A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Le Mans 24 Horas 1967

Dan e A.J...o champagne da vitória!
Dan ao volante e A.J comemoram!

Dan ao volante, o ressalto na capota era para sua altura, cerca de 1.90m.
A pole foi do Mark IV de Bruce McLaren/Mark Donohue
 Segundo no grid o Chaparral de Mike Spence/Phill Hill.

GRID

 Ferrari 330 P4 de Willy Mairesse/"Jean Beurlys" terceira colocada.
Esta vai especialmente para meu amigo de tantas décadas Claudinho Carignato.
Porsche 907 LH "coda lunga" de Jo Siffert/Hans Herrmann quinto  colocado.

RESULTADO 

CLASSIFICAÇÃO FINAL POR CATEGORIA

#1 Ford Mk IV  Gurney / Foyt
Prototipos 5000: #21 Ferrari 330 P4 Scarfiotti / Parkes
Prototipos 2000: #41 Porsche 907 LH          Siffert / Herrmann
Prototipos 1600: #45 Alpine A210 Renault            Vinatier / Bianchi
Prototipos 1300: #46 Alpine A210 Renault            Grandsire / Rosinski
Sport 2000: #37 Porsche 906            Elford / Pon
Sport 1300: #64         Abarth 1300 OT         Martin / Mésange
Grand Touring 5000: #28      Ferrari 275 GTB/C      Steinemann / Spoerry
Grand Touring 2000: #42      Porsche 911 S Buchet / Linge

Voltas mais rápidas:

Geral:  #3        Ford Mk IV     Mario Andretti (USA)            3:23.600         238.014 km/h

             #4        Ford Mk IV     Denny Hulme (NZ)     3:23.600         238.014 km/h

POLES POR CATEGORIA

Geral: #2 Ford Mk IV Bruce McLaren (NZ)   3:24.400         237.082 km/h

Prototype 5000: #21 Ferrari 330 P4 Scarfiotti / Parkes     3:28.900
        
Prototype 2000: #41 Porsche 907 LH          Siffert / Herrmann     3:41.600    
    
Prototype 1600: #45 Alpine A210 Renault Vinatier / Bianchi      4:12.200
        
Prototype 1300: #46 Alpine A210 Renault Grandsire / Rosinski 4:15.400
        
Prototype 1150: #53 CD SP66C Peugeot  Guilhaudin / Bertaut 4:27.400
        
Sports 5000: #62  Ford GT40      Salmon / Redman     3:38.700 
       
Sports 2000: #66  Porsche 906   Koch / Poirot 4:00.500
        
Sports 1300: #64  Abarth 1300 OT         Martin / Mésange     no time 
         
Grand Touring +5000: #9 Chevrolet Corvette Sting Ray Bondurant / Guldstrand  3:56.000    


Fontes de pesquisa e algumas fotos






Aos meus amigos Don Ricardo, Fernando, Antonio, Silvio, Oscar, Manuel e tantos outros que participam do Classic Group no Facebook.
Resolvi postar algumas fotos e resultados destas 24 Horas depois de alguns comentários de amigos após o meu post da foto de A.J no capô do Mark IV logo após a vitória, cada um sabia muito bem o que dizer, bom participar de um grupo onde a grande maioria gosta e entende de automobilismo.

Rui Amaral Jr

Dan e Foyt 50 anos depois, valeu Manuel Carvalho

sexta-feira, 19 de julho de 2013

CanAm



1966 começava a série de corridas no Canadá e EUA a Canadian American Challenge Cup, disputada por carros do Grupo 7 da FIA composto de carros esporte bi postos e cilindrada livre. Era realizado nos meses de Setembro, Outubro e Novembro e com grande premiação grandes pilotos e carros que corriam na Europa começaram a participar, alguns desses modelos de pequena cilindrada dificilmente conseguiam acompanhar as Lolas e McLarens todos com motores big bloc americanos .

Em seu primeiro ano foram seis corridas;

Mont-Tremblant vencida por John Surtees
Bridgehampton vencida por Dan Gurney
Mosport vencida por Mark Donohue
Laguna Seca vencida por Phil Hill
Riverside vencida por John Surtees
Las Vegas vencida por John Surtees

John Surtees - Lola T70 MK2 Chevrolet 
Dan Gurney - Lola T70 MK2 Ford Weslake
Mark Donohue - Lola T70 MK2 Chevrolet 
Phil Hill - Chaparral 2E Chevrolet

Sendo Big John campeão da primeira temporada pilotando uma Lola T70 MK2. 

