A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach
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quarta-feira, 22 de março de 2017

Conta Chico...F Junior

Seu Chico, com as mãos no bolso Ettore Beppe, atrás dele Eugeninho Martins e de boné Cacau mecânico por longos anos de "seu" Chico. 
  Nesta foto Ettore e Cacau conversam com "seu" Chico, atrás do carro com a gola levantada Toni Bianco e de costas acreditamos que Christian "Bino" Heins.

HISTÓRIA  &  FATOS

       MANUEL de TEFFE ///' CHICO LANDI  , TONI BIANCO , EUGENIO MARTINS ///  O PORQUÊ ///
       PRIMEIROS PASSOS de PILOTAGEM /// GINETTA JUNIOR  INGLATERRA 2010 ///
       CAMPEONATOS ///  VOLKSWAGEN. SUPER V /// PLURIMARCAS /// MONOMARCAS ///
       NASCE UM PARQUE INDUSTRIAL de COMPETIÇÃO ///  FABRICANTES de MOTORES  1 LITRO

                                          FÓRMULA JUNIOR no BRASIL  ----  ANOS  60 .

                        Segundo PAULO SCALI, escritor e historiador do automobilismo brasileiro, MANUEL de TEFFE foi quem convenceu CHICO LANDI ,TÔNI BIANCO e EUGENIO MARTINS  a fazerem o FORMULA JUNIOR  LANDI/BIANCO e lançar a categoria para fomentar o nascimento de uma nova geração de pilotos, pois nesta época  não eram muitos que tinham condições de possuírem uma FERRARI ou uma MASERATI e muito mais  de manter esses autos em condições de competir .

                         A categoria já existia há época na EUROPA. Regida pela FIA, aceitava qualquer motor de produção de até  1.1 litro. Portanto teríamos teoricamente quase as mesmas condições técnicas do velho continente, pois por aqui tínhamos a VEMAG com seu motor DKW de três cilindros de 1 litro e a WILLYS OVERLAND com o motor RENAULT GORDINI  da mesma cilindrada .

                          Entusiasmado com a idéia de MANUEL de TEFFE, " SEU " CHICO e TÔNI BIANCO fizeram três monopostos com motor RENAULT GORDINI, sendo  um para a EQUIPE WILLYS  para CHRISTIAN HEINS, outro para OCTAVIANO CURY é um terceiro para ANTONIO CARLOS SCAVONE.  O quarto carro BIRD CLEMENTE comprou, este com motor DKW que depois passou para a EQUIPE VEMAG, em que MARINHO e BIRD iam pilotá-lo. Ainda tinha um outro fórmula de JEAN BEGEROUT, sendo que este não tenho a certeza que fosse um LANDI  ou o próprio BEGEROUT o tivesse fabricado, pois sua aerodinâmica era diferenciada . Como JEAN era piloto de aviação, pode ser que tenha modificado sua carroceria, não sei...!!!!!! Além destes autos, LANDI  fez mais dois sendo um com motor ALFA ROMEO e o outro com motor SIMCA. Estes dois carros corriam na categoria MECANICA CONTINENTAL. Iriam pilotá-los o próprio "" SEU"" CHICO  e CELSO LARA BARBERIS e com o motor SIMCA , JAYME SILVA. No auto de SCAVONE, após ele ter um acidente no circuito de ARARAQUARA  em uma berlinetta INTERLAGOS passou este para as mãos de LUÍZ PEREIRA BUENO  já em ARARAQUARA mesmo e depois nos 500 QUILOMETROS de INTERLAGOS em que eu próprio iria fazer parceria com LUIZ. Mais tarde LUDOVINO PEREZ fez também algumas corridas com esse carro. Com o passamento de BINO HEINS nas 24 HORAS de LE MANS, WILSON FITTIPALDI passou a pilotar o monoposto da EQUIPE WILLYS .


