A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Turismo Especial Paulista - D3 - 1982


Começo de 1982, vou visitar o Chapa - Flávio Cuono - e lá encontro o Gasolina que me convida para testar uma Brasilia D3 sua, ele me diz que o Chapa havia dito à ele que eu era um piloto rápido e acertador e queria que eu fizesse algumas corridas com seu carro. O teste foi um fiasco, o carro era muito ruim e mesmo que colocasse nele uma usina de força do Chapa não seria competitivo. De volta à oficina do Chapa ele me diz que os irmãos Levorin, Arno e Marcos, da Salecar estavam vendendo o carro que o Fabinho corria. Comprei o carro que veio com dois motores, dois câmbios, muitas rodas, mais dois Weber 48...e o Chapa e eu levamos para sua oficina.
Revisamos o carro todo, refizemos os motores e comprei mais um, colocamos meu banco, o cinto Willians de seis pontos, o contagiros Jones e os relógios Smiths e fomos para a primeira corrida que era a segunda do campeonato, até que fui bem e quebrei quando vinha em segundo ou terceiro lugar brigando com o Laércio.

Me preparando para recomeçar.
  1ª corrida, quebrado entre o Sargento e o Laranja.

Para segunda corrida trouxemos o Carlão para trabalhar no acerto do chassi e cuidar do carro na pista e tudo mudou e o carro que era bom tornou-se com nosso trabalho de acerto rapidíssimo, leiam EFEITO CANGURU  onde conto sobre. 
Meu único problema era largar com a Caixa3 e sua primeira marcha muito longa mas na época não encontramos um diferencial mais longo para correr com a Caixa1. Vejam que nesta segunda corrida o Elcio Pelegrini largou na pole com o tempo de 3.22alto que se não me engano foi record para D3 em Interlagos e na corrida brigando com ele cravei a melhor volta com 3.23 alto tempos rapidíssimos que nos colocariam brigando com os grandes pilotos da D3 dos anos anteriores como meus amigos Junior Lara Campos e Arturo Fernandes. Nesta corrida o Mogames e o Laercio largaram na ponta e Elcio e eu viemos brigando pelo terceiro lugar tentando chegar nos ponteiros e a corida terminou com os dois nas duas primeiras colocações, eu em terceiro e Élcio em quarto. 

Élcio larga na ponta seguido de Mogames, eu com o terceiro tempo fico patinando na largada...
  Eu e Élcio brigando na curva do Laranja...
...logo à seguir no S. As brigas com o Élcio foram uma constante na temporada, é trabalhoso e gratificante batalhar com um grande piloto como ele.
No podiun desta corrida alguns nomes que fizeram da D3 a categoria que ela foi...Alvaro Guimarães em 5º, eu em 3º, Ricardo Mogames 1º, Laércio dos Santos em 2º e depois de muitas quebras dos que brigavam na frente Ferraz em sexto.

Foi nesta temporada que fizemos uma corrida pelo Anel Externo de Interlagos, quando novamente cheguei na terceira colocação, leiam em PÉ NO FUNDO!ANEL EXTERNO minha descrição desta deliciosa corrida, vencida pelo Mogames com Laércio em segundo.

 Amadeu Rodrigues e eu...
...eu e Sueco Gonçalves, estou tomando a curva Um. 
Eu, Mogames e Laércio.

Alguns grandes pilotos que competiram na TEP em 1982
Marco de Sordi com Álvaro Guimarães em seu encalço, Tide Dalécio, Amadeu Rodrigues se preparando para ultrapassar Duran, atrás Clélio ""Bé" Moacyr Souza e eu...
A disputa com dois botas como Marco de Sordi e Tide Dalécio é sempre emocionante, na primeira foto venho lá atrás a depois de ultrapassar alguns carros já brigo com eles.
   Outro grande piloto com quem brigar sempre foi emocionante é Álvaro Guimarães, nesta foto na Ferradura eu venho rápido para colocar volta no Conde e ele no #38 para colocar volta no Ferraz...pela posição dos carros fizemos as ultrapassagens antes do final da curva, pois quando se vinha brigando com alguém rápido como o Álvaro tínhamos que passar os retardatários forçando em qualquer lugar! Na foto ainda Sueco Conçalves e José Ramos. 

José Antonio Bruno, outro grande piloto que esteve na TEP.
João que nunca teve um carro à altura de seu talento.

Foram oito corridas do campeonato que foi vencido pelo Mogames, não corri a primeira nem a última e não tenho registro das outras colocações.

