A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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sábado, 30 de março de 2013

Aos amigos...

SÁBADO...
tranqüilo depois de uma semana agitada, foram muitas conversas e trocas de e-mails com meus amigos Ricardo o Achcar, Ricardo o Bock e com ele e o Ceragatti conversamos quase duas horas ao telefone, Joca, Duran, Jr, Regi, Manduca que esteve hospitalizado e com a Graça de Deus já saiu, ontem um longo papo com o Francis...
Pois bem hoje quando entrei no Facebook em nosso grupo da D3 o Evandro pedia uma foto, qualquer foto, e eu sem falsa modéstia postei essa que estou com o Elcio - Pelegrini - entre o S e Pinheirinho. Não costumo fazer isto, preferindo colocar lá fotos de amigos e ídolos, mas hoje foi assim.


 Entre o S e Pinheirino, eu e Elcio.
Notem as diferentes configurações, o Elcio usava pneus Pirelli acredito que 8" na frente com altura 20 e 11" atrás com altura 22", eu usava nas quatro rodas pneus Maggion com 10 ou 11" e altura 20".  
Um pouco antes no Laranja

E lembrei de uma bela disputa que tive com esse grande piloto, não sei se as fotos são dela pois naquele ano foram muitas as disputas com ele, mas vamos lá...
Larguei de leve com aquela Caixa 3 que me atrasava em todas as largadas, fui ultrapassando alguns adversários e derrepente minha embreagem começa à patinar muito. Nas subidas como a do Lago e Junção era um sufoco, trocava as marchas no tempo, mas mesmo assim ela teimava em patinar, qualquer toque a mais no acelerador e lá ia o giro para o alto sem que as rodas fossem tracionadas. 


Largada, Elcio e Mogames pulam e eu lá atrás já patinando!
As feras lá na frente, Elcio e Bruno e eu ainda não tinha cruzado a linha de chegada. 

Na terceira ou quarta volta quando vou tomar a curva Um vejo o Elcio encostado em mim, não tenho idéia de onde ele vinha pois acredito que tenha largado em minha frente, deve ter rodado, coisa que não vi ou tido um problema qualquer no carro.
E vinha rápido...na saída da Dois comecei a fazer sinal para ele me ultrapassar, pois de forma alguma queria atrapalhar sua corrida, mas ele embutiu no meu escape e assim descemos rumo à Três. Lá chegando freei como de costume, depois da placa dos 50m mas ele colocou seu carro ao meu lado e concluiu a ultrapassagem, fiquei fulo e dentro de meu capacete pensava enquanto ele ia embora “safado, vai ter troco um dia!” rsrsrs o safado fica por minha conta pois sei que ele não é nada disso.
Duas ou três voltas depois eis que o tal disco resolve começar a dar sinal de vida e começo a andar muito rápido, estava em 4º com o Mogames na liderança, Laércio em 2º e Elcio em 3º. No meu Box o Chapa e Carlão não entendiam meus sinais e duvido que tenham entendido quando voltei à andar rápido, massss fui aos poucos chegando no Elcio, para quatro ou cinco voltas depois encostar nele no mesmo lugar em que ele havia encostado quando me ultrapassou, a tomada da Um. 
Depois foi a mesma coisa, na saída da Dois ele já acenava para que eu o ultrapassasse, eu fingia que não via e encostei em seu escape, se ele tirasse o pé íamos nós dar um passeio forçado até qualquer hospital, e chegando à Três ele freou como costumava, pra lá dos 50m e eu coloquei meu carro ao seu lado e descontei o “grande desaforo” que ele havia me feito!rsrsr
E continuamos a andar juntos o resto da corrida...eu sempre com aquela fera em meus retrovisores!


Alvaro Guimarães, eu, Mogames, Laercio, Elcio e Ferraz.