                                  OS PORQUÊS da F. JUNIOR NÃO TER IDO PARA A FRENTE

                       Realmente uma pena, pois tinha tudo para dar certo. Houve a bem da verdade uma grande pressão dos pilotos da MECANICA CONTINENTAL, que eram em sua maioria os carros chamados de """" baratinhas """ com motores adaptados. Está claro que os F. JUNIORS com suspensões mais modernas, autos mais leves e ágeis estavam incomodando e não pouco...!!!!! Os cartolas, por sua parte, não souberam  fazer corridas específicas para esta categoria. Se o tivessem feito com certeza que o rumo teria sido outro pois mais pilotos começavam a ficar interessados. Mas largando todos juntos ficava difícil. Está claro que os próprios carros LANDI  ainda tinham muito campo para se desenvolverem, mas mesmo como se encontravam eram uma """" pedra no sapato """ da CONTINENTAL. Além dessa pressão houve o acidente  com o CELSO LARA BARBERIS. A bem da verdade uma disputa de pista que acabou muito mal. Talvez aí "" SEU """ CHICO  tenha se desanimado em continuar com o projeto acrescido com a pressão  da categoria CONTINENTAL  e com a falta de visão dos cartolas da época seu final estava declarado .......!!!!!!!!  Vejam bem , alguns anos mais tarde foi lançada a FORMULA V, com motores VOLKSWAGEN  1.2 e posteriormente 1.3 . Sem duvida carros bem menos competitivos dos que os  F. JUNIORS. Em um comparativo pelo anel externo de INTERLAGOS, enquanto  um F. V virava em 1'30"/1'28" os JUNIORS  anos antes com motor GORDINI 1.0 andavam em 1'16"/1'17" e os da VEMAG próximo a 1' 10" .......!!!!!!!



Ludovino Perez larga para os 500 KM de Interlagos de 1965. Com motor Gordini de 1.000cc larga à frente de vários Mecânica Continental para chegar no oitavo lugar.
O Willys-Gávea, Formula 3 com motor de 1.100cc   


                               PRIMEIROS PASSOS PARA SABER da ARTE de PILOTAR
                                                 UM CARRO de CORRIDA

            A receita tem que passar necessariamente por motores de pouca potência, pneus STREET de perfil alto, sem apêndices aerodinâmicos, mas com o mesmo peso potência de um KART para os dias de hoje.  Nos anos 60 isso se traduzia nos autos RENAULT GORDINI de 850 CC com """" 40HP de EMOCAO """"" segundo a propaganda """, como se dizia à época ......!!!!!!!  Se você andasse muito  forte o motor  """"" caia no chão """", pois não se tinha potência suficiente para te tirar da """ entortada"""", anda-se que nem uma """" pata choca"""", não ia virar tempo então andava- se naquele limite tênue para se virar um ótimo tempo. Dai nasceram LUIZ PEREIRA BUENO, CARLOS PACE, CAROL FIGUEIREDO e todos da EQUIPE WILLYS dispensando apresentações. Confrontando essa escola de pouca potência, pneus finos e autos difíceis de se  pilotar adequadamente com a outra de grande potência, tenho um episódio a demonstrar acontecido à época na EQUIPE  WILLYS:

                                  1500 QUILOMETROS de INTERLAGOS, o auto era uma CARRETERA GORDINI, motor de 1.0 litro traseiro mas colocado entre os eixos com um câmbio COLOTTI. GRECCO convidou um piloto acostumado com as carreteiras com motores CHEVROLET CORVETTE. CARLOS PACE e eu nunca havíamos pilotado essa CARRETERA GORDINI. Nos mandaram para que chegássemos a INTERLAGOS no final da tarde. O piloto convidado, treinou praticamente o dia inteiro, virando em sua melhor volta em 4'26". Quando chegamos GRECCO pediu para eu ser o primeiro a sair para experimentar o carro. Na minha segunda volta virei em 4' 18" 5"' e MOCO  também em sua segunda volta baixou esse meu tempo para 4' 17" 6"'. O piloto convidado , ficou tão desesperado que na sua última saída piorou o seu próprio tempo , virando em 4' 28" e alguns quebrados ......!!!!!! Isto foi um fato inconteste, sobre uma escola em relação à outra...!!!

                                       OUTRO FATO ESTE RECENTE...:
                                       CATEGORIAS GINETTA JUNIOR
                 INGLATERRA/2010 - GINETTA G 40/GINETTA CARS FACTORY
 A bela briga das Ginetta
Marcos Lameirão e a G40 projetada por ele. 

