A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

2011


Ontem estava um pouco chateado, tinha colocado o post do Fabiani, que por sinal gostei muito, conversado com meu filho e com o Ferraz que também estava aborrecido. Um monte de e-mails para responder e pessoas para conversar. Derrepente chega um e-mail do Ararê e ao abri-lo a surpresa de sua bela criação. Mestre Mauricio a bordo de um belo Porsche branco, minha cor preferida para automóveis, e Mestre Ararê simplesmente pilotando o truck SCANIA que vai nos levar à entrada de 2011. Os dois nos conduzindo ao belo ano que virá. 
Na carreta os carros da Divisão 3 dos três Alicatões, Orlando, Ferraz e Duran e o meu lá meio.
E suas belas palavras
Fiquei imediatamente emocionado e feliz com as palavras e a homenagem, tanto que coloquei sua “carica” logo abaixo da testeira do blog.
Agora coloco sua bela “carica” em um post que vai ficar até depois da entrada do ano, é a minha forma de desejar vocês que nos acompanham um Belo 2011.
Depois a “carica” do Mestre vai lá no alto da barra lateral pelo resto do ano, tal qual uma bandeira sinalizando com certeza que nosso ano vai ser ótimo.
Um forte e carinhoso abraço a todos. 

O nosso caminho é feito pelos nossos próprios passos...
Mas a beleza da caminhada depende dos que vão conosco!
 
Um ótimo 2011!
 
 
 
Ararê

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

AUTOMOBILISMO NA TERRA - SANTA CATARINA

Grande Rui,não tenho muito o que contar deste tempo em que acompanhei por três ou quatro temporadas seguidas o Campeonato Catarinense de Velocidade na Terra pois era um guri e apenas vivia aquilo tudo na agitação dos boxes e dos dias que antecediam as provas dentro das oficinas.Nós participávamos da categoria Turismo 5000 que logo depois da saída dos Dojões e dos Mavericks se transformou na Opala Stock Car,nossas pistas medem entre 2500 e 3000 metros então se usa até hoje como receita mais tradicional nos Opalas, caixa de dojão e diferencial de maverick 4,6 ou 8 cilindros conforme a pista e seu traçado(algumas tem subidas e descidas de tirar o fôlego parecida com a sacarrolha lá nos EUA). A partir de 1984 ou 5 começaram a trazer carros da stock de asfalto e modificavam caixa e diferencial(meus primos Vilmar e Vitalino Gargioni compraram um carro aí em São Paulo do Sr Camilo Cristófaro e começaram a correr o carro era lindo) os motores tinham um regulamento até um pouco liberado no começo se usavam três carburadores,comando importado e assim os carros voavam e tudo isso aliado a pouca segurança, cintos costurados em casa etc. Mas depois de um tempo criou-se um regulamento p/ conter os custos e equilibrar a categoria,mas mesmo assim os carros continuaram "voando" com motores que até hoje beiram os 300cvs e usando pneus radias de rua,pense essa força toda com uma relação encurtada como era difícil segurar estas "barcas" até mesmo nas retas(algumas secavam as cubas das DFVS dos Opalões por isso qdo alinhavam entre 18 e 22 carros o autódromo literalmente tremia, o público em algumas pistas chegava e chega ainda hoje(apesar da má administração da FAUESC) aos 10mil pagantes, incrível. Tivemos pilotos como Sávio Murilo Azevedo que se aventuraram na Stock de asfalto e andavam bem,mas a emoção estava em andar aqui de lado lambendo os barrancos de um lado e de outro.





 Estou te mandando uma foto do começo da década de 80 é uma largada da categoria 5000 na inauguração do autódromo Rio Represo(ele existe até hoje) vc pode ver que tem opala maverick e dojão às vezes se corria com chuva e tudo, era doido o negócio. Obs: Este opala que está largando na ponta foi comprado pelo meu pai depois de ficar parado por muito tempo,ele participou da I YNDI TERRA do BRASIL que foi uma corrida de duas horas de duração, o ALICATÃO Francis tem muito material como vídeos e fotos de tudo isso é muito legal,valeu e um abraço deste fã!!! Fabiani Gargioni.