MOTOR 3

Por volta do meio da temporada e vendo a sucesso da categoria meu saudoso amigo Expedito Marazzi resolveu fazer a bela matéria para a excelente Motor 3, naquele dia não pude chegar à tempo de falar com meu amigo e o Carlão levou meu carro apenas para as fotos, e cheguei apenas à tempo da foto que encima este post. O carro estava com as rodas de transporte e sem motor já que na corrida do fim de semana anterior eu havia quebrado. Lembro que na corrida quebrou um eixo de balanceiro justamente quando finalmente vinha na ponta.
Acredito que Expedito tenha ficado chateado de não andar com meu carro e muito menos me ver por lá, coisa que ficou muito bem resolvida tempos depois.
Abaixo digitalizei o texto e mais abaixo coloco as páginas do artigo em tamanho grande para que quiser ler na forma original.     


   
  
 





Imagens digitalizadas em tamanho grande, clique para expandir.



Aos meus amigos Expedito, Chapa, Carlão e Neguinho, os três últimos responsáveis por minhas atuações naquele ano. 

Rui Amaral Jr 

NT: Muita bobagem tenho ouvido sobre a volta da D3 com carros VW, passou...
Um carro destes carros competitivo era caríssimo, devo ter estourado quatro ou cinco motores durante a temporada, usado muitos jogos de pneus, fora todo o resto...passou mas Graças a Deus nós estávamos lá!  
  

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Escola

1972 - Em meu primeiro ano como piloto graduado as corridas no Brasil eram poucas, Interlagos hoje Autódromo José Carlos Pace estava em reforma, uma reforma séria que deixaria a pista pronta para o fabuloso automobilismo que viria nos anos seguintes e eu aos 19 anos  fui trabalhar com meu amigo Expedito Marazzi em sua escola enquanto fazia meu VW D3. Foi um aprendizado e tanto, na foto os carros da escola na Reta Oposta de Interlagos, os boxes estavam em reforma e usávamos apenas o circuito interno usando a Junção para descer para a curva Quatro.
Saudades do amigo Expedito.

Rui Amaral Jr 

NT: Encontrei ontem a foto acima e digitalizei para vocês.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Stock Car Interlagos 1988

No bom posicionamento da câmeras podemos ver toda beleza do verdadeiro circuito de Interlagos, hoje desfigurado e apenas uma pistinha, certo a Stock é uma categoria monomarca mas notem como era bonito nosso automobilismo e a presença do público...algo se perdeu neste tempo!  

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Tony Brise



  Uma espessa nevoa, daquelas que quem conhece a Inglaterra sabe bem como são, levou de nós, os aficionados pelo automobilismo, o grande piloto à esta altura aposentado Grahan Hill, vencedor da tríplice coroa do automobilismo, Indianápolis, 24 Horas e Le Mans  e bi Campeão do Mundo de Formula Um e um piloto contratado por Hill para ser seu substituto e que já à esta altura se destacava, Tony Brise. 

Brise venceu em 1973 dois dos mais importantes campeonatos britânicos de Formula 3, correu na Formula 5.000 e em 1975 aos 23 anos estreou na Formula Um no desastrado GP da Espanha em Montjuich e depois da lambança toda da corrida mesmo tendo largado em 21º chegou no sétimo lugar, na corrida seguinte em Mônaco ficou de fora e aproveitou para correr a tradicional prova da F.3 do Principado tendo nesta corrida feito a pole e a melhor volta. Não lembro o motivo mas na derradeira bateria largou no final do grid de 18 carros e numa corrida de recuperação encontrou o piloto brasileiro Alex Dias Ribeiro que segurava o segundo lugar e...

1975 - Formula 3 no Principado e Tony com seu Modus M1 Ford TC/Brown encontra Lequinho no March 753 Tayota/Novamotor.



 GP da França Le Castellet em sua quarta corrida na F.um já brigando com as feras!

Já no próximo GP da F.Um em Zolder na Bélgica estava pilotando uma Embassy-Lola GH1, largou num ótimo sétimo lugar mas problemas de motor o tiraram da corrida na 17ª volta. No GP seguinte em Anderstop apesar de largar apenas no 21º lugar conquistou um belo sexto sendo seu único ponto na F.Um. Nos GP finais do campeonato sempre apareceu competitivo, tendo largado em sexto no GP da Itália em Monza, mas várias quebras o impediram de pontuar.

Hill e seu Embassy 

Naquele 29 de Novembro de 1975 Hil, Brise e quatro membros da equipe voltavam para Londres depois de um treino em Pau Ricard, foi quando o Piper Azteca encontrou a densa neblina que pairava sobre Londres...  


Rui Amaral Jr 

Ao Walter e Paulo Alexandre.