Chegando ao podium o Barba, uma grande figura que se não me falha a memória era chefe de equipe do Mogames veio me dar os parabéns pois tinha feito a melhor volta da corrida (um dia quando tiver o mapa daquelas corridas conto o meu tempo) e comentando a ultrapassagem sobre o Elcio disse algo como “cara é osso duro um grande piloto”. 
Nisso chega ele e conversando comigo perguntou se não havia visto seus sinais, acredito que em meu sorriso ele entendeu mais do que duas horas de explicações...ou como diria um saudoso amigo e grande campeão "boi preto conhece boi preto!"

Hoje sem modéstia...

Aos amigos.

Rui Amaral Jr


Acredito que esses foram os tempos de classificação

26 Elcio Pelegrini 3.23.73 m
3 Ricardo Mogames 3.25.43
7 José Antonio Bruno 3.26.41
17 Laercio dos Santos 3.26.86
8 Rui Amaral 3.28.26
40 Amadeu Rodrigues 3.32.66
88 Marco de Sordi 3.33.77
37 Aristides Dalecio 3.37.56
38 Alvaro Guimarães 3.38.49
41 Claudio Gomes 3.40.67
68 Luiz Eduardo Duran 3.46.10
4 Luiz H. Pankowski - Conde - 3.47.31
28 Clerio M. de Souza - Bé - 3.47.37
118 Alessio Durazzo Neto 3.48.68
77 José M. Ramos - Espanhol - 3.50.88
98 Wander Kondrat 3.54.89
19 José Ferraz 3.57.24
99 João Lindau 4.43.93


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

PÉ NO FUNDO! ANEL EXTERNO -II

Nada postei sobre o Natal, estava fora, então espero que cada um de vocês tenha tido um Natal maravilhoso, e desejo a cada um, que o Ano que entra, traga muita Paz e Harmonia a seus lares.
Obrigado por estarem sempre por aqui, um forte abraço.

Rui

PÉ NO FUNDO, ANEL EXTERNO

Tomada da "Um" cravado! O #8 um grande chassi acertado pelo Carlão, o motor um canhão, feito pelo Chapa, empurrando. Me segue o #144 de meu amigo Sueco - Carlos Aparecido Gonsalves. Para algum amigo que comentou sobre meu espelho direito, só usava pelo regulamento e corria com ele fechado. Velocidade no local 200/205 kmh.

Interlagos, anel externo, velocidade pura, pé embaixo 95% do tempo, me lembra a primeira volta que dei no autódromo, a bordo do PORSCHE 550 SPIDER de meu irmão Paulo.
Lembra ainda o grande Luiz Pereira Bueno dando um baita trabalho a Reinold Joest nos 500KM de 1972, apesar de correr com um carro mais fraco. Lembra Celso Lara Barberis e suas três vitórias, uma em 1961, ano em que meu irmão e Luciano Mioso venceram na categoria até 2 litros. Pois bem, em 1982 ano em que corri na TEP ( D 3 ) estava programada e corremos uma prova pelo anel externo de 3.208m, foram 25 voltas neste circuito fabuloso , parte da não menos fabulosa pista de 8.000m do Autódromo de Interlagos, pista que por vontade dos dirigentes da F.1 foi totalmente descaracterizada, e que agora alguns grandes pilotos do passado, como, Bird , Chico Lameirão , Bob Sharp e outros tentam refazer. O anel externo é de altíssima velocidade, composto pelas curvas "Um ", "Dois", "Três" e uma reta torta em subida que vai até uma curva que antecede os antigos boxes , o "Café".

Olhando feio para o Amadeu Rodrigues #40, um grande piloto e um baita cara.