             O GINETTA G 40 é um carro GT com um motor FORD de 4 cilindros de 180 CVs. A fábrica, resolveu reescalonar esse mesmo auto para uma categoria de jovens de 13/14  anos recém saídos do KART. Sua potência foi reduzida para 100 CVs por meio de uma flange na admissão, pneus STREET finos, sem apêndices aerodinâmicos, a meu ver esse GINETTA é uma reencarnação dos RENAULT GORDINIs da nossa  época, no quesito de pilotagem. O resultado está sendo fantástico, nascendo ótimos pilotos dessa GINETTA JUNIOR. Saindo depois para outras categorias como a LE MANS SERIE, a FÓRMULA 3, em que até a McLAREN TEAM de FORMULA 1 assinou um contrato para bancar a carreira de um jovem nascido e saído dessa categoria, LAUDO NORRIS. Como veem , bateu no que venho dizendo a alguns anos ......!!!!!! Aqui no BRASIL , me dizem que os pais dos pilotos , falam que se o auto não tiver pneus largos e aerofolios , seus filhos não vão andar , pois isso """" não 'é um carro de corrida""""....!!!!!!!!! Acontece que 99,99 % dos pais , não entendem nada sobre esse assunto .

                                                      CAMPEONATOS
                                                                   
                     Os REGIONAIS devem ser fortes, esse é o rumo a ser  seguido. O item viagens em terras tupiniquins, quebra qualquer orçamento. O BRASILEIRO, poderia ser igual ao que o KART já faz, em sorteando uma pista, em um final de semana se realiza o campeonato. Sem mais! Com isso, muitos mais pilotos correrão durante o ano, sem dúvida alguma. A escolha dos cinco melhores pilotos por temporada é extremamente importante. Desses cinco alguns poderão ter mais sorte do que outros em sua carreira mas assim é a vida . Não é bom se apostar em um único piloto, aí é deveras arriscado no meu modo de entender ......!!!!!!


                                                      VOLKSWAGEN  SUPER V
Chico vencendo com o Polar construído por Ricardo e com o bico feito por Toni Bianco.


                           Quando ao chamado para uma primeira reunião da VOLKSWAGEN do BRASIL no começo de 1973 na ALA-ZERO, praticamente todo o pessoal do metier de corrida estava presente  e curiosos estávamos, pois nunca esta grande fábrica havia se pronunciado a favor do automobilismo de competição. Extremamente organizados, sob a batuta de seu presidente SAUER, seu diretor FLAUMER e seus assistentes OTTO KUTNER e STEFANO CAMPHILIA nos apresentaram um regulamento igual ao do campeonato EUROPEU da categoria VOLKSWAGEN SUPER V, em que até já tinham uma data para a primeira corrida, que seria realizada ao justo de um ano.  O regulamento era bem simples: CILINDRADA de até 1600 CC, com dois carburadores de duplo corpo de 40 mm. CHASSIS de concepção livre como também sua procedência  também, mas fabricado no BRASIL. Em um primeiro momento se importou um ASTRO- KAIMAN, que detinha em seu cartão de visitas oito campeonatos EUROPEUS ganhos. Nessa mesma reunião o piloto RICARDO ACHCAR anunciou que iria desenhar e fabricar um seu monoposto, o POLAR. Seus três primeiros fregueses foram BIJU RANGEL, NELSON PIKET ( à época com K mesmo ) e...eu. Seguindo RICARDO, os irmãos FERREIRINHA, HERCULANO e ANTONIO seguiram a mesma linha com um projeto nacional, o HEVE.