Venho querendo mostrar o automobilismo na terra que é uma grande força em Sta Catarina já faz algum tempo. Conheci melhor a força desse pessoal lendo meu amigo Francis Henrique Trennepohl  e lá em seu blog conheci e fiquei amigo do Fabiani. Agora ele me envia esse texto e tenho certeza que vamos escrever e mostrar muito mais desse pessoal que faz esse fantástico automobilismo. Obrigado Fabiani e Francis, um abração. Rui

Fabiani e seu 147 - Turismo Clássico.

Francis e seu VW - Turismo Clássico.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A Extraordinária Corrida, em 1940 - Última parte

O terrível desafio imposto a carros e pilotos pelo Grande Prêmio Bi-Centenário de Porto Alegre num trajeto de 2.076 quilometros de estradas do Rio de Janeiro a capital gaúcha, iniciado no dia 14 de novembro de 1940, havia chegado ao fim para apenas 9 das 23 carreteras iniciais.

Arrancando de Florianópolis/SC na manhã do dia 17 de novembro, na quarta e última etapa, o piloto catarinense Clemente Rovere cruzou a linha final em Porto Alegre às 14h51´29" e 4/10 com seu carro número 16, um Ford cupê, no tempo de 9h49´20" e 8/10.

O campeão uruguaio Hector Supicci Sedes havia vencido a etapa Curitiba/Florianópolis e portanto saiu na frente de Rovere, mas, o motor da sua carreteira Ford fundiu a poucos quilometros de Porto Alegre, quando estava 9 minutos à frente do catarinense.

No cômputo geral da prova, Rovere estava, nessa altura, 1 hora e 9 minutos à frente dos demais pilotos e bastava manter essa diferença para alcançar o triunfo final.

Mas, mesmo assim impôs ritmo forte ao seu desempenho até a localidade de Passo do Socorro, a fim de ganhar o prêmio "Estado de Santa Catarina", destinado ao piloto que atravessasse o território catarinense em menor tempo.

Daí para a frente, reduziu a velocidade do carro até a linha final. Somados os tempos dos pilotos dos 9 carros que resistiram à maratona das quatro etapas, Clemente Rovere foi consagrado o grande vencedor, com o tempo total de 27h59´01" e 4/10, seguido de Ernesto Ranzolin/João Pedro Souza Oliveira - carro 26 - Ford 1940 cupê De Luxe - 29h57´17" e 1/5; Adalberto Morais/Armando Avelino Rodrigues - carro 36 - Chevrolet - 30h55"e 1/5; Oscar Bins/David Souza - 2 - Ford - 30h31´45" e 2/10; Antonio Rodrigues Peres e Amaro Calmon - 4 - Mercury - 30h39´55" e 2/5; Raulino Miranda e Ervino Reguze - 38 - Chevrolet - 30h59´55" e 2/5; Iberê Correia/Ismael Soriano - 6 - Ford - 31h22´27"; Ari Cortese de Santana/Ernesto de Souza Fontes - 30 - Ford - 32h22´21" e 1/10; e Salvador M. Pereira/Antonio Garcia - carro 20 - Willys - 35h50´43" e 3/10.

Apesar das chuvas e do estado de conservação das estradas, a média horária de Rovere foi de 73,971 quilometros/hora; Ranzolini fez 69,113 km/hora; e Adalberto Morais 68,640 km/hora.

Dessa forma dava-se por encerrada a disputa de uma das mais famosas e importantes corridas de carros em estrada já realizadas no país, cuja história descansa nas páginas empoeiradas do livro do tempo sobre as competições automobilísticas brasileiras. Numa foto de hoje, a carreteira de Ranzolin passando por Antonio Prado/RS; na outra, Adalberto Morais/Armando Rodrigues e o Chevrolet da dupla.

Por Ari Moro

Fotos do acervo pessoal do amigo Antônio Ranzolin filho do saudoso exímio piloto de gaúcho de carreteras Ernesto Ranzolin.
23/12/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 22/12/2010 às 23:43:22

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

PÉ NO FUNDO! ANEL EXTERNO.


Tomada da "Um" cravado! O #8 um grande chassi acertado pelo Carlão, o motor um canhão feito pelo  Chapa empurrando. Me segue o #144 de meu amigo Sueco - Carlos Aparecido Gonsalves . Para algum amigo que comentou sobre meu espelho direito, só usava pelo regulamento e corria com ele fechado.