 Laguna Seca
 #96 Lothar Motschenbacher - McLaren Elva Mark II Chevrolet
#10 Chuck Parsons - McLaren Elva Mark II Chevrolet, #98 Parnelli Jones - Lola T70 MK2
Mario Andretti - Lola T70 MK2 Ford
Pedro Rodriguez - Ferrari Dino 206 S da NART 
 George Fejer - Chinook MK1Chevrolet 
 Jerry Hansen - Wolverine LD65 Chevrolet 
  Marius Amyot - McKee MK6 Ford  
Lotus 23B Climax


Para mim sua fase de ouro foi deste primeiro ano até 1974 quando sofreu uma paralisação por dois anos e voltou em 1977 com novo regulamento. Logo mostro mais desses anos de ouro.

terça-feira, 12 de junho de 2012

PERNAS-CURTAS por Henrique Mércio

Paul Richard “Richie” Ginther
Richie na vitória do México

Nascido em 1930 na Califórnia, na infância conheceu alguém de suma importância em sua carreira, o futuro campeão da F1, Phil Hill, que era amigo de seu irmão mais velho. Através de Hill, Ginther teve seus primeiros contatos com as corridas em 1948. Ao terminar os estudos, passou a trabalhar com seu pai na Douglas Aircraft e dividia seu tempo participando de corridas em Laguna Seca ou Riverside. Porém, no começo dos anos cinqüenta, o pequeno californiano teve de largar seu MG, chamado que fora por seu país, para lutar na Guerra da Coréia. Lá aperfeiçoa seus conhecimentos de mecânica, trabalhando com motores de aviões e ao retornar, junta-se ao amigo Phil Hill na famosa Carrera Panamericana, pilotando uma Ferrari 4.1.

Phill Hill e Richie
Richie e Hill na Ferrari 4.1 na Carrera Panamericana.
Richie e a Ferrari 250 Testarossa na Targa Florio 1960.

 Em 1954 retoma a carreira solo, participando de provas com um Austin Healey. Nessa época, torna-se contemporâneo de um jovem piloto que também era muito participativo, um certo James Dean. Os resultados de Richie chamaram a atenção de Johnny von Neumann, chefe de equipe e revendedor da Porsche para a Califórnia, que confia-lhe um desses carros alemães. Mas sua grande chance surge em 1956 quando passa a pilotar Ferraris. Logo, estava conversando com Luigi Chinetti, chefão da NART (North American Racing Team) e representante de Enzo Ferrari nos Estados Unidos. Esse contato abriu as portas para Ginther tanto em provas européias como as 24 Horas de Le Mans, e também em corridas norte-americanas como as 12 Horas de Sebring ou as 24 Horas de Daytona, sempre com a marca do “Cavalinho Rampante”. 

1961, Richie lidera Von Tripps no GP de Monaco, ambos de Ferrari 156 "Shark Nose"

Em 1960, Richie é chamado para correr na F1 pela equipe italiana, apadrinhado tanto quanto o possível por seu amigo Hill. Estréia com uma sexta colocação em Mônaco, pilotando uma Ferrari Dino 246. Participa em mais três corridas em 60, em uma delas o GP da França, com o pouco conhecido Scarab Type 1, mas é com a Ferrari que obtém o seu melhor resultado: uma dobradinha com Phil Hill em Monza/60. Em 61,divide a equipe Ferrari com Wolfgang von Trips, Phil Hill, Olivier Gendebien e os novatos Giancarlo Baghetti e Ricardo Rodriguez. Consegue boas colocações como um segundo lugar em Mônaco e dois terceiros, em Spa e Aintree, no ano em que Hill vence o campeonato mundial. De 62 a 64, correrá pela BRM, fazendo em 63 sua melhor temporada, com 3 segundos lugares (Mônaco, Monza e Watkins Glen) e 2 terceiros (Nurburgring e México), terminando com a terceira posição no Mundial. 

 Oulton Park 1963 Ginther #2 larga na primeira fila ao lado de Grahan Hill #1, Jim Clark #4 e Trevor Taylor ambos de Lotus.
 GP da Holanda, Zanvoort 1965, #10 Grahan Hill BRM P261, Jim Clark #6 Lotus 33, Richie Guinther #22 Honda P261, John Surtees #2 Ferrari 158, Dan Gurney #16 Brabham BT11 e Mike Spence #8 Lotus 25.
 Honda RA272.
GP do Máxico 1965 Richie e a Honda RA272 largam para vitória.