                                              NASCE um PARQUE INDUSTRIAL de COMPETIÇÃO

                  A base de um automobilismo saudável , 'é ter um parque industrial forte , com o maior número de empresas atuando no setor . """" VÍDE""" como sempre a INGLATERRA , grande referência mundial deste parque , em que a alguns anos atrás , 5 % de seu PIB era provenientes do automobilismo de competição .......!!!!!!!! Com uma mentalidade extremamente aberta, a VOLKSWAGEN do BRASIL fez questão que na parte de chassis houvesse o maior número de fabricantes possível , igual aos modos europeus, pois com isso haveria mais empregos com mais pessoas voltadas e concentradas para o mesmo prisma , a competição , o que refletia além do trabalho , em um aprimoramento de componentes para a própria fábrica , além de um marketing  tecnológico /// esportivo natural . Chegou- se a ter em certo momento , motores com preparação BR de até 150 CVs. Os números da SUPER  V como categoria , 'a data de 1974 em diante , foram deveras  muito fortes . Começando em sua primeira corrida com oito autos , com dois anos de existência , teve- se grids de 44 carros . A uma média de 8 pessoas a trabalhar diretamente em cada equipe , chega- se a 360 empregos em que contando com seus dependentes chegará- se a quase 1500 pessoas . Sem contar as pequenas firmas de componentes como tanques de óleo , escapamentos  uma infinidade de peças .....!!!!!! Somente a POLAR chegou a fabricar 88  SUPER Vs . Dos fabricantes dos autos , a ASTRO KAIMAN  foi a primeira a se apresentar para quase em sequência a POLAR , a HEVE , o AVALLONE este com um projeto inglês o SUPER NOVA. Destacadamente a POLAR de RICARDO ACHCAR dominou a categoria com um projeto  completamente BR, vencendo os campeonatos de 74/75/76/77/78, tanto PAULISTA como BRASILEIRO. Foi sem dúvida alguma a época de ouro do automobilismo  tupiniquim, pouco valorizado pela imprensa dita especializada.....!!!!!! Simplesmente batemos o AUSTRO-KAIMMAN  que detinha oito campeonatos europeus  ganhos, que pilotos famosos como NIKI LAUDA e KEKE ROSBERG pilotaram. Época em que se punha a """" cara para bater"""" em que ninguém  se """ escondia”””  protegido de sua “””MONOMARCA"""". Em todas estas atuais, quem pode garantir que seus carros são bons ou mesmo razoáveis, se estes não tem a concorrência de outras idéias...?????? Entramos com isso em uma estagnação técnica atroz. Há, diga se, mas a PLURIMARCAS encarece. Grande erro em se afirmar isso, pois basta saber-se fazer um regulamento simples mas inteligente, com medidas MINIMAS & MAXIMAS em que os fabricantes terão uma ou no máximo duas """ janelas """" de desenvolvimento por ano e com um preço máximo estipulado por cada """ janela"""

                                           PARQUE INDUSTRIAL  BRASILEIRO de MOTORES de 1 LITRO                                                      
                                           

                    FIAT /// FORD /// VOLKSWAGEN /// CHEVROLET /// RENAULT /// HINDAY

                               KIA /// NISSAN /// SMART /// HAFFEI /// CHERY



O Formula Junior que Chico projetou e constrói em sua oficina, o começo da nova categoria. 


                Imaginem os amigos, uma FORMULA JUNIOR com todos esses motores, que """ propaganda """ não se faria...??????  E que bela categoria, hein...?????




                                                  RUI, grande abraço e obrigado pela oportunidade, desculpe pelo papiro...!!!!!!!!!!

Abraço amigo a todos, Chico Lameirão.



                                                             ________________________________________

Caro Chico, você bem sabe que a casa aqui é sua, o "papiro" que não é tão extenso, mostra bem sua ideia e principalmente sua vontade de fazer nosso automobilismos outra vez competitivo.
Peço aos amigos que considerem algum erro que cometi na transcrição do texto e aproveito para mandar meu abração para tantos amigos aqui citados, Ricardo, Bird, Biju Rangel e tantos outros e a você Chico.

Rui Amaral Jr

NT: Já que outra vez me intrometi no texto do Chico não poderia deixar de citar aqui outro amigo que batalha muito para trazer novamente as disputas às nossas pista, um abração Zullino.   

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Festança em Interlagos...

 Ferreirinha e Chico preparando a super máquina. 
Caíto e Rodrigo
Wagner e Chico concentrados

Neste final de semana a festa foi completa, Interlagos com muitos amigos, amanhã conto mais e mostro as fotos. 
Hoje dois fatos históricos, o Chico contando das voltas voadoras e do carro "preparado" pelo Ferreirinha e levando de contra peso Wagner Gonzalez, isto no raid de nosso amigo Jan Balder e Rui Carloviche. E a volta do super preparador dos Opalas da D3 Caíto Telles que com seu filho Rodrigo prepararam um Old Stock.

Enquanto isto Ricardo Achcar e Biju Rangel passeavam pela praia de Ipanema bebendo água de côco...fizeram falta os dois! Liga Wagner...você sumiu!!!!!!!

Aos amigos meu forte abraço e à você Guaraná nosso carinho.