Interlagos , anel externo velocidade pura , pé embaixo 95% do tempo , me lembra a primeira volta que dei no autódromo , a bordo do PORSCHE 550 SPIDER de meu irmão Paulo . Lembra ainda o grande Luiz Pereira Bueno dando um baita trabalho a Reinold Joest nos 500KM de 1972 , apesar de correr com um carro mais fraco . Lembra Celso Lara Barberis e suas três vitórias , uma em 1961 ano em que meu irmão e Luciano Mioso venceram na categoria até 2 litros . Também o grande Ciro Cayres vencedor em 1964 com o não menos grande José "Toco" Martins . Pois bem em 1982 ano em que corri na TEP( D 3 ) estava programada e corremos uma prova pelo anel externo de 3.208 m foram 25 voltas neste circuito fabuloso , parte da não menos fabulosa pista de 8.000m do Autódromo de Interlagos , pista que por vontade dos dirigentes da F.1 foi totalmente descaracterizada e que agora alguns grandes pilotos do passado , Bird , Chico Lameirão , Bob Sharp e outros tentam refazer . O anel externo é de altíssima velocidade , composto pelas curvas "Um " , "Dois" , "Três" uma reta torta em subida que vai até uma curva que antecede os antigos boxes , o "Café" .

Olhando feio para o Amadeu Rodrigues #40, um grande  piloto e um baita cara.


Começamos a preparação do carro trocando a relação de marchas da 1ª e 2ª , já que não precisaríamos usa-las , optamos por uma "Caixa um" bem mais curta , com a 3ª marcha 0. 78 e 4ª 0.96 e diferencial 8/31 que eu já usava . Com este cambio eu poderia pular na largada junto com meus adversários , esquecendo o trauma de largar com aquela " Caixa 3 " que tanto me atrasava nas largadas . No meu caso usaria a 3ª marcha para fazer a curva "Três" e o resto do circuito seria todo em 4ª marcha . No primeiro treino na 5ª feira dois sustos , o primeiro ao chegar a curva "Três" haviam pintado o muro que circunda esta curva de branco , e como na temporada inteira ele estava sujo ao chegar e passar pela curva percebi como passávamos perto dele , ainda mais fazendo a saída da curva com o traçado que usaríamos para o "Anel externo" , o segundo na primeira volta que vim forte foi ver o contagiros chegar à tomada da curva "Um" a 7.200rpm bem mais rápido que chegava quando fazia o circuito completo . Passados os sustos era uma maravilha , pé embaixo o tempo todo , fazia a "Um " cravado e só ia tirar o pé e frear na "Três" uma freada fortíssima , contornada a curva engatava 4ª uns 200m depois e dai para frente pé embaixo de novo , a tomada e contorno da curva "Um " eram rapidíssimos , não sei precisar a velocidade que chegava mais fazer cravado dava um certo friozinho na barriga . Carro bem feito , chassi com um trabalho ótimo do Carlão e motor do sempre competente Chapa ia largar na primeira fila , não lembro a posição , mais pensava , "vou dar um susto neles , vou largar junto e se der ganho esta corrida " Os mais rápidos eram o Mogames com o carro em que havia sido vice campeão da D.3 em 1981 e que estava ganhando todas as corridas , o Laercio com o carro que havia sido campeão da D. 3 no ano anterior nas mãos do Amadeu Campos , Elcio Pelegrini multicampeão da F. Vê , José Antonio Bruno , Amadeu Rodrigues , Marcos de Sordi , Bé , Alvaro Guimarães , José Ferraz alem do Duran , Orlando , Artur da Cruz , Aristides , Sueco , e o amigão João Lindau . No domingo , antes da largada era só nela que me concentrava , pulando bem ia brigar lá na frente . Placa de um minuto , primeira engatada "é hoje" , placa de trinta segundos , motor a 7.000 rpm , farol vermelho , farol verde , o pulo foi perfeito , larguei na frente , a hora que fui engatar segunda ela não entrou , não sei se foi erro meu ou o cambio que nunca tínhamos usado e para não mostrar aos outros que tínhamos uma primeira mais curta eu não havia testado a arrancada suficientemente só sei que cai umas dez posições , não tanto quanto quando largávamos com a "Caixa três" pois estava no embalo , mais outra vez eu tinha de fazer uma corrida de recuperação . Passei a primeira volta já em quinto e na segunda já vinha em quarto perseguindo o Elcio , três ou quatro voltas depois estava embutido nele , só que ele era uma pedreira , estava difícil achar um espaço para ultrapassa-lo , vínhamos os dois de pé no fundo , na curva "Um" via sua luz de freio acender , só que seu carro não perdia velocidade ( depois ele me contou que dava um toque no freio com o pé esquerdo para abaixar a frente do carro ) , na curva "Três" a freada era no gargalo e alem disto nossos motores empurravam igual . Lá na frente o Mogames reinava absoluto , com o Laercio logo atrás mais sem condições de pressiona-lo , nesta altura virávamos cada volta no tempo de 1.04s o que era bem rápido . Lá pela sétima ou oitava volta eu embutido no Elcio chegamos à curva "Um" , cravados a tomamos e a hora que vi seu carro estava de frente com o meu e eu olhando em seus olhos , exageros à parte foi um baita susto , estávamos andando no limite e muito rápido , só lembro de ter tirado o pé e saído pelo lado , graças a DEUS sem toca-lo . Ai estava em terceiro , só que o Mogames e o Laercio tinham ido embora , na próxima volta quando vi eu estava saindo da "Dois" e eles quase na freada da "Três" , tentei andar o mais rápido possível e cheguei a descontar um pouco , mais lá pela décima quinta/sexta volta meus pneus começaram a dar sinais de fadiga e o contagiros já não chegava ao final de "Retão" aos 7500rpm do começo . Assim terminamos , Mogames ,Laercio e eu em terceiro .

