A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Zilmar meu pai.

Hoje fazem 11 anos que meu pai, Zilmar Beux, morreu. Eu peço que você leia e assista tudo, até o fim, pois tento através desta dedicatória mostrar como nasceu o autódromo de Cascavel e manter viva a memória de uma pessoa, que junto aos amigos, realizou uma grande obra por pura paixão e comprometimento com o esporte que amava e a sociedade em que ele viveu!! Parabéns pai!!!! 

Miguel Beux

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Papo de Padock...





Cerca de dois meses atrás visitava meu amigo Marcelo em seu "box" quando Washington, outro grande amigo, veio entrevista-lo, já que estava ao seu lado não perdi a oportunidade de de comentar com ele as mazelas de nosso pobre Interlagos - Autódromo José Carlos Pace - autódromo que está hoje entregue à incompetentes burocratas, que além de nada entenderem de automobilismo visam apenas a F.Um e as infindáveis reformas que a categoria exige.
Me pergunto apenas quais interesses inconfessáveis existem por trás de tantas obras?
Dedico este post à forma corajosa como Washington e o High Speed TV abrem seu espaço à todos que com conhecimento de causa não têm medo de mostrar as verdades de nosso automobilismo. Dedico também à todos os profissionais que hoje sofrem com a situação de nosso autódromo.

Ao Washington e Marcelo meu forte abraço.

Rui Amaral Jr



sábado, 22 de outubro de 2016

Edson Yoshikuma

No Opala da Divisão 3 que pertenceu à Pedro Victor de Lamare.

...e meu amigo Guarany Ricci me pediu para postar alguma foto do Edson, como meus arquivos não estão aqui logo vim procurar no blog pois sabia que tinha muitas deste grande piloto que muito contribuiu para o desenvolvimento de nosso automobilismo.
Agora vou pedir à ele que nos conte sobre sua carreira, vamos aguardar!

Um abração Edson, Miguel e Don Ricci.

Rui Amaral Jr

 Opala D3
 Aguia, Edson, Plinio Riva Giosa e Julio Caio Azevedo Marques.
No encontro de amigos do Julio Caio com Bird Clemente, Anísio Campos, Ana Maria, Ulysses Martins Ferreira e lá atrás a trinca Miguel, eu e Edson. 
Ricardo Di Loreto ,Campelo e Edson.
 VW D3 em Curitiba com Guaraná fora da pista!


 Já de Passat D3 liderando Turito na entrada da Ferradura.



 Mogames, Edson, Jr Lara e Amadeo Campos.

 Na briga com João Franco, Amadeu Rodrigues, Edson, Turito...
 Largando na segunda fila no Rio de Janeiro, no saudoso Jacarepaguá ao lado de Junior Lara atrás de José Romano e Amadeo Campos. 
 Formula 2, Silvio Montenegro ao seu lado Giba e Robertinho, de cabelos longos Josil Garcia e segurando a prancheta Edson.
 Com as feras, Paulo Gomes, Jan Balder, Pedro Victor, Ciro Caires, Avallone, Cacó, Edson, Guarané e Keko Patti.

 Laragada da D3 em Interlagos ao lado de Turito na primeira fila.
 Stock em Jacarepaguá.


Passat D3


terça-feira, 18 de outubro de 2016

D3...


Lembro muito bem...tinha dezoito anos e havia estreado talvez um mes antes na D1, agora havia alugado aquele VW D3 da equipe do Pedro Victor pintado como todos carros da equipe e de sobra com o número que o campeão usava em seu Opala D3.
Quando vi o carro fiquei louco, aquelas rodas Scorro com  pneus Pirelli Cinturato 165/13 na dianteira e 185/13 na traseira, o banco concha o volante Fittipaldi e aquela usina de forção atrás com dois Weber 48 IDF e escamento quatro em um e o cambio uma Caixa 3 da MM.Talvez aquele motor tivesse uns 90/95hp e mais tarde pilotei com os mesmos motores de 1.600cc com cerca de 150hp.
No primeiro treino vesti o macacão e capacete, sentei naquele banco concha, atei o cinto abdominal e lá fui eu...acelerei para limpar aquela primeira muito longa ainda na saída dos boxes, saí dos boxes ainda em primeira olhando para ver se não vinha ninguém muito rápido na curva UM, naquela época a saída dos boxes era quase no ponto de tangencia da curva.
Segui na linha que demarcava a saída dos boxes já em segunda, sentindo a força daquele motorzinho e principalmente aque cambio onde uma marcha era muito perto da outra.
O contagiros não funcionava e o Pedro havia me dito para trocar as marchas de ouvido, era apenas minha segunda corrida mas já sabia quando um motor chegava ao seu limite...segunda, terceira e já estava no começo do Retão para logo em seguida enfiar a quarta o carrinho acelerando sempre...
Era muito diferente de tudo que havia guiado até então, mesmo com os freios de tambores freava lá dentro na curva Três...entrava na Ferradura acelerando para na segunda perna reduzir de quarta para segunda a mesma coisa que fazia na curva do Sargento...enfiar a primeira na entrada da curva do S e já fazer o Pinheirinho em seugunda...terceira na saída dele e novamente primeira na entrada do Bico de Pato...

É eu me lembro muito bem...

Aos meus amigos Caíto Telles preparador da euipe e Tito que reproduziu o carro do qual não tenho nenhuma foto. 

Rui Amaral Jr

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

D50 Streamliner


Em 1955, antes da "doação" ao Enzo das fantásticas D-50, a Lancia produziu o seu projeto "Streamliner". Era a Mercedes-Benz lançando moda. Depois, a Ferrari redefiniu o projeto e inscreveu o carro no GP da França/56, com Alfonso de Portago. Antes, com Eugenio Castellot-
ti ao volante, a Ferrari Streamliner já se mostrava sensível demais a ventos laterais. 
Mais tarde, a Ferrari descobriu que removendo a carenagem traseira melhorava a performance, mas não era melhor que a D-50 "normal".

Ao que parece, só correu com Fon de Portago.

Caranguejo

P.S. A dica veio do Gerson Vendramini.




 Castellotti em Reims 1956

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Abaixo o link para um post que escrevi sobre a criação de Vittório Jano para a Lancia que após todos acontecimentos "virou" a Ferrari D50 que deu o titulo mundial de 1956 ao grande Juan Manuel Fangio...


Rui Amaral Jr

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Conta Chico...

.............1974, lá se vão 42 anos, muito tempo.......!!!!!!! INTERLAGOS, AINDA o VERDADEIRO, com a turma que iniciou a melhor categoria  do BRASIL, ATÉ A PRESENTE DATA,  a SUPER V  1.6 ........!!!!!!!! Todos aí """" mandavam ver """" sem excepção, a diferença poderia estar na preparação dos motores pois era o início da categoria, isso é normal  o aprendizado .....!!!!!!  Alguns desta foto  já não estão mais entre nós , este é o curso natural da vida: 

               MILTON AMARAL, JOSÉ PEDRO CHATEUBRIAN de MELLO , que DEUS os tenha ....!!!!!!!!!!


Abraço Chico Lameirão

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Comentário do Chico no post do Caranguejo, resolvi fazer um post só para o comentário e foto e dedicar aos amigos que com a graça de Deus ainda estão entre nós e são tantos, à cada um meu forte abraço. 
O post do comentário "Juca"...me parece que conheço o personagem!

Abração Chico.

Rui Amaral Jr

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Juca...

Vencendo com o Puma

 Juca nasceu no Rio de Janeiro, o que o fez alegre e bonachão, contanto que nao lhe pisassem nos calos. De espírito inovador  e visionário, costumava ir à praia em companhia de seus pais, montado a cavalo. Inquieto, nosso amigo demonstrou interesse por esportes. Gostava de futebol, mas acabou optando pela adrenalina máxima do esporte a motor: Juca tornou-se piloto de automóveis. Seus primeiros carros foram o Puma das provas de Turismo, passando depois ao Heve da Divisão 4. Bons resultados o animaram a seguir em frente e Juca logo embarcou para a Europa, buscando dessa forma a evolução de sua carreira. Acompanhou-o na ocasião, Antonio Ferreirinha, criador de carros de competição. Na Inglaterra porém, deparou-se com um dilema: as corridas no Brasil estavam em tal estágio de atraso, que Juca logo pensou em como seria importante retornar e empregar em seu país o que aprendera no exterior. Voltando, pensou em antes de mais nada, criar uma marca pessoal, através da qual pudesse tornar-se conhecido.

Polar Divisão 4.
Bisbilhotando 

Admirado com a plasticidade da arte do Custom Painter Sid Mosca, Juca foi o primeiro a confiar-lhe a pintura de seu capacete, dando início a um hábito que logo se disseminou entre pilotos brasileiros.
Em que pese sua atenção estar voltada para os monopostos da mais recente categoria nacional, a Fórmula Super Vê, chegou a voltar aos Turismos e participou dos 1.000 Km de Brasília em um Ford Maverick, em dupla com um famoso cantor nacional. Aliás, Juca só topou a empreitada, quando descobriu que o artista havia sido o autor do tema "Mil Milhas", da novela "Véu de Noiva", folhetim da Rede Globo que tinha por cenário as corridas de automóveis. Motivado pela Fórmula Super Vê, partiu para outro de seus projetos inovadores, criar a maior equipe da categoria, com patrocínio master da Gledson e três carros. Peter Schultz Wenk, além do próprio Juca e um cidadão chamado Nelson Piquet.


Com Nelson e a piloto carioca Danusa Palhares.
O pessoal da Super Ve.

À esta altura, Juca estava satisfeito. Ele sentia que um daqueles três pilotos da equipe iria longe e daria grandes alegrias ao país, mas e ele?
Acreditava que haviam novos desafios. Tornar-se um bom marido, um bom pai e mais tarde, bom avô. Era chegado o tempo de conquistar o seu maior troféu, uma família. Hoje em dia, instalado nas areias de Ipanema, nosso piloto sente que foi um empreendedor, um lançador de paradigmas e homem adiante de seu tempo. Viaja ao exterior e desfruta a companhia de sua simpática família e de seu cão fiel. E ainda arranja tempo para ficar zoando com os titulares de Blogs e contando piadas sobre gaúchos, para gaúchos.

Caranguejo

Juca é um bom amigo.Quando tenho a oportunidade de comunicar-me com ele,
temos longas conversas sobre a doutrina espirita.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

"El Nigher" vence em Pescara...

Corpo avantajado e tez escura Giuseppe Campari foi um dos grandes nomes do automobilismo europeu, na foto com sua Alfa Romeo P2 e sua equipe de mecânicos da Scuderia Ferrari após a vitória de 1928 na Coppa Acerbo, venceu a copa ainda em 1927 e 1931 sempre de Alfa Romeo.
Começou sua carreira como mecânico de competições e acompanhante na Alfa Romeo e tempos depois já estava pilotando...à partir de 1920 começou à vencer e vencer se rivalizando com os grandes da época como, Tazio Nuvolari, Antonio Ascari, Achille Varzi e tantos outros.
No filme "Amarcord" de Fellini mostra sua passagem pela cidade de Rimini, provavelmente em uma das duas Mille Miglia que venceu em 1928/29, em 1928 pilotando a Alfa Romeo 6C 1.500 SS Spyder Zagato e 1929 a Alfa Romeo 6C 1.750 Spyder Zagato em ambas tendo como assistente o grande mecânico Giulio Ramponi.
Perdeu a vida em Monza no ano de 1933 numa corrida logo após o GP Monza. Na primeira volta sua Alfa pegou uma mancha de óleo na Curva Sul e saiu da pista morrendo Campari imediatamente.
Este foi apenas um pequeno apanhado da vida deste grande piloto, o Caranguejo e eu sempre conversamos em contar mais de sua vida e vitórias, quem sabe um dia...


Aos grandes pilotos de todas as épocas e aos meus amigos Paulão, Edwin e meu sócio Caranguejo.

Rui Amaral Jr






quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Quem, quando, onde?

A foto recebi de meu amigo Paulo Delavigne, um dos personagens já foi citado várias vezes aqui pelo Caranguejo ou por mim...obviamente pilotavam para a equipe Alfa de Don Enzo Ferrari! 

  

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Porsche 908 1.000 KM de Nurburgring 1968 Jo Siffert e Vic Elford

O 908 de Seppy Siffert e Vic Elford voa para vitória!

1968 a Porsche lança o fabuloso 908, apesar do começo dificil neste mesmo ano vence os 1.000 KM de Nurburgring com a dupla Jo Siffert/Vic Elford, na foto voando para vitória.
Em 68 a FIA anuncia o novo regulamento para carros do grupo 6 Protótipos que usaria motores de no máximo 3.000cc.
Assim nascia o 908 com chassi tubular motor de 3 litros boxer com duas válvulas por cilindro que apesar da concepção conservadora garantia 350hp para um peso liquido de 650 kg.A versão de 68 era fechada o 908 LH ou como prefiro chamar "coda lunga".
À partir de 1969 a Porsche lança o 908/2 conversivél e com cerca de 100 kg à menos, um carro colecionador de vitórias nas mãos de grandes pilotos pelo mundo afora. No Brasil Mestre Luiz Pereira Bueno tocou um com sua  maestria habitual primeiro pela Equipe Z depois transformada em Hoolywwod.
Lembro de Luiz me contando sobre o carro e como com todos Porsches de clientes a fábrica fazia uma revisão do motor à cada 50 horas de uso, ocasião em que Luiz e Tite Catapanni aproveitaram e correram na Austria uma corrida do mundial.

A maravilhosa "coda lunga"! Com este carro Hans Herrmann/Gérard Larrousse em 1969 quase venceram as 24 Horas de Le Mans chegando apenas 100 e poucos metros atrás do Ford GT40 de Jacky Ickx/Jackie Oliver.

Caro Walter, eis o 908/2 com que Jochen Rindt correu os 1.000 KM de Buenos Aires em 1970 com Alex Soler Roig.

Mestre Luiz
Tive a honra de assistir a primeira corrida de Luiz com o 908/2 da Equipe Z em Interlagos, quando largando da última fila chegou na curva "Um" na ponta, meu irmão Paulo me contava que seu amigo Walter sócio de Luiz e Anísio Campos na Equipe Z quase teve um ataque cardíaco na ocasião! 

  500 KM de Interlagos 1972, Luiz com o 908/2 já da Equipe Hoolywood vem à frente de Reinold Joest com o 908/3 um carro bem mais avançado...essa também tive a honra de ver de perto! 

O parceiro de Luiz na corrida de Zeltweg Tite Catapani à frente de Ronnie Peterson na Ferrari 312P, quando o Porsche foi fazer a revisão na fábrica. Um dia ainda conto sobre esta corrida!

Rui Amaral Jr