Rui Amaral Jr 

Conta Chico

.........  , da dupla de PORTUCALE  & TERRAS ESPINHENSES & ALGARVIAS a trabalhaire  em uma possantisimo  motoire  VOLKSWAGEN 1.3 , mui bem preparado pelo EXMO SR DOTOIRE  OCTÁVIO FERREIRINHA , para o RALLYE de REGULARIDADE de JAN BALDER , em que por suas mãos , esse espectacular auto baixou 14 segundos de seu tempo anterior , conduzido sempre pelo piloto de outras épocas , CHICO LAMEIRÃO , em tendo como testemunha o jornalista WAGNER GONZALES , em que este por sua vez fez ótimo trabalho de """"" proeiro """" , fazendo um contrapeso  na medida justa e necessária  em curvas mais acentuadas  deste sinuoso circuito de INTERLAGOS .........!!!!!!!!L

               Após essas velocidades estonteantes desta maquina infernal, gostaria mui de saber do dito jornalista, se sua saúde continua intacta, pois ao chegar aos BOXES , ele se dirigiu de imediato  ao atendimento médico /// hospitalar do AUTODROMO de INTERLAGOS 


                                                            Abraco amigo a todos , e que tenham um ótimo NATAL e um melhor possível ano de 2017 .........!!!!!!!!!!

                                                                     PS : hoje , realmente foi deveras interessante e obrigado WAGNER , pelo contrapeso , pois motor """" rabeta """" sempre 'e um motor """rabeta """""........!!!!!!!!!! VALEU .........!!!!!!!!


Abraço Chico Lameirão

    

sexta-feira, 6 de março de 2015

Conta Chico...

........, pois é amigo RUI , obrigado pelos resumos e pelas fotos, o que me fez a memória voltar algum """ tempinho """ atrás ...!!!!!!!!! em que a foto do SUPER V vermelho No I da EQUIPE MOTORADIO foi do ano de 1976 e esta foi minha ultima vitória de minha carreira.....!!!!!!!, em cima do piloto FERNANDO JORGE que tinha um SUPER MOTOR do EXMO SR. DR.EMBAIXADOR de PORTUCALE, ANTÔNIO OCTÁVIO FERREIRINHA ........ ,esse engenho era uma """ bestia""""....... Estava a chover e eu estava chegando no FERNANDO JORGE, mas reparei que em saídas de curva ele me abria uma barbaridade, pois além do motor ser mui bom ele também estava andando como se deva andar, mas aos poucos como disse, eu estava chegando e pensando ao mesmo tempo como faria quando o ultrapassa-se pois sem duvida alguma ele na minha traseira iria saber o """" caminho das pedras""""e aí com aquele motor não ia dar para segura-lo......!!!!!! aí em determinado momento eu consegui passá-lo na FERRADURA e a partir desse momento eu comecei a fazer o traçado todo ERRADO, mas evidentemente já me precavendo das reações de meu POLAR com essa minha afoiteza, mas ainda bem que todo esse esquema se mostrou eficaz, pois chegando ' a curva do SARGENTO, o FERNANDO JORGE que vinha me """ copiando"""", saiu da pista pegando o GUARD RAIL ........, após ao termino da corrida, ele chegou para mim e muito educadamente me perguntou: """" o SR (((( eu já tinha bastantes cabelos brancos)))) anda sempre assim na chuva ?????, no que lhe respondi , """" sim, em todas as voltas """""....!!!!!!! O EXMO SR. DR. EMBAIXADOR de PORTUCALE ANTÔNIO OCTÁVIO FERREIRINHA sempre fala que eu dei uma fechada no auto de FERNANDO, o que a bem da verdade não é verdadeiro.........Outra coisa curiosa sobre a aerodinâmica desse POLAR é que se vc fizer uma comparação de seu bico com o dos outros carros da marca, irá notar que este é diferente........, acontece que eu fiz um croqui e pedi para meu amigo TONY BIANCO me fazer essa """ trompa""" , o que sem duvida me ajudou muito nesse dia da minha ultima vitória ........!!!!!!!!!!!!!!!

Abraço amigo de CHICO LAMEIRÃO




Piquet, Fernando Jorge e Guaraná.
 Maurício Chulan
 Moura Brito




domingo, 28 de dezembro de 2014

Benjamim Rangel

Largada dos 500 KM de Interlagos 

Pois bem, vou contar para vocês...converso quase todo dia com o Biju, falamos sobre tudo, família, negócios, politica e automobilismo e aí quando peço para ele escrever alguma coisa para nós ele se faz de desentendido, diz que não lembra muito e embroma!
Aqui algumas fotos dele na Divisão 4, com o Puma, Polar, Heve e na Super Vê. Agora mesmo o Caranguejo está escrevendo sobre a decisão do titulo de 1975 da Super Vê e certamente vai cita-lo e ele nada de contar coisa alguma para nós, um dia me vingo!

Um abração meus amigos Biju, Caranguejo e a todos  que sempre estão aqui.