Ao final da corrida quando os bandeirinhas vem nos saudar, uma coisa linda de arrepiar. Sai um "maluco" de um bandeirinha da "Um" acena para os dois primeiros e quando passo ele e os outros começam a acenar freneticamente as bandeiras para mim e ele bate no peito me aponta e aplaude. Ainda bem que vinha lento pois as lágrimas teimaram em escorrer e foi assim até o box. Depois ele veio me cumprimentar, não lembro seu nome.

 Ah!!! aquela errada de marcha , não digo que teria vencido , mais teria dado trabalho , lá de cima o Lindau deve estar dizendo " Alicatãooooooooooo "


Isso é apenas um pouco do que vivemos nas pistas.

Eu, Ricardo Mogames e Laércio dos Santos,

NT: A corrida vencida pela dupla Ciro/Tôco foi no circuito completo.
        Virando à 1m04s pelos 3.208m do Anel Externo de Interlagos a média é de 180 km/h.
        Agradeço as fotos a minha sobrinha Gabi.
        Obrigado Mauricio Moraes! Um dia conto para todos por que!  

          Fotos Sydnei.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Largando de trás.

 Confesso que sempre tive muito respeito por meus adversários de pista, alguns amigos queridos e com quem tenho a grande satisfação de conviver até hoje, massss quando eu largava de Caixa 3 vinha para cima, pouco me interessava quem fosse, quando abria uma brecha enfiava o carro e lá ia eu. Caso  meu carro quebrasse algumas voltas depois a corrida já teria valido à pena. Muitos pilotos estudam o carro que vai a frente  para tentar ultrapassar em algum ponto onde se julguem mais rápidos, outros jogam o carro em cima e esperam para ver o que acontece, temos visto muito isso na Stock de hoje. Fora os carros mais lentos que sempre são ultrapassados nas retas a briga com os do mesmo nível costuma ser complicada, pilotos experientes, motores fortes e carros no chão são sempre a expectativa de uma boa briga. Tenho algumas fotos de dois grandes pilotos da Divisão 3 se degladiando que mostram bem isso, meus amigos Jr Lara Campos e Arturo Fernandes e um dia mostro a vocês. 
 Um olho no carro que vai à frente, outro no contagiros para não detonar o motor, outro nos retrovisores e ainda outro em tudo que acontece à volta e vamos para cima.
 No antigo traçado do Templo a freada da curva "Três" a da " Ferradura" do "Sargento" e do "Esse" eram belos lugares para se tentar, depois com mais dificuldade a entrada da "Junção" pois essa curva tinha que ser feita de uma forma muito acertada para que o carro tivesse motor na "Subida dos Boxes", assim seu Chico Landi ensinou a meu amigo Jr Lara. Na curva "Um" também era um bom lugar, apenas você tinha que vir bem mais rápido que o carro da dianteira. 
 Nas fotos a seguir me atraso na largada, ah! a Caixa 3 e depois vou entrando na briga pelas posições com vários pilotos, belas brigas, bons duelos, bons tempos! 




