A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Os motores da Formula Um de 1966

 Black Jack e a Brabham BT20 Repco/Brabham/Olds 


1965 fora o ano do grande Jim Clark ele e a Lotus 33 Climax foram imbatíveis e 1966 começava com o novo regulamento. Os motores passariam 1.500 cc para os 3.000 cc e poucos tinham um motor competitivo para nova regulamentação. A Conventry/Climax que dominara o ano anterior não tinha um motor e conseguiu aumentar a cilindrada dos FWMV V8 para 2.000 cc, a Maserati que fornecia seus motores à Cooper já tinha um motor 3.000 cc que apesar da boa potencia era pesado e consumia muito, a Serenessima fornecia seus motores de 3.000 cc à MacLarem mas não tinham potencia suficiente. A BRM usava um motor próprio de 2.000 c e a Eagle de Dan Gurney usava um motor Conventry-Climax quatro cilindros em linha de 2.700 cc da Copa da Tasmânia.



Mas era da Austrália que viria o motor que dominaria essa temporada, a REPCO tradicional fornecedora de motores 
para Copa da Tasmânia se associava ao Bi-Campeão do mundo Jack Brabham e a sua equipe Brabham com Ron 
Tauranac como chefe do projeto de transformar um motor Oldsmobile de série em um motor vitorioso na Formula 
Um. Ron e Jack eram sócios na MDR - Motor Racing Developments -que construía carros para Copa Tasmânia e usava 
os já decadentes motores Climax de 2.500 c e 2.700 cc sendo na época a REPCO que fazia a manutenção desses motores. 
Brabham já fundara a BRO - Brabham Racing Organition - em 1962 que cuidava de sua equipe de Formula Um e Ron e 
o pessoal da Repco ficaram incumbidos de fornecer-lhe um motor competitivo para a Formula Um de 3 Litros. 

Black Jack e o pessoal da Repco com o bloco Olds

Originalmente o motor Oldsmobile F85 - que iria para um Buick que nunca foi fabricado - tinha bloco de alumínio. 
Após 
algumas modificações, que incluíram um girabrequim de cinco mancais, diminuição da largura do motor, adoção de 
um sistema de injeção de combustível Lucas o motor ficou com 2.994 cc tendo o diâmetro dos pistões (Repco) 88,9 mm por 
60,3 mm de curso do virabrequim. No começo da temporada de 1966 esse motor tinha 285 HP à 8.000 rpm e foi se 
desenvolvendo durante a temporada chegando ao final de 1967 à 330 HP . Suas vantagens eram o pequeno peso, 
baixo consumo e confiabilidade. 




OS ADVERSÁRIOS 



FERRARI



Lorenzo Bandini e a Ferrari 246

A Ferrari usou no começo do novo regulamento o motor 246 Dino. Era um seis cilindros em V a 60º com diâmetro de 90 
mm e curso de 63 mm com 2.404 cc, duplo comando no cabeçote e duas válvulas por cilindro. Com injeção Lucas e taxa 
de compressão de 11,2:1 alcançava 249 HP a 8.500 rpm sendo de liga leve seu peso era baixo assim com o carro o 
Ferrari 246 F I que pesava 468 kg.
 

Depois passou a usar um motor V12.

Ludovico Scarfiotti em Monza com a Ferrari 312/66
BRM

Hill
A BRM usou a principio o motor V8 do regulamento anterior aumentado em sua cilindrada até 2.100 cc. Depois lançou 
seu motor H16, que era a junção de dois 1.500 cc do regulamento anterior. O diâmetro dos pistões era de 69,85 mm e o 
curso 49,89 mm com 2.997 cc. Quatro válvulas por cilindro, duplo comando no cabeçote esse motor passava dos 550 HP, 
sua grande desvantagem era o peso muito alto e o consumo mais alto ainda.





O incrível H16 da BRM, na versão tipo 10 com três valvulas por cilindro - duas de admisão e uma de escape chegou aos 
600 HP.


Serenissima 

Bruce e a McLaren Serenissima

O motor Sereníssima que equipou a MacLarem era um modelo M166, 308 sendo o 30 de três litros e o 8 de V8. Seu V8 era a 90º, o diâmetro dos pistões era de 85 mm e o curso de 66 mm tendo 2.996 cc. Duplo comando de válvulas no cabeçote, taxa de compressão de 9,75:1 tinha 307 HP a 8.500 rpm. Era também pesado e beberrão.


Weslake


A Eagle de Dan Gurney começou a temporada usando um motor Conventry/Climax de 2.750 cc, motor preparado pela Repco para Copa Tasmânia era um quatro cilindros em linha bastante defasado. Em Monza estreou o motor Weslake, um belo V12 a 60º , duplo comando de válvulas no cabeçote, quatro válvulas por cilindro, esse motor que no começo tinha por volta de 395 HP chegou a 410 HP a 11.000 rpm.


O belo Weslake.





Maserati

Big Jonh e o Cooper T81 Maserati 

O motor Maserati que equipava a Cooper era o tipo 9. Era um V12 com duplo comando no cabeçote, duas válvulas por 
cilindro. Os pistões tinham 70,4 mm de diâmetro por 64 mm de curso, sua cilindrada de 2.989 c a taxa de compressão 11:1 
e desenvolvia 360 HP a 9.000 rpm.Seu sistema de injeção era Lucas.





Conventry-Climax


O Conventry-Climax 1.500 cc Campeão do Mundo em 1965.

NT: A Ferrari levava dois tanques de combustível de 125 l. cada largando com 250 l. enquanto as   BRM largavam com 
400 l. 



A Injeção Lucas era mecânica e na foto do motor BRM pode-se ver o mecanismo de acionamento. 






Mas uma surpresa aguardava o mundo da Formula Um, Mike Costin ex colaborador de Colin Chapman e Keith 
Duckworth construíam um motor financiado pela Ford...




Agradeço a colaboração de meus amigos Fernando Fagundes e Henrique Mércio-Caranguejo. 












sábado, 25 de agosto de 2012

Fernando


Alguns dias nos surpreendemos e emocionamos, ao ver, ouvir ou sentir algo. Hoje meu amigo Fernando Fagundes me surpreendeu e emocionou. 
Entrei em seu blog para deixar um comentário no post ANOS DOURADOS, não havia percebido um novo post, pois não foi para o alto na barra lateral.
Era um vídeo, com nossos heróis, alguns que foram amigos, e no meio vejo o Porsche 550 de meu irmão e logo à seguir me vejo. 
É muita alegria e honra para um simples Alicatão! 
Obrigado pelo carinho Fernandão!