Rui Amaral Jr

Fazendo o "V" da vitória enquanto os outros trabalham!
 O Polar da Divisão 4 sendo construído,  obra de Ricardo Achcar e Ronald Rossi. 





A equipe Gledson de Super Vê.

Dois amigões nossos, duas grandes figuras, Ricardo Achcar e Antonio Ferreirinha. 

sábado, 23 de agosto de 2014

HEVE Divisão 4

 Benjamin "Biju" Rangel no HEVE VW 2 litros da Divisão 4
.
De costas Herculano.

A Divisão 4 foi uma categoria maravilhosa e os irmãos Ferreirinha, Herculano e Antonio, fizeram alguns dos mais bem sucedidos carros dela, nas fotos do Rogério o carro de Biju em Interlagos. 
Breve pretendo escrever mais sobre a categoria e a saga dos irmãos Ferreirinha, Herculano que conheci na década de 1970 e que já nos deixou e Antonio que com a Graça de Deus continua firme e forte!

Ao Antonio e Biju, com minha amizade um forte abraço!


Rui Amaral Jr   

FOTOS

Obrigado Rogério um abraço!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

1.000 KM BOAC - Brands Hacth 1970

Amanhã um longo texto do Ricardo Achcar, onde ele conta uma corrida sua em que o grande Antonio Ferreirinha teve uma participação marcante. Fui provoca-lo e coloquei uma foto do post em seu Face, e ele me pede para contar mais...nada disso Ferreirinha só amanhã!
Aproveitei e peguei de seu perfil essa maravilhosa foto..à tempo, ele estava lá!

Um forte abraço Ferreirinha. 

Na frente o Porsche 917K #11 de Vic Elford e Dennys Hulme seguido pelo #10 de Pedro Rodriguez e Leo Kinnunen.

Escrevi dias atrás sobre essa corrida.
BOAC 1.000
link 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Conta Ricardo...

Torneio BUA de Formula Ford 1970
Eu participei da primeira prova  ocorrida no Rio de Janeiro.

Vou te narrar por enquanto somente este trecho dessa epopeia
. O Antonio -Ferreirinha- estava junto.


No sábado de classificação encontramos um parafuso cravado num pistão depois que ficou impossível fazer o motor rodar regularmente. A LOLA só tinha me mandado 1 motor. O Emerson tinha 5 motores Hollbay na equipe Lotus e todos mais no mínimo 3 a 4 motores. A LOLA havia resolvido inscrever o carro DEPOIS, ela veio no transporte aéreo fretado do grupo que organizou o torneio BUA, mas veio desmontado. Eu e Antonio montamos o carro e depois a LOLA mandou um mecânico de lá para acompanhar o assunto. Foi a partir daí que nos fodemos por completo.
No sábado de classificação, como o meu motor estava impedido de rodar até o Antonio reparar para o dia seguinte eu fui ao Amadeo Girão -diretor de prova- e propus a pedido do Norman Casari que eu acertasse o carro dele que estava rodando 1:35. Propusemos igualmente que eu me classificaria com o carro do Norma Casari. Girão concordou e eu em meia dúzia de voltas coloquei o carro rodando na minha mão 1:30/6. O Norman montou na máquina e rodou 1:32 ficando se não me engano em 5º na largada da primeira bateria (eram duas baterias) feliz da vida....
Diante deste resultado o Emerson e o Luiz Bueno foram reclamar com o Girão e ganharam causa. Eu tive que largar em último lugar. Cheguei no entanto em 12º na primeira bateria.


Largada #1 Emrson e #11 Luizinho




 Emerson e Ricardo

 Ricardo e Emerson, Antonio Ferreirinha acena...
Ricardo abre um boqueirão de Emerson...

Na segunda bateria eu passei o Emerson que liderava a prova na 9º volta, abri um retão dele, quebrei o recorde da pista em 1:27.0 durante sete voltas consecutivas até chegar a essa marca que ficou como o recorde do Autódromo do Rio de Janeiro, pista inicial.

Na 18º volta acabou a gasolina...

Ricardo Achcar

NT: Voltando ao boxe comigo Marcos Sacoman estava se roendo do fato quando percebeu que era apenas a gasolina que não "haviam" completado depois da primeira bateria ou completaram de menos.