  Tinha largado lá na primeira fila e vou ficando para trás.
Na Ferradura Marco De Sordi, Alvaro Guimarães, Tide Dalécio, Luiz Eduardo Duran, Amadeu Rodrigues, Clério Moacir "Bé" de Souza, e eu. Pilotos experientes Marco e Alvaro, Tide, Amadeu e Bé andaram bem em várias categorias, Duran correu mais na Divisão 3.
   Aqui já tinha ultrapassado vários deles e partia para a luta, gozado mas lembro perfeitamente do paralamas de Tide voando em minha direção, acho que foi uma volta antes logo depois da "Três".
Marco era um piloto super rápido e Tide mostrou algum tempo depois ao que tinha vindo derrotando os temíveis Passats D3 numa memorável corrida sob chuva no Templo. Grandes adversários!
Saindo do "Esse" e tomando o "Pinheirinho" eu e Elcio Pellegrini um grande piloto, multicampeão na Formula Vê, tivemos vários duelos em 1982 na Divisão 3 Campeonato Paulista ou TEP. Para contragosto de meu amigo José Ferraz a Divisão 3 correu aquele ano no Campeonato Paulista usando a denominação TEP - Turismo Especial Paulista.


A meus amigos por quem tenho muito respeito e carinho.

Fotos dos arquivos do Orlando, Duran e meu feitas pelo Sydnei, um fotografo que se tornou nosso amigo.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Parabéns Junior!

Parabéns meu amigo, muitos e muitos anos de vida ao lado de suas filhas, neto e netas e da Jackie, um abração e que Deus continue a te iluminar.   

Jr Lara Campos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL

                               FELIZ NATAL 


É o que desejo a cada de vocês, eu e cada um de meus companheiros que com a Graça de Deus estamos todos os dias contando nossas aventuras por aqui.
Aos nossos 98 seguidores, e todas pessoas que nos acompanham todos os dias.
Vou tentar escrever os nomes de todos amigos que por aqui passaram e deixaram um pedaço de si. Algum nome que por acaso esquecer será anexado assim que for lembrado, mas o mais importante e que cada um de vocês está presente em meu coração.
Carlos de Paula, Gabriel Marazzi, Miguel Crispin Ladeira, Vanessa Gianellini, d. Jô, Graziela e Nelson Marques da Rocha, Fabiano e seu pai Luiz Guimarães, Glória as crianças e Henrique Mércio, Vera, Ricardo e Rafael Bock, Dalva e José Ferraz, Luiz Eduardo Duran e Eduarda, Orlando e Edna Belmonte e sua filha Emily, Francis, Aglais, João e Gabriel Trennepohl, Fabiani Gargioni, Jackie e Luiz Carlos Lara Campos Jr, Luiz Antonio”Teleco”Siqueira Veiga, Mike Mercede, Leandro Sanco, Ararê Novaes, Mauricio Moraes, Luiz Salomão, Roberto Zullino, Francisco Pellegrino, Marcelo e Victório Azzalin, Jan Balder, Luiz Cruz, Arturo Fernandes, Carlos Mesa Fernandes e Jô, Juca, Luiz Antonio Bruno, Chico Lameirão, Chapa e Mary, Marcos e Fabio Levorin, Ari Moro, Clério Moacir ”Bé” de Souza, Amadeu Rodrigues,  Cadu Avallone, Ricardo Goes, Claudio Carignatto,  Jackie e Della Barba, Luiz Henrique Pankowski, Hiper Fernando Fagundes,  Giancarlo Zanarotto, Joel Marcos Cesetti, Lauro Neto,  Amarílis e Kiko Galvão Bueno, João Tadeu Bocolli, Jacob Kourozan, José Carlos Gueta, Iolanda e Manduca Andreoni, Manuel Barros Mattos, Luiz Evandro Aguia,  Manoel Diegues, Paulo Peralta, Paulo Valiengo, Ricardo Bifulco, Tide Dalécio, Ceregatti, Edo Lemos, Adriana Greco, Alfredo Brito, Romeu Nardinni, Carlo Rivolta, Cezar Fittipaldi, Elisa Assineli do Nascimento, Fred Guilhon, Helio Herbert, Karin Esteves, Guilherme Decanini, Fasolli, Tohmé, D. Mira e Tito Tilp, Anêmona, Torquato, Fabio Poppi, Hugo Almeida, Nilo Cabral, Rafa Dias Santos, Leandro Sanco, Flávio Costa, Joca, Rodrigo Vieira, Jean Corauci, Felipe”Pipe“ Madsen, Leandra Giovanetti, Planeta Automotivo, todo pessoal do Nobres do Grid, Zé Ranzolin, Humbertone, Ricardo Achcar, Carlos Eduardo Szépkúthi, Sidney Cardoso, Felipe Raad, José Martins Jr, Manoel Diegues Neto, Antonio Roperto, Mario Marcio Souto Maior, Paulo Sallorenzo, Geraldo Souza,  Alfredo, Sueli Lindau, Silvia e Waldemar Mesquita, Ron Groo, Homero Rocha Ferreira, Christina e Rodrigo Rocha Ferreira, Frederico Delgado Rosa, Spadella, Rosana e Edson dos Santos, José Umaras, Clovis Vieira, Bicamargo, Flávio Pinheiro, Luan Felipe, Glória, Edilson, Luiza, Carolina, Bruno e Maria do Carmo, Rodrigo Vieira...    