Em 65, vai para a Honda com a missão de acertar o modelo RA272 (motor 1.5 litro, 270 cavalos à 12.000 rotações). Apesar da experiência de Ginther, o carro era de difícil acerto e a vitória só veio na última prova do ano, no México, graças ao ar rarefeito da pista de Magdalena (2.245 metros de altitude). Não só é a primeira vitória de Richie na categoria, mas também da Honda e dos pneus Goodyear. Em 66, enquanto espera que o novo motor Honda de 3 litrosfique pronto, atua como consultor do filme “Grand Prix”, de John Frankenheimer, que retrata o mundo das pistas, onde também faz uma ponta. Participa de três corridas com a equipe japonesa sem resultados de relevo e no ano seguinte, une-se a Dan Gurney no projeto do Eagle-Weslake, mas decide abandonar as pistas após um acidente nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis. Daí para frente, o “aposentado” Richie tornou-se um cigano, rodando pelos desertos californianos em seu “Trailer”. Em 1989 está passando uns tempos no sul da França quando um sofre um ataque cardíaco. Tinha 59 anos.

Henrique Mércio - Caranguejo

Richie Ginther e a Eagle Weslake 1967.






terça-feira, 1 de novembro de 2011

ANTOLOGICAS

Dan Gurney e Jimmy Clark dois botas!

De Dan Jimmy confessou a seu pai "é o único que pode me derrotar" e após o acidente que vitimou o escocês Dan disse "se ele morreu o que será de nós?"

segunda-feira, 9 de maio de 2011

PERNAS-CURTAS por Henrique Mércio

Paul Richard “Richie” Ginther

Phill Hill e Richie Ginther.

Nascido em 1930 na Califórnia, na infância conheceu alguém de suma importância em sua carreira, o futuro campeão da F1, Phil Hill, que era amigo de seu irmão mais velho. Através de Hill, Ginther teve seus primeiros contatos com as corridas em 1948. Ao terminar os estudos, passou a trabalhar com seu pai na Douglas Aircraft e dividia seu tempo participando de corridas em Laguna Seca ou Riverside. Porém, no começo dos anos cinqüenta, o pequeno californiano teve de largar seu MG, chamado que fora por seu país, para lutar na Guerra da Coréia. Lá aperfeiçoa seus conhecimentos de mecânica, trabalhando com motores de aviões e ao retornar, junta-se ao amigo Phil Hill na famosa Carrera Panamericana, pilotando uma Ferrari 4.1.

Richie e Hill na Ferrari 4.1 na Carrera Panamericana.
Richie e a Ferrari 250 Testarossa na Targa Florio 1960.

 Em 1954 retoma a carreira solo, participando de provas com um Austin Healey. Nessa época, torna-se contemporâneo de um jovem piloto que também era muito participativo, um certo James Dean. Os resultados de Richie chamaram a atenção de Johnny von Neumann, chefe de equipe e revendedor da Porsche para a Califórnia, que confia-lhe um desses carros alemães. Mas sua grande chance surge em 1956 quando passa a pilotar Ferraris. Logo, estava conversando com Luigi Chinetti, chefão da NART (North American Racing Team) e representante de Enzo Ferrari nos Estados Unidos. Esse contato abriu as portas para Ginther tanto em provas européias como as 24 Horas de Le Mans, e também em corridas norte-americanas como as 12 Horas de Sebring ou as 24 Horas de Daytona, sempre com a marca do “Cavalinho Rampante”. 

1961, Richie lidera Von Tripps no GP de Monaco, ambos de Ferrari 156 "Shark Nose".


Em 1960, Richie é chamado para correr na F1 pela equipe italiana, apadrinhado tanto quanto o possível por seu amigo Hill. Estréia com uma sexta colocação em Mônaco, pilotando uma Ferrari Dino 246. Participa em mais três corridas em 60, em uma delas o GP da França, com o pouco conhecido Scarab Type 1, mas é com a Ferrari que obtém o seu melhor resultado: uma dobradinha com Phil Hill em Monza/60. Em 61,divide a equipe Ferrari com Wolfgang von Trips, Phil Hill, Olivier Gendebien e os novatos Giancarlo Baghetti e Ricardo Rodriguez. Consegue boas colocações como um segundo lugar em Mônaco e dois terceiros, em Spa e Aintree, no ano em que Hill vence o campeonato mundial. De 62 a 64, correrá pela BRM, fazendo em 63 sua melhor temporada, com 3 segundos lugares (Mônaco, Monza e Watkins Glen) e 2 terceiros (Nurburgring e México), terminando com a terceira posição no Mundial. 

Oulton Park 1963 Ginther #2 larga na primeira fila ao lado de Grahan Hill #1, Jim Clark #4 e Trevor Taylor ambos de Lotus.
 Honda RA272.
 GP da Holanda, Zanvoort 1965, #10 Grahan Hill BRM P261, Jim Clark #6 Lotus 33, Richie Guinther #22 Honda P261, John Surtees #2 Ferrari 158, Dan Gurney #16 Brabham BT11 e Mike Spence #8 Lotus 25.