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Ilusão
" E de novo acredito que nada do que é
importante se perde verdadeiramente.
Apenas nos iludimos, julgando ser dono das 
coisas, dos instantes e dos outros.
Comigo caminham todos os amores que amei,
todos os amigos que se afastaram,
todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão 
de que tudo podia ser meu para sempre."

( Miguel Sousa Tavares- escritor português)



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Este texto em que Ricardo conta parte de sua história no Torneio BUA de Formula Ford, disputado no Brasil em Fevereiro de 1970, faz parte de uma intensa troca de e-mails e conversas entre nós. É apenas um pedaço, um pequeno pedaço, de uma grande história que logo vamos mostrar à vocês.
Tomo a liberdade de oferecer este post à duas grandes figuras, simplesmente dois amigos, o Antonio -Ferreirinha- e ao Marcos -Sacoman- que nos deixou à pouco.

Rui Amaral Jr   

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sábado, 27 de abril de 2013

Conta Ricardo...

Vitória de Ricardo em Malory Park, Luiz Pereira Bueno, Chris Steel, Ricardo e na ponta Antonio Ferreirinha.

"Quando eu fui correr na Inglaterra eu fui sob risco de não poder fazer nada não fosse a ajuda leal, insistente, cooperativa de todos os ingleses envolvidos na questão de cabo a rabo. Foi um comando, um esforço em comando característico do espírito inglês. Barley tinha um cunhado que era diretor de competições da Burmah-Castrol na Inglaterra e estava convicto que eu seria um piloto de carreira, portanto apostava ser possivelmente seu team manager. Joakim Bonnier, piloto sueco respeitado na Europa, era o presidente da Associação de Pilotos de Fórmula 1 (GPDA) e era representante oficial da LOLA para toda a Europa. 
Ricardo e Jo Bonnier
Bonnier era um intermediário internacional da F-1. Quando se deu conta, informado pelo Real Automóvel Clube da Inglaterra (RAC), que uma carteira internacional havia sido concedida a um brasileiro sob bandeira do RAC, ele se interessou muito porque desejava ver o Brasil retornar e receber pilotos e provas internacionais. Como ia competir no International Tourist Trophy em Oulton Park na Inglaterra, a mais tradicional competição de esporte protótipos da época, solicitou ao RAC que estendesse um convite para eu correr na prova de apresentação que seria de Fórmula-Ford. Ali então, além de me auxiliar a reconhecer a pista rodando três voltas comigo num esporte protótipo, pode avaliar rapidamente o meu grau de pilotagem e me convidou para visitar a Lola (o que aconteceu ao meu retorno com o Luiz Pereira Bueno em Dezembro de 1968 para o teste com o Stirling Moss. 
 Peter Arundell era o segundo do Jim Clark na Lotus e tinha sofrido um tremendo acidente em Le Mans. Como se recuperava e era considerado um grande piloto e instrutor, fora convidado para assumir por alguns meses a escola de Pilotagem Motor Racing Stables, hoje uma página gravada na história do automobilismo inglês e muito cultuada. O curso de pilotagem para monoposto era de 60 dias. Ricardo Barley havia conseguido que o RAC solicitasse uma atenção especial a minha pessoa a pedido do Jim Hill chefe do departamento de competições da Burmah-Castrol e cunhado do Ricardo Barley. Peter Arundell nos recebeu e me direcionou para o Tony Lanfranchi e o seu segundo que era o Sid Fox, ambos os pilotos reputados sendo o Lanfranchi de todas as categorias do esporte motor. O processo se dava por estágios e o Lanfranchi desde o primeiro estágio foi a torre de comando de Brands Hatch e solicitou ao Peter Arundell que me permitisse prosseguir porque eu era um pouco mais do que aluno. No terceiro estágio o Arundell sob pressão do Barley, permitiu que eu voasse solo e monoposto com limitação a 5500 giros no espia do conta-giros a cada 8 voltas conferidos pelo Sid Fox. Como eu fui passando todos os estágios, no final o Peter já em nível de discussão com o Barely insistente lhe dizendo que não tínhamos recursos para ficar na Inglaterra por mais tempo, Arundell propôs que eu fizesse 8 voltas contra o tempo dele de 8 voltas em outro carro da escola. Se eu ficasse a dois décimos do tempo dele me daria a carta que eu quisesse para o RAC emitir a carteira internacional. No entanto, para ser justo ele propunha que girássemos no sentido contrário da pista de Brands Hatch uma vez que nenhum dos dois havia jamais circulado contra o relógio em Brands Hatch. Barley me questionou e eu disse que topava. Escolhemos um carro cada e Arundell fez as 8 voltas tendo dado uma rodada forte em Druids (180º) e encostado de traseira no barranco na 3ªvolta. Depois eu sentei no meu carro escolhido com câmbio à esquerda... e fiz apenas 4 voltas quando me deram bandeira de parada. Entrei no Box , desci do carro e o alto falante me chamou na torre. Quando subia as escadas da torre de controle, um vasto público beirava a pista e o palanque de Brands Hatch em dia de treino, os alto falantes anunciaram que o brasileiro havia feito 2/10 melhor tempo na terceira volta do que Peter Arundell nas 8 voltas completadas. Ao chegar na sala da torre Arundell me disse: “Escreve a carta que você achar melhor para você que eu assino em baixo. Você é um piloto profissional. Parabéns”. 
Esta é toda a verdade dita pelo cavalheiro Peter Arundell na presença de todos e de Ricardo Barley que provaria a seguir o quanto era absolutamente indispensável para que chegássemos a qualquer lugar...Em nome do Brasil."