Rui e Francisco Amaral






Joel - SPORT PROTÓTIPOS



HIPERFANAUTO

Hugo Almeida Mecânica Total









A meus pais Arinda e Rui.



quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

DIVISÃO 3

Mané Simião nas Mil Milhas de 1973.

Alan Magalhães   em 1982.

Em 1982 o Orlando comprou o VW Divisão 3 do Mané Simião, é esse mesmo carro que aparece com o Mané correndo as Mil Milhas Brasileiras de 1973.
Reformou ele todo, e começou a correr naquele mesmo ano.  Correu as temporadas de 82/83 e depois por um série de motivos parou. Vendeu o carro.
Pouco mais de um ano e meio atrás, e após nós nos reencontrarmos, um dia ele me telefona contando que tinha encontrado seu carro. Estava em uma oficina parado por mais de vinte anos, seu dono fez algumas corridas e lá ficou ele parado como se estivesse esperando o Orlando voltar.
E não é que o Alicatão foi lá e comprou o carro de volta! Foi um felicidade só, me ligava a cada cinco minutos contando do carro e em como ele estava, que tinha vindo junto com a carreta etc. etc. etc.  
Acredito que seja talvez o único carro remanescente da Divisão 3, essa categoria que encantou o público que ia aos autódromos brasileiros. Alguns outros carros estão em museus como o Maverick/Berta de Luizinho Pereira Bueno que se encontra no museu de Passo Fundo e um outro VW que dia destes vi no blog de meu amigo Sanco, andando no Tarumã em uma apresentação.
Até agora já temos alguns convites para participar com o carro em eventos e exposições e também algumas matérias de revistas. 
Só que o Orlando precisa de patrocínio para colocar o carro novamente como era. Nada absurdo para o retorno que com certeza quem o ajudar terá.
Vamos lá, tenho certeza que o ano que entra trará  tudo que precisamos para ouvir novamente um verdadeiro Divisão 3 roncar, uivar, berrar e em demonstrações por nossas pistas mostrar a todos que não puderam ter oportunidade de ver como era nossa categoria.   




Luiz da Cruz VW #14 , Passat da equipe de Amadeu Rodrigues pilotado por Admir Canuto e o #13 de Orlando Belmonte Jr. 