Começamos a preparação do carro trocando a relação de marchas da 1ª e 2ª, já que não precisaríamos usá-las, optamos por uma "Caixa um" bem mais curta , com a 3ª marcha 0. 78 e 4ª 0.96 e diferencial 8/31 que eu já usava. Com este cambio eu poderia pular na largada junto com meus adversários, esquecendo o trauma de largar com aquela " Caixa 3 ", que tanto me atrasava nas largadas. No meu caso usaria a 3ª marcha para fazer a curva "Três" e o resto do circuito seria todo em 4ª marcha. No primeiro treino na 5ª feira dois sustos, o primeiro ao chegar à curva "Três", haviam pintado o muro que circunda esta curva de branco, e como na temporada inteira ele estava sujo, ao chegar e passar pela curva percebi como passávamos perto dele, ainda mais fazendo a saída da curva com o traçado que usaríamos para o "Anel Externo", o segundo na primeira volta que vim forte, foi ver o contagiros chegar à tomada da curva "Um" a 7.200rpm bem mais rápido que chegava quando fazia o circuito completo. Passados os sustos era uma maravilha, pé embaixo o tempo todo, fazia a "Um " cravado e só ia tirar o pé e frear na "Três", uma freada fortíssima , contornada a curva engatava 4ª uns 200m depois, e dai para frente pé embaixo de novo, a tomada e contorno da curva "Um " eram rapidíssimos, não sei precisar a velocidade, que chegava, uns 200 km/h, mais fazer cravado dava um certo friozinho na barriga. Carro bem feito , chassi com um trabalho ótimo do Carlão e motor do sempre competente Chapa ia largar na primeira fila, não lembro a posição, mas pensava, "vou dar um susto neles, vou largar junto e se der ganho esta corrida". Os mais rápidos eram o Mogames com o carro em que havia sido vice campeão da D.3 em 1981 e que estava ganhando todas as corridas, o Laércio com o carro que havia sido campeão da D. 3 no ano anterior nas mãos do Amadeu Campos, Elcio Pelegrini multicampeão da F. Vê, José Antonio Bruno, Amadeu Rodrigues, Marcos de Sordi, Bi -Clério Moacir de Sousa -, Álvaro Guimarães, José Ferraz alem do Duran , Orlando , Artur da Cruz , Aristides , Sueco , e o amigão João Lindau. No domingo, antes da largada, era só nela que me concentrava, pulando bem ia brigar lá na frente.
Placa de um minuto, primeira engatada "é hoje", placa de trinta segundos, motor a 7.000 rpm, farol vermelho, farol verde, o pulo foi perfeito, larguei na frente, a hora que fui engatar segunda ela não entrou, não sei se foi erro meu, ou o cambio que nunca tínhamos usado, para não mostrar aos outros que tínhamos uma primeira mais curta, eu não havia testado a arrancada suficientemente só sei que cai umas dez posições, não tanto quanto quando largávamos com a "Caixa três" pois estava no embalo, mas outra vez eu tinha de fazer uma corrida de recuperação. Passei a primeira volta já em quinto e na segunda já vinha em quarto perseguindo o Elcio, três ou quatro voltas depois estava embutido nele, só que ele era uma pedreira, estava difícil achar um espaço para ultrapassá-lo, vínhamos os dois de pé no fundo , na curva "Um" via sua luz de freio acender, só que seu carro não perdia velocidade - depois ele me contou, dava um toque no freio com o pé esquerdo para abaixar a frente do carro - , na curva "Três" a freada era no gargalo, alem disto nossos motores empurravam igual . Lá na frente o Mogames reinava absoluto, com o Laércio logo atrás mais sem condições de pressioná-lo, nesta altura virávamos cada volta no tempo de 1.04s o que era bem rápido. Lá pela sétima ou oitava volta eu embutido no Elcio chegamos à curva "Um", cravados a tomamos, a hora que vi seu carro estava de frente com o meu, eu olhando em seus olhos. Exageros à parte foi um baita susto, estávamos andando no limite e muito rápido, só lembro de ter tirado o pé, e saído pelo lado, graças a DEUS sem tocá-lo. Aí estava em terceiro, só que o Mogames e o Laércio tinham ido embora, na próxima volta quando vi eu estava saindo da "Dois", e eles quase na freada da "Três", tentei andar o mais rápido possível e cheguei a descontar um pouco, mais lá pela décima quinta/sexta volta, meus pneus começaram a dar sinais de fadiga e o contagiros já não chegava ao final de "Retão" aos 7500rpm do começo . Assim terminamos , Mogames ,Laércio e eu em terceiro.