   GP do Máxico 1965 Richie e a Honda RA272 largam para vitória.
Comemorando a vitória no México 1965.

Em 65, vai para a Honda com a missão de acertar o modelo RA272 (motor 1.5 litro, 270 cavalos à 12.000 rotações). Apesar da experiência de Ginther, o carro era de difícil acerto e a vitória só veio na última prova do ano, no México, graças ao ar rarefeito da pista de Magdalena (2.245 metros de altitude). Não só é a primeira vitória de Richie na categoria, mas também da Honda e dos pneus Goodyear. Em 66, enquanto espera que o novo motor Honda de 3 litrosfique pronto, atua como consultor do filme “Grand Prix”, de John Frankenheimer, que retrata o mundo das pistas, onde também faz uma ponta. Participa de três corridas com a equipe japonesa sem resultados de relevo e no ano seguinte, une-se a Dan Gurney no projeto do Eagle-Weslake, mas decide abandonar as pistas após um acidente nos treinos para as 500 Milhas de Indianápolis. Daí para frente, o “aposentado” Richie tornou-se um cigano, rodando pelos desertos californianos em seu “Trailer”. Em 1989 está passando uns tempos no sul da França quando um sofre um ataque cardíaco. Tinha 59 anos.

Henrique Mércio

Richie Ginther e a Eagle Weslake 1967.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Dan Gurney

Dan na Maserati Birdcage da Equipe Camoradi vitória nos 1.000 KM de Nurburgring de 1960 que correu em dupla com Stirling Moss.
Pilotando uma MacLarem F I , foi um dos primeiros pilotos a usar o capacete integral, um Bell Star.

Certa vez Jimmy Clark disse a seu pai “Dan é o único piloto tão rápido quanto eu” li esta frase muitos anos atrás, talvez quando ela foi divulgada, e nunca saiu de meu pensamento. As vezes brinco com o Caranguejo sobre ela pois ele e eu achamos difícil que naquele começo dos anos 60 fosse impossível alguém ser tão rápido quanto o Escocês Voador e depois também.
O certo é que Dan foi um grande piloto, venceu muitas corridas com os mais variados carros, foi e ainda é muito respeitado no mundo automobilístico.

Dan e Jimmy.

Venceu sete vezes na Formula Um, quatro corridas validas pelo mundial e três extra campeonato. 
Pelo mundial a primeira foi no GP da França em Rouen no ano 1962 pilotando um Porsche da equipe oficial de fabrica, na tentativa da marca alemã de entrar na Formula Um com um projeto totalmente desenvolvido por ela. A segunda e terceira vitórias viriam no ano de 1964 pilotando um Brabham e foram nos Gps do México e França em Rouen.

A vitória em Spa 1967 com o Eagle-Weslake.

E a quarta e mais importante para ele foi pilotando um carro construído por ele, o Eagle, empurrado por um motor também desenvolvido por ele o Weslake em Spa na Bélgica.
As corridas extra campeonato foram em 1960 o Ballarat Victória na Austrália com BRM. O GP de Solitude na Alemanha em 1962 pilotando um Porsche e por fim a Corrida dos Campeões disputada em Brands Hacth na Inglaterra no ano de 1967 pilotando sua criação o EagleWeslake. Na época a corrida dos campeões apesar de ser extra campeonato era talvez a mais badalada e disputada da temporada.
Venceu cinco corridas na Nascar e sete na Indy, três na CanAm fora outras em categorias diferentes.
Com os carros esporte entre os Protótipos e Gts venceu dez corridas com carros tão diferentes quanto os Shelby-Cobra e a Maserati Birdcage.
Dono de equipe que nestes longos anos venceu centenas de corridas, Dan é certamente um nome de respeito a ser lembrado e reverenciado. 
      
Aqui ele pilota o Mark IV na vitória em Le Mans 1967 em dupla com A.J. Foyt, o ressalto sobre a cabeça do piloto foi feito pois Dan é muito alto, vejam no post de Foyt a diferença entre eles pilotando o mesmo carro.
Com o Porsche Formula Um foram duas vitórias, em Rouan na França válida para o mundial de F I e Solitude na Alemanha, ambas em 1962.
Na CanAm pilotando uma Lola.
Nos EUA com um Eagle.
Na Inglaterra vencendo de Galaxie em Oulton Park.
Revista Autosporte Abril de 1963.
Com sua criação o Eagle-Weslake.