Ricardo Achcar

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As vezes é difícil separar o ídolo e amigo, ou amigo e ídolo quando vou escrever, mas sobre o Ricardo é fácil, foi um bota em todas categorias por onde correu, Campeão Carioca da Formula Vê em 1967 e Brasileiro em 1968 correndo pela equipe Fittipaldi, tendo Pace chegado em segundo lugar e Emerson, então já se dividindo entre Europa e Brasil em terceiro. No mesmo ano foi agraciado com o prêmio Victor da Quatro Rodas como o melhor piloto de monopostos do Brasil.
Ricardo faz parte daquela geração que encantou o mundo com suas conquistas no automobilismo quando seguiram o caminho da Europa, especificamente da Inglaterra, mostrando ao mundo a qualidade de nossos pilotos profissionais, fizeram parte desta verdadeira esquadra Emerson, Luiz Pereira Bueno, Carlos Pace, Antonio Carlos Avallone...Sei que antes tivemos representantes de grande valor nas grandes categorias como seu Chico, Nano Silva Ramos, Frtiz D`Orey...Mas essa geração chegou para ficar.

Do Ricardo certa vez me disse Chico Lameirão “o piloto mais rápido que vi pilotar”, e posso acrescentar rápido e técnico, certamente com a concordância do Chico. Piloto e construtor de sucesso, vide o Polar Formula Super Vê, no texto um pouco dele em suas palavras, e logo vem muito mais.





Um abração Ricardo


Rui Amaral Jr     





NT:
Texto do site da FASP editado e reproduzido com a autorização do Ricardo por meu amigo Joel e por mim.





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segunda-feira, 4 de março de 2013

HEVE

HEVE - Herculano Veículos - fabricado por Herculano Ferreirinha para correr na classe A no Campeonato Brasileiro de Viaturas Esporte, Divisão 4, que teve seu  inicio no ano de 1972, se não me engano.
O carro da equipe Hoolywood de Mauricio Chulan usava um motor VW boxer, dos Fuscas, de 2.000cc na época com aproximadamente 180hp, cambio Hewland de 5 marchas, amortecedores Koni.
Na pista de Interlagos era difícil para ele acompanhar os carros da categoria B, os Avalones, com motores até 5.000cc, principalmente por causa das longas subidas de nosso templo, mas em pistas como Tarumã era um forte concorrente até na geral.
Herculano era uma ótima pessoa, até hoje lembro de um almoço em minha casa, minha mãe ficou encantada com ele e a esposa. Na época minha idéia era comprar um HEVE, mas não deu certo, além de problemas pessoais, eu simplesmente não cabia no carro, isso deve ter sido em 1973, nunca corri na D4, só vim sentar novamente em um carro de corridas 5/6 anos depois, mas aquele dia ficou em minha lembrança, bem como aquelas duas agradáveis criaturas, assim como o irmão de Herculano, o Antonio Ferreirinha.
Taí Walter e Fabiani, outro dia conto mais sobre a D4...

Rui Amaral Jr 



Largada em Interlagos, Pedro Victor de Lamare em um Avallone/Chevrolet da classe B e #22 Sergio Benoni e #77 Mauricio Chulan ambos de HEVE na classe A.








Agradeço ao Antonio Carlos pelo uso de suas fotos do Facebook e ao Rogério.  

IMAGENS DALUZ

VELOCULT 



Valeu Marco!