a seguir deixar Surtees que vinha em quarto ultrapassa-lo. 

No enrosco Hill se dá mal e Bandini segue em terceiro lugar.

Não creio sinceramente que Bandini tenha feito de propósito, naquela altura da corrida Clark era Campeão do Mundo, depois de algumas voltas faltando apenas uma ou duas para o trémino Clark mais uma vez é vitima do destino e seu motor Climax começa a perder rendimento e outra vez o deixa a pé. Vence seu companheiro Gurney com Surtees, Bandini, Spence, Clark e Rodriguez.
Fazendo assim a Ferrari de Big John seu Campeão do Mundo de Formula I.
Surtees 40 pontos, Hill 39, Clark 32, Bandini 23, Richie Guinter 23 e Gurney 19.
Não creio de coração que Bandini tenha dado uma de Prost ou Schummi, naquela altura da corrida Clark era campeão e Bandini que vinha sendo preparado por Enzo para trazer um campeonato para Itália depois do glorioso bi de Alberto Ascari em 1952/53, não se proporia a tal. Deixou Surtees passar no final num claro jogo de equipe, mas não acredito repito que tenha jogado seu carro contra o de Hill.  

Obrigado ao meu amigo Caranguejo pelas fotos e toda colaboração.   

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

FORMULA UM -- QUE SAUDADES !!!


Outro dia mostrando a derradeira corrida da BUGATTI fiquei com saudades da Formula Um que comecei a gostar bem jovem , meu primeiro ídolo na categoria foi Jim Clark isso em 1964 , depois comecei a conhecer outros grandes pilotos Fangio , Moss , Surtees , Ascari , Amon etc etc . Foram tantos grandes pilotos que vi pilotar !! Toda vez que vier essa saudades vou postar aqui os antigos FORMULA UM e os pilotos que com certeza nunca esqueceremos .


Jim Clark e o Lotus 33 em 1966 com este carro ele foi campeão do mundo em 1965 .

O Lotus 25 campeão do mundo em 1963 com Jim Clark . A Lotus viria a ser campeã em 1968 nas mãos de Grahan Hill depois da trágica morte de Jim Clark . De novo em 1970 foi campeã com Jochen Rindt , morto em acidente em Monza antes da ultima prova . Ai entra em cena nosso Emerson Fittipaldi e vence o titulo de 1972 . Nunca vou esquecer de um treino para o GP do Brasil , acho que em 1972 , eu estava no barranco da curva do "Sol" naquela reta que unia essa curva ao "Sargento" quando vi a Tyrrel de Stewart saindo do "Sol" com a Lotus preta do Emerson em seu vácuo , na freada do "Sargento" Emerson tira o carro para a esquerda e passa o Stewart , creio que meu coração parou de bater por uns 10 segundos !!

Que bela briga ! Na frente Jack Brabhan com a Brabham BT 20 a segui-lo Jim Clark na Lotus 33 ano de 1966


Jackie Stewart e a Tyrrel 003 campeão do mundo em 1971 , aqui tomando a curva "Karroussel" do antigo Nurburgring .

Monaco , na frente Stewart e a Tyrrel 003 , atrás a BRM de Jo Siffert .

A Tyrrel de François Cevert .

Monaco , numa Toleman Hart , Ayrton mostrou ao mundo por que tinha chegado a FORMULA UM .

Brabhan BT 52 BMW , desenvolvida por Nelson Piquet para ser o primeiro carro com turbocompressor a ser campeão do mundo em 1983 .

Jack Brabham e sua criação a Brabham Repco BT 20 campeões em 1967 .


Grahan Hill e a BRM P578 carro com que conquistou o titulo mundial de 1962 .


BRM P578 nas mãos do Italiano Lorenzo Bandini .

Pedro Rodriguez e BRM em 1971

Juan Manuel Fangio na BRM H 16 , isso mesmo dezesseis cilindros , em um teste em 1952 .

A Cooper com Johon Surtees 1969 .

Stirling Moss em Monaco com o Vanwall em 1958 .

Largada do GP de Monza em 1958 , os Vanwalls na primeira fila ,Tony Brooks com o 22 , Lewis-Evans com o 18 e Stirling Moss com o 20