Podium, eu, Ricardo Mogames e Laércio dos Santos.
Ao final da corrida quando os bandeirinhas vem nos saudar, uma coisa linda de arrepiar. Sai um "maluco" de um bandeirinha da "Um" acena para os dois primeiros e quando passo ele e os outros começam a acenar as bandeiras para mim, me aponta e aplaude. Ainda bem que vinha lento pois as lágrimas teimaram em escorrer e foi assim até o box. Depois ele veio me cumprimentar, não lembro seu nome.
Ah!!! aquela errada de marcha, não digo que teria vencido, mais teria dado trabalho, lá de cima o Lindau deve estar dizendo "Alicatãooooooooooo"
Isso é apenas um pouco do que vivemos nas pistas...

Rui Amaral Jr
 





segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

PÉ NO FUNDO! ANEL EXTERNO.


Tomada da "Um" cravado! O #8 um grande chassi acertado pelo Carlão, o motor um canhão feito pelo  Chapa empurrando. Me segue o #144 de meu amigo Sueco - Carlos Aparecido Gonsalves . Para algum amigo que comentou sobre meu espelho direito, só usava pelo regulamento e corria com ele fechado.

Interlagos , anel externo velocidade pura , pé embaixo 95% do tempo , me lembra a primeira volta que dei no autódromo , a bordo do PORSCHE 550 SPIDER de meu irmão Paulo . Lembra ainda o grande Luiz Pereira Bueno dando um baita trabalho a Reinold Joest nos 500KM de 1972 , apesar de correr com um carro mais fraco . Lembra Celso Lara Barberis e suas três vitórias , uma em 1961 ano em que meu irmão e Luciano Mioso venceram na categoria até 2 litros . Também o grande Ciro Cayres vencedor em 1964 com o não menos grande José "Toco" Martins . Pois bem em 1982 ano em que corri na TEP( D 3 ) estava programada e corremos uma prova pelo anel externo de 3.208 m foram 25 voltas neste circuito fabuloso , parte da não menos fabulosa pista de 8.000m do Autódromo de Interlagos , pista que por vontade dos dirigentes da F.1 foi totalmente descaracterizada e que agora alguns grandes pilotos do passado , Bird , Chico Lameirão , Bob Sharp e outros tentam refazer . O anel externo é de altíssima velocidade , composto pelas curvas "Um " , "Dois" , "Três" uma reta torta em subida que vai até uma curva que antecede os antigos boxes , o "Café" .

Olhando feio para o Amadeu Rodrigues #40, um grande  piloto e um baita cara.


Começamos a preparação do carro trocando a relação de marchas da 1ª e 2ª , já que não precisaríamos usa-las , optamos por uma "Caixa um" bem mais curta , com a 3ª marcha 0. 78 e 4ª 0.96 e diferencial 8/31 que eu já usava . Com este cambio eu poderia pular na largada junto com meus adversários , esquecendo o trauma de largar com aquela " Caixa 3 " que tanto me atrasava nas largadas . No meu caso usaria a 3ª marcha para fazer a curva "Três" e o resto do circuito seria todo em 4ª marcha . No primeiro treino na 5ª feira dois sustos , o primeiro ao chegar a curva "Três" haviam pintado o muro que circunda esta curva de branco , e como na temporada inteira ele estava sujo ao chegar e passar pela curva percebi como passávamos perto dele , ainda mais fazendo a saída da curva com o traçado que usaríamos para o "Anel externo" , o segundo na primeira volta que vim forte foi ver o contagiros chegar à tomada da curva "Um" a 7.200rpm bem mais rápido que chegava quando fazia o circuito completo . Passados os sustos era uma maravilha , pé embaixo o tempo todo , fazia a "Um " cravado e só ia tirar o pé e frear na "Três" uma freada fortíssima , contornada a curva engatava 4ª uns 200m depois e dai para frente pé embaixo de novo , a tomada e contorno da curva "Um " eram rapidíssimos , não sei precisar a velocidade que chegava mais fazer cravado dava um certo friozinho na barriga . Carro bem feito , chassi com um trabalho ótimo do Carlão e motor do sempre competente Chapa ia largar na primeira fila , não lembro a posição , mais pensava , "vou dar um susto neles , vou largar junto e se der ganho esta corrida " Os mais rápidos eram o Mogames com o carro em que havia sido vice campeão da D.3 em 1981 e que estava ganhando todas as corridas , o Laercio com o carro que havia sido campeão da D. 3 no ano anterior nas mãos do Amadeu Campos , Elcio Pelegrini multicampeão da F. Vê , José Antonio Bruno , Amadeu Rodrigues , Marcos de Sordi , Bé , Alvaro Guimarães , José Ferraz alem do Duran , Orlando , Artur da Cruz , Aristides , Sueco , e o amigão João Lindau . No domingo , antes da largada era só nela que me concentrava , pulando bem ia brigar lá na frente . Placa de um minuto , primeira engatada "é hoje" , placa de trinta segundos , motor a 7.000 rpm , farol vermelho , farol verde , o pulo foi perfeito , larguei na frente , a hora que fui engatar segunda ela não entrou , não sei se foi erro meu ou o cambio que nunca tínhamos usado e para não mostrar aos outros que tínhamos uma primeira mais curta eu não havia testado a arrancada suficientemente só sei que cai umas dez posições , não tanto quanto quando largávamos com a "Caixa três" pois estava no embalo , mais outra vez eu tinha de fazer uma corrida de recuperação . Passei a primeira volta já em quinto e na segunda já vinha em quarto perseguindo o Elcio , três ou quatro voltas depois estava embutido nele , só que ele era uma pedreira , estava difícil achar um espaço para ultrapassa-lo , vínhamos os dois de pé no fundo , na curva "Um" via sua luz de freio acender , só que seu carro não perdia velocidade ( depois ele me contou que dava um toque no freio com o pé esquerdo para abaixar a frente do carro ) , na curva "Três" a freada era no gargalo e alem disto nossos motores empurravam igual . Lá na frente o Mogames reinava absoluto , com o Laercio logo atrás mais sem condições de pressiona-lo , nesta altura virávamos cada volta no tempo de 1.04s o que era bem rápido . Lá pela sétima ou oitava volta eu embutido no Elcio chegamos à curva "Um" , cravados a tomamos e a hora que vi seu carro estava de frente com o meu e eu olhando em seus olhos , exageros à parte foi um baita susto , estávamos andando no limite e muito rápido , só lembro de ter tirado o pé e saído pelo lado , graças a DEUS sem toca-lo . Ai estava em terceiro , só que o Mogames e o Laercio tinham ido embora , na próxima volta quando vi eu estava saindo da "Dois" e eles quase na freada da "Três" , tentei andar o mais rápido possível e cheguei a descontar um pouco , mais lá pela décima quinta/sexta volta meus pneus começaram a dar sinais de fadiga e o contagiros já não chegava ao final de "Retão" aos 7500rpm do começo . Assim terminamos , Mogames ,Laercio e eu em terceiro .

Ao final da corrida quando os bandeirinhas vem nos saudar, uma coisa linda de arrepiar. Sai um "maluco" de um bandeirinha da "Um" acena para os dois primeiros e quando passo ele e os outros começam a acenar freneticamente as bandeiras para mim e ele bate no peito me aponta e aplaude. Ainda bem que vinha lento pois as lágrimas teimaram em escorrer e foi assim até o box. Depois ele veio me cumprimentar, não lembro seu nome.

 Ah!!! aquela errada de marcha , não digo que teria vencido , mais teria dado trabalho , lá de cima o Lindau deve estar dizendo " Alicatãooooooooooo "


Isso é apenas um pouco do que vivemos nas pistas.

Eu, Ricardo Mogames e Laércio dos Santos,

NT: A corrida vencida pela dupla Ciro/Tôco foi no circuito completo.
        Virando à 1m04s pelos 3.208m do Anel Externo de Interlagos a média é de 180 km/h.
        Agradeço as fotos a minha sobrinha Gabi.
        Obrigado Mauricio Moraes! Um dia conto para todos por que!  

          Fotos Sydnei.