#40 Amadeu Rodrigues, #7 José Antonio Bruno, #68 Luiz Eduardo Duran, #13 Orlando Belmonte Jr, #19 José Ferraz, em plena curva do Laranja.



Saindo da oficina no dia em que o Orlando foi buscar novamente seu carro e já em casa.



O #13 na visão do Mestre Ararê.


terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A Extraordinária Corrida, em 1940 - Capítulo V

No dia 17 de novembro de 1940, pela manhã, o campeão uruguaio Hector Supicci Seedes, com sua carretera Ford número 10, arrancou de Florianópolis/SC na frente dos demais competidores rumo à Porto Alegre/RS, a fim de cumprir a última e decisiva etapa de 636 quilometros do Grande Prêmio Bi-Centenário de Porto Alegre, iniciado no Rio de Janeiro/RJ no dia 14 do mesmo mês.

Não haveria nova chance. Poucos carros e pilotos suportariam a dura prova até a bandeirada final. Logo atrás de Hector arrancaram as carreteiras 16 - Ford - do catarinense Clemente Rovere e 4 - Mercury - do gaúcho Antonio Rodrigues Peres, seguidos, entre outros, pelos carros de Ernesto Ranzolin - 26 - Ford, Adalberto Morais - 36 - Chevrolet, Oscar Bins - 2 - Ford, Raulino Miranda - 38 - Chevrolet, Ari Cortese - 30 - Ford, Iberê Correia - 6 - Ford, Salvador Pereira - 20 - Willys, Julio Vieira - 12 - Lincoln Zephyr e Belmiro Terra - 46 - Chevrolet. Pela frente o longo percurso passando pelas cidades de São José, Palhoça, Várzea Grande, Taquaras, Barracão, Lomba Alta, Bom Retiro, Canoas, Rio Bonito, Índios, Lages, Vacaria, Antonio Prado, Farroupilha, Caí e São Leopoldo. Os pilotos exigiram o máximo dos carros.
O motor da carreteira de Belmiro Terra quebrou em Lages. Mas o pior aconteceu com Hector Supicci, que colocou seu carro 9 minutos à frente do carro de Rovere, já em solo gaúcho.

No entanto, a poucos quilometros do final, na cidade de Sapucaia, o motor Ford da sua carretera fundiu. Era o fim para o campeão uruguaio. Rovere passou e venceu com o tempo de 9h49´20" e 8/10. Em segundo chegou Ernesto Ranzolin com 10h24´37' e 8/10, ficando em terceiro lugar Adalberto Morais com 10h27´36´´ e 4/10.

Em seguida receberam a bandeirada dessa etapa os pilotos Oscar Bins, Antonio Peres, Raulino Miranda, Ari Cortese, Iberê Correia e Salvador Pereira, este com o tempo de 12h31´57".

Dos 23 iniciais, apenas 9 carros venceram o grande desafio. Clemente Rovere recebeu a bandeirada do Prefeito Municipal de Porto Alegre - Loureiro da Silva, em frente a escadaria do prédio do Palácio Municipal.

Mas, somados os tempos de cada etapa dos 2.076 quilometros, quem seria o grande vencedor da prova? Não perca a sequência! Nas fotos de hoje, Clemente Rovere, com os louros da vitória, carregado pelo povo e, a chegada da carreteira Ford 26 de Ernesto Ranzolin, em Porto Alegre.



Por Ari Moro

Publicado primeiramente no Paraná On Line
http://www.parana-online.com.br/canal/automoveis/news/498647/?noticia=A+EXTRAORDINARIA+CORRIDA+EM+1940+PARTE+V

Fotos do acervo pessoal do amigo Antônio Ranzolin, filho do saudoso exímio piloto gaúcho de carretera, Ernesto Ranzolin

Parabens Ferraz e Ararê Novaes !

  A festa foi no dia 11 mas é hoje que meu amigo fica mais velho!!!
 Parabéns Ferraz, batalhador e apaixonado por automobilismo. De todos nós que estamos ao seu lado e muito te admiramos.
 E a você Ararê, também um apaixonado pelo automobilismo e simplesmente um Gênio com suas obras maravilhosas.
Ararê.
Orlando Belmonte Jr e José Ferraz.



Os presentes do Tito, o VW Divisão 3 #19 e a Kombi do